sexta-feira, março 14, 2008

Poema


Se morro
universo se apaga como se apagam
as coisas deste quarto
se apago a lâmpada:
os sapatos - da - ásia, as camisas
e guerras na cadeira, o paletó -
dos - andes,
bilhões de quatrilhões de seres
e de sóis
morrem comigo.

Ou não:
o sol voltará a marcar
este mesmo ponto do assoalho
onde esteve meu pé;
deste quarto
ouvirás o barulho dos ônibus na rua;
uma nova cidade
surgirá de dentro desta
como a árvore da árvore.

Só que ninguém poderá ler no esgarçar destas nuvens
a mesma história que eu leio, comovido.


(Ferreira Gullar)

sábado, março 08, 2008

Amor.. desejo.. sexo...

Não sei a onde, vi, certa vez, a frase: definir é limitar. Estamos (eu, pelo menos, sempre estou) em busca de definições. O tempo todo queremos definir sentimentos, emoções, comportamentos. Rotulamos as pessoas segundo os nossos critérios. Também podemos nos auto-rotular, em busca de uma própria definição, ou então, numa tentativa de se definir para o outro, fazendo-o ver aquilo que vc quer que ele veja em você.
Natural. Damos nome a tudo. As coisas existem porque sabemos denominá-las, não é mesmo? Pode parecer que não, mas..vamos lá, um exemplo banal e prático: costumamos chamar a depressão, o stress, a síndrome do pânico como doenças da modernidade. Os mais conservadores podem até dizer "antigamente ninguém sofria disso..." ou então, "isso é doença de gente rica.." Mas, será mesmo que essa doença só existe nos tempos atuais? Ou será que muita gente já sofreu desses males mas desconheciam o nome?
É, a rotulação é inevitável. Assim, tentamos rotular e definir tudo que vemos, sentimos.. talvez, assim, seja possível explicar ou entender certos fenômenos.

Já tentei mil vezes definir o que é o amor. Talvez, entendendo-o, eu poderia acreditar. Em um mundo em que "eu te amo" virou ponto final de frases, fica difícil entender o que é o amor. O amor em suas diversas formas, concepções, conceitos, sensações. Afinal, o que é esse tal amor que buscamos tanto, e porque esse amor se transforma em um verbo, uma ação: amar. Parece óbvio, amar é um verbo, uma ação. E a consequência dessa ação, é o amor. Ora.. mas a lógica nem sempre se encaixa na linguagem. Ama-se e a resposta não se parece muito com aquilo que costumamos chamar de amor.

Enfim, quando o Nelson Rodrigues diz que os homens precisam aprender a amar, e que "A maior tragédia do homem ocorreu quando ele separou o amor do sexo." eu me pergunto quando ele soube de fato a diferença e se um dia, esses dois estiveram junto. Em que tempo isso aconteceu? Digo, quando ele decidiu separar? Será que já não eram coisas distintas? Creio que a verdadeira pergunta é: quem associou o amor ao sexo?

São coisas que doem ao serem pensadas e questionadas. Intrigam. Rompem com todo o ideal romântico a que estamos condicionados. Mexe com o ego. afinal, ninguém gosta de se sentir apenas objeto de desejo. E o homem, este que é dotado da inteligência (óóó) de repente, se vê agindo por instintos, irracional.

O conflito amor x sexo, reflete o conflito que vivemos entre separar o "humano", no sentido mais determinista, com um corpo biologicamente estruturado que responde a estimulos, a instintos, a hormônios, terminações nervosas e o ser cultural, que vive em sociedade, que tem regras, que define, que rotula, julga. E por fim, o que é real? A onde está a verdade?

É, a verdade é aquilo que vc quer que seja verdade. Fácil dizer que o problema é que separou-se o sexo do amor, como se esses, um dia, tivessem sido um só. E aí, nos martirizamos por ceder a desejos, buscamos o amor em sua plenitude e não entendemos o nosso próprio corpo, nossas próprias ações. E não amamos porque não sabemos o que é amar. Porque buscamos um ideal, ao invés de entender a nossa própria forma de amar. Queremos nos encaixar nos rótulos.

e assim, "caminha a humanidade", na busca pela felicidade plena, se frustrando, caindo, bebendo e levantando..(tava muito sério esse post!) e se esquecendo de apenas sentir...

"Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento."
Pensar é um ato.
Sentir é um fato.
(Clarice Lispector)

domingo, março 02, 2008

Polêmico?!?

"A maior tragédia do homem ocorreu quando ele separou o amor do sexo.
A partir de então passamos a fazer muito sexo e pouco amor.
Não passamos de desejo, eis a verdade.
E todo desejo como tal, se frustra com a posse.
A única coisa que dura para além da vida e da morte é o amor"
(...)
“Educação sexual deveria ser ensinada a éguas e cavalos, os homens precisam aprender a amar.”

(Nelson Rodrigues)

O que vcs acham?

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

O inferno


"O que mais me chateia na raiva é que sei, por experiência, que ela passa. A raiva, sim, é um pássaro selvagem: você tenta amansar ele, ganhar confiança, mas quando menos se espera, ele bate assa e foge. A gente fica então com uma fraqueza no peito, no corpo todo, como depois de uma febre. Querendo colo. Mas o pior é o período antes da fraqueza, tomo mundo com os nervos a flor da pele. As caras que por acaso rompiam a barreira do meu quarto eram todas de tragédia. Menos os inocentes: Chico, Íssimo, Bem-me-quer.
Embora fosse antigamente uma princesa (isso o Teo dizia) eu me sentia um sapo. Haveria algum dia o beijo salvador?
Pensava na Berta. Talvez ela...
Mas era cedo ainda. Eu estava muito cheia de raiva (no funfo, vergonha) e, embora tivesse gritado "perdão" à vista de todos, eu não queria me arrepender. Por isso estava ainda naquele inferno. No inferno, isso eu sei, é proibido o arrependimento. Continuamos fiéis aos nossos erros.

Aos trancos e relâmpagos, Vilma Arêas.
Vilma Arêas
É professora de literatura brasileira na Universidade Estadual de Campinas e autora, entre outros livros, de "Clarice Lispector com a Ponta dos Dedos" e "Trouxa Frouxa" (Companhia das Letras).

Ela tem um jeitinho "a la" Clarice mesmo..


segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Algumas observações.

Sábado: chuva o dia inteiro,
Domingo: mais chuva, novamente, pelo dia todo.
Segunda feira: Sol escaldantes durante todo o dia e noite resfrescante.
Isn't it ironic?

***

Há pouco tempo, procuramos pelas locadoras de Jaguariúna pelo filme, Piaf - Um hino de amor. Em uma delas, a moça fez aquela cara de "ué?", mas ainda assim, se esforçou e procurou no sistema. Mas o pior foi na outra, vou até reproduzir o diálogo:

- Moça, vc tem Piaf?
- O que é isso?

Bem, tendo em vista que estávamos numa locadora, várias respostas eram possíveis, não é mesmo? Piaf pode ser um secador de cabelo, um prato tailandês, um novo corte de cabelo, ou até mesmo, um perfume importado.
A impressão que temos é que procuramos por um filme exótico, que nem foi comentado pela crítica e nem vencedor de dois oscars, sendo um deles, o de melhor atriz.
é o interior de São Paulo fazendo o melhor para atendê-los!

***

Ontem, nos cometários do oscar, o Zé Wilker fez um comentário que eu gostei muito. Polêmico e Radical, mas compartilho da mesma opinião:

"Efeitos especiais servem pra mascarar a falta de idéias. Um filme com muitos efeitos especiais geralmente não tem uma boa história."


***

Hoje, na novela das 6, o personagem da Grazi foi deixada no altar. Já fazia tempo que a irmã dela avisava que ele não gostava dela... mas ela queria porque queria casar. Ela deveria ler o livro "Ele simplesmente não está afim de vc". Ou a revista Claúdia.

***

Essa semana voltam as aulas na Unicamp. Isso siginifica que termino meu último semestre. Isso significa que terei um infinito semestre de El's. Isso significa que em pouco estarei formada. (E agora, José?). Isso significa que terá várias choppadas nas próximas semanas. E que eu não terei mais tempo pra ver essas porcarias na televisão. Amém.

domingo, fevereiro 24, 2008

Por último, mas não menos importante..


O homem vampiro


A hostess Patrícia*, 27 anos, conheceu um candidato a namorado em um site de relacionamento. Marcaram um encontro em um bar. Nem bem se sentaram, o moço passou a desfiar um rosário de lamentações: as dificuldades no trabalho e quanto ele dava duro na vida. Foi assim a noite inteira. Ao pedirem a conta, ele começou uma conversa sobre a divisão das despesas. "Eu disse que, no primeiro encontro, ele deveria pagar por uma questão de cavalheirismo." A contragosto, ele pagou a conta. Ao deixar Patrícia em casa, perguntou quando iriam se encontrar de novo. Ela riu, mas nunca mais atendeu a nenhum telefonema dele. "Vi que era totalmente roubada."

O homem-vampiro suga a mulher. Muitos são possessivos e ciumentos. A funcionária pública Karina*, 32 anos, namorou um tipo assim por três meses. "Ele controlava meus e-mails, me fez tirar minha página no Orkut e proibiu o MSN", conta. Tinha ciúmes de tudo e de todos, dos amigos aos familiares de Karina. Ela descontava a frustração comendo sem parar, e o namorado fazia comentários maldosos sobre os 5 quilos que Karina tinha ganhado. Mesmo com a autoestima em baixa, um dia a ficha caiu: "Eu estava fazendo análise e as sessões me ajudaram a perceber porque vivia tão infeliz. Aquele sujeito estava me sugando".

Como reconhecê-lo:

É do tipo nervoso, agitado, inseguro, sempre com medo de ser traído. Gosta de vigiar todos os passos da pessoa com quem está saindo e tenta isolá-la do contato com os amigos e a família. Vive reclamando da vida. Quase nunca tem dinheiro, mas não faltam boas desculpas para pedir para você pagar a conta.

sábado, fevereiro 23, 2008

O homem perfeito

O homem perfeito

A secretária capixaba Débora Ferreira, 28 anos, também pensou ter encontrado o homem ideal. Ele era gentil, trabalhador, carinhoso, dedicado... "Como falávamos em um futuro juntos, comecei a procurar apartamento e a pensar na data para o casamento. Foi quando ele mudou", diz. O moço passou a chegar tarde nos encontros e a repetir comentários como "muitos relacionamentos acabam antes de chegar ao altar". Ele foi esfriando e parou de se preocupar com os sentimentos dela. A perfeição era uma farsa: "Ele só queria viver experiências novas", descobriu Débora.

A jornalista Ana Kalyne, 40 anos, também caiu no laço do homem perfeito. "Ele fez de tudo para me conquistar: mandou flores, me levou aos melhores lugares, trouxe presentes lindos." Para completar, falava que queria casar e até chorava quando Ana dizia não querer a mesma coisa. "Depois de um tempo, cheguei mesmo a considerar a possibilidade de me casar." Afinal, que mulher não gosta de homens estáveis, inteligentes e, ainda por cima, aparentemente apaixonados? "Eles têm sempre na ponta da língua frases do tipo: 'Você é a mulher da minha vida'." Parecem ter a idéia fixa da conquista, mas quando ela acontece... se mandam. Foi assim com Ana. Hoje, ela está namorando e feliz. O eleito passa longe do estilo perfeito.

Como reconhecê-lo:

É um sujeito que, de cara, demonstra ter todas as qualidades valorizadas pelas mulheres. É gentil, elegante, dá presentes. Geralmente, ele se declara logo na primeira semana, se expressa com facilidade, olha nos seus olhos e faz comentários que toda mulher gosta de ouvir, como elogiar o novo corte de cabelo.

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

E não pára por aí!


Meninas, a revista Cláudia não pára por aí! rss Não existe só o Homem Ternura! Tem também o Homem Sincero! (esse eu conheço super bem...)

Previnam-se! ;)

O homem sincero

Esse faz o gênero franco. Deixa claro que não quer nada sério, mas garante que tamanha sinceridade é em respeito aos sentimentos da mulher. A fisioterapeuta Denise*, 27 anos, caiu nessa conversa. A convite de um casal de amigos, foi à casa de um desses homens sinceros. Era um lugar elegante, como o dono da casa. Ele serviu um jantar acompanhado pelos melhores vinhos e discorreu sobre a arte da degustação. Quando deu por si, Denise estava aos beijos e abraços com o moço. Foram para a cama na mesma noite e tiveram uma transa fantástica. No dia seguinte, ela acordou com um café-da-manhã e, ao chegar em casa, recebeu uma mensagem dele. "Para mim, estava claro que haveria uma continuidade." Mas, passada uma semana, nenhum sinal do moço. O amigo em comum explicou que ele tinha acabado de se separar da mulher e estava se adaptando à vida de solteiro. "Eu me agarrei àquela explicação para justificar o sumiço dele e aproveitei a primeira oportunidade para encontrá-lo de novo." Na segunda vez, o sexo foi ainda mais explosivo. Mas, quando terminou, ele confessou que não queria nada sério com ninguém. "Eu não podia acreditar, tinha certeza de que ia dar certo." Era engano. Depois disso, o moço passou a evitá-la. "Vi que ele não queria nada mesmo. Pelo menos, não comigo."

Como reconhecê-lo:

Ele é direto: não faz declarações nem perde tempo com presentinhos e bilhetes românticos. Vai logo ao ponto: quer levá-la para a cama. Obviamente, não diz isso com palavras, mas deixa claro por sua maneira de agir. Tudo é muito rápido: ele arma o cenário de sedução e dá o bote, porque quer estar livre e pronto para outra.


Amanhã tem mais!

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Utilidade pública.


A Revista Claúdia publicou uma reportagem no mínimo engraçada. E também, muito útil! haha
Afinal, a gente já conhece..sabe que vai dar merda..mas sempre cai numa dessas!!!

Lá vai..

Homem-cilada

Eles existem desde que o mundo é mundo e, para não ser desmascarados, ficaram mais sutis na hora de camuflar as artimanhas. Fomos mais espertas: procuramos vítimas recentes e fizemos o retrato falado dos homens-roubada. Olho neles!


O homem ternura

Logo que conheceu José*, em um site de relacionamentos, a professora de educação física Cíntia*, 36 anos, ficou encantada. Ele vinha de uma série de namoros complicados, e Cíntia teve a certeza de que o moço encontraria nela, enfim, um porto seguro. Depois de duas semanas de conversa online, marcaram um encontro. A primeira semana foi um sonho: José era sempre "fofo" e apaixonado. Cíntia conheceu a mãe, o padrasto, o filho e os melhores amigos dele. Mas não freqüentavam juntos locais públicos. "Ele dizia que a ex-mulher o colocara na Justiça porque ele pagava apenas' 10 mil reais de pensão para o filho e havia um mandado de prisão contra ele." Apesar dos avisos dos amigos, Cíntia continuou com ele. Quando José contou que o advogado tinha conseguido suspender o mandado de prisão, Cíntia comemorou, mas a alegria durou pouco. Na primeira noite de "liberdade", ele ligou dizendo que estava deprimido demais para se encontrar com ela. A intuição levou Cíntia a abrir a página de José na internet. "Havia um recado de uma moça de outra cidade e a resposta dele: uma declaração de amor. Fiquei chocada." Ao ser confrontado, José não assumiu o caso, mas, com cara de desolado, alegou que Cíntia era "linda demais para ele e que não teriam futuro juntos". O namoro terminou naquela mesma noite.

Como reconhecê-lo:

Ele é "fofo", aparentemente carente, precisando de colo. Vem com aquela conversa de namoros sofridos ou ex-mulheres vingativas. Se diz um romântico à procura de um grande amor, que não teve sorte nos relacionamentos anteriores. Apresenta a nova "vítima" à família e aos amigos, fazendo-a sentir-se acolhida e segura.

Assistindo à novela


Pouco assisto TV. Na maioria das vezes, prefiro passar meu tempo livre e ocioso na internet mesmo. Salvo no período das férias, afinal, não teria como ficar todo o meu tempo livre e ocioso na internet, seria tempo demais! Assim sendo, só me restam as maravilhas da Tv aberta! Sem questionar se os programas são bons ou nãos com qualquer tipo de argumento que seja. Não se esqueçam de que televisão é entertenimento!
Comecei então a assistir a novela das 7, Sete Pecados, e como comecei a assistir, é claro que eu não poderia perder o último capítulo!!!! (foi lindo, a Beatriz se redimiu dos seus pecados e a Clarice voltou pro Dante.. ahhh se a vida fosse uma novela! =) E ali, estava eu, me alienando no mundo absurdo e surreal que é retratado pelas novelas quando de repente, não pude deixar de me irritar com uma única fala da personagem interpretada pela Nicette Bruno, não me lembro do que ela disse antes e nem do que ela disse depois, só fiquei com essa frase: "Como diria o poeta que seja eterno enquanto dure".

Que poeta, amiga?????????? O cantor do katinguele, karametade ou sei lá qual é o grupo de pagode que fez o favor de parafrasear os versos do Vinicius de Moraes?
É por isso que detesto versões e afins. É incrível como o que fica na cabeça do povo sempre será a versão! Ou alguém consegue ouvir I'll be there sem se lembrar de Sandy e Junior?
E nessa brincadeira, o pobre do poeta acaba sendo o 'responsável' por um verso que não foi ele que escreveu, e será que só eu percebo a diferença de sentido?
Quando se estuda a linguagem, percebe-se que não existem sinônimos. Se usamos esta e não aquela palavra é por que uma não pode substituir a outra, e se fazemos essa substituição estamos alterando os efeitos de sentido.

Vejamos, não é tão complexo, principalmente nesse caso:
"Que seja eterno esse amor/que dure para sempre" é uma coisa. "Que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja INFINITO enquanto dure" é algo totalmente diferente.
Eterno e Infinito não são sinônimos e não devemos substituir um pelo outro. A começar, pela própria forma do soneto, este, tem uma forma rígida, de versos, rimas e sílabas métricas. Logo, e-ter-no não se encaixa no verso da mesma forma que in-fi-ni-to. Mas isso, nem é o que mais importa, o que mais me incomoda está na relação de sentidos mesmo!
Recentemente, usei esse próprio verso para falar sobre o amor. O amor que acaba. O amor que é chama. Eterno é aquilo que não morre, que dura além da morte. Que não tem fim. Nesse caso, eterno se aproxima mais do sentido da palavra imortal. E o que o poeta faz é justamente dizer que o amor NÃO deve ser imortal, posto que é chama. O amor deve ser infinito.
E basta ler todo o soneto para entender o que é amar até o infinito. É de tudo, ao seu amor, ser atento. E se encantar mesmo quando vc achava que não era mais possível se encantar mais. É viver cada vão momento. É rir seu riso, derramar seu pranto, a seu pesar, ao seu contentamento.
E assim, perto do fim daqueles que ama, próximo a solidão. Perto de ver essa chama que se apaga, poder ter a certeza de que enquanto ela esteve acesa, ela foi intensa, ela foi infinita.
Creio eu, que quando as pessoas dizem "que seja eterno enquanto dure", talvez elas tenham essa idéia. Mas não foi isso que o poeta disse.
Valorizo a autoria, sim! Acho importante, ele merece os méritos. Ora, serão gerações repetindo aquilo que ele disse. E aí, vem a maior rede de televisão do país, e divulga o verso do poeta que fez questão de em toda sua vida falar do amor de maneira distorcida. Valeu, rede globo! É nessas horas que eu me lembro porque eu deixo de assistir novela...
Bom, mas faço a minha parte, para aqueles que vêem até aqui e gastam o seu precioso tempo lendo as minhas bobagens, fica o meu pedido de recém-formada em Letras e apaixonada por Literatura: não saiam por aí dizendo que o poeta que fez a frase do pagode do Katinguele... e se me permitem um conselho: não queiram amor eterno, não queiram amar para sempre, mas sim, queiram amar até o infinito.


De tudo ao meu amor serei atento,
antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
que mesmo em face do seu maior encanto
dele se encante mais meu pensamento

Quero vivê-lo em cada vão momento
e em seu louvor hei de espalhar meu canto
e rir meu riso, e derramar meu pranto
a seu pesar ou a seu contentamento

e assim, quando mais tarde me procure
quem sabe a morte, angústia de quem vive
ou quem sabe a solidão, fim de quem ama

que eu possa dizer do amor (que tive)
que não seja imortal, posto que é chama
mas que seja infinito enquanto dure.

(Soneto de fidelidade, Vinicius de Moraes)

domingo, fevereiro 17, 2008

Bizarre Love Triagule


Toda vez que penso em você
Eu sinto passar por mim um raio de tristeza
Não é um problema meu mas é uma coisa que não gosto
Vivendo esta vida que não posso deixar para trás
Não faz sentido em me dizer
Que a sabedoria de um tolo não vai te libertar
Mas é assim que as coisas são
E é o que ninguém sabe
E a cada dia que passa minha confusão cresce

Toda vez que te vejo caindo
Eu fico de joelhos e faço uma oração
Estou esperando pelo momento final
Quando você dirá as palavras que não posso dizer

Eu me sinto muito bem
Eu me sinto como nunca deveria me sentir
E quando eu fico assim eu simplesmente não sei o que
dizer
Porque não podemos ser nós mesmos da mesma forma que
fomos no passado
Eu não tenho certeza do que isso significa
Eu não acho que você é o que parece
E na verdade admito para mim mesmo
Que se eu machucar outra pessoa
Eu jamais verei o que na verdade deveríamos ter sido

Toda vez que te vejo caindo
Eu fico de joelhos e faço uma oração
Estou esperando pelo momento final
Quando você dirá as palavras que não posso dizer

(New Order)

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Que tal um filme?


Hoje, eu assisti a um filme que me surpreendeu muito. Primeiro, porque conseguiram deixar a Charlize Theron horrorosa. Eu achei que fosse impossível. Ela é uma das mulheres mais lindas que eu já vi na vida, e sim, ela está horrorosa. Gorda, descabelada, enfim.. Mas o melhor, é que ela soube fazer brilhantemente bem um papel que jamais seria atribuído a uma gostosona de Hollywood! Bem.. acabei de assistir a Moster - Desejo Assassino.
Veja bem, eu jamais assistiria um filme só por esse título. É péssimo. Tem nome de filme ruim. Ainda bem que na capa tinha lá a referência dos prêmios que o filme recebeu, (graças a atuação da Charlize, diga-se de passagem!) e então, decidimos arriscar!
A princípio, achei que o roteiro fosse seguir como a maioria dos filmes de serial killers. Um assassino que tem uma história de vida cheia de traumas, que age fria e calculadamente em cada assassinato e um policial super inteligente resolveria o caso. Bobagem! Eu devia saber que era bobagem, afinal, não é um serial killer qualquer.. se trata de uma história real, protagonizada por uma mulher!
O filme baseado em histórias reais sempre é algo intrigante também,pois nos dá a falsa ilusão de que estamos tendo uma reprodução fiel da realidade. Esquecemo-nos de que não deixa de ser uma ficção. E que é uma determinada visão dos fatos que foi escolhida pra ser retratada (dentre as muitas que existem). E o grande lance do cinema é isso: fazer a ficção parecer realidade sem deixar de ser ficção.
Pois bem, em Monster, a diretora e roteirista Patty Jenkis tentou transformar a história da protagonista Aileen em um filme mais próximo possível da realidade dessa mulher. O filme se passa no mesmo lugar onde tudo aconteceu.. nos mesmos bares, no apartamento que ela morou, e durante as filmagens, as pessoas que a conheceram estavam por volta, como espectadores.
Ailleen teve uma vida de cão. Família desestruturada, uma jovem sonhadora.. que ainda criança se rende a prostituição. Essa é a única forma de viver que ela conhece. Essa vida a leva a ter repulsa por homens. Até que um dia, logo após desistir de se matar, ela conhece
Selby. Uma menina que irá lhe mostrar uma outra forma de amor. É a única saída para Lee. É como se fosse a luz no fim do túnel. E ela é capaz de tudo, pra agarrar essa chance. De realmente gostar e ser gostada. Ao mesmo tempo que Lee conhece bem a realidade, conhece bem o mundo real, ela age muitas vezes ingenuamente.. como se fugisse dessa realidade, tentando dessa forma viver o mundo que ela gostaria de viver.
Não vou contar o decorrer (e nem o desfecho) da história. Mas é um filme que faz pensar. Não é só entretenimento. Te faz pensar e muito. Sobre as relações humanas, sobre o egoísmo, sobre a ilusão, o desespero que muitos vivem e a gente nem sequer faz idéia. E como os julgamentos também são egoístas, e as vezes, cruéis.
Sem demagogias e sem tomar partido, é um filme que conta uma história triste. Que tentou ser feliz. Acreditou que podia ser feliz. Mas nem sempre isso basta né?
Por fim, os assassinatos nem são o foco principal da narrativa, embora tenham muita importância, uma vez que são consequências dessa história de amor. Uma história de amor que foge aos padrões.
Vale a pena conferir, a Charlize está ótima, a Christina Ricci continua feinha, mas é um filme e tanto!

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Pseudo-cética

Visão de amplitude se soma a experiência de vida. O resultado é profundidade e eficiência. Clima bom no campo afetivo, destaque para seus talentos e encantos - viagens ou pessoas fora de sua cidade estão relacionadas a esse florescimento de capacidades e de atitudes marcantes e definidas. Finura de espírito.


Eu me divirto com o horóscopo! =)

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Eu ando dois passos.

"Eu ando dois passos... ela se afasta de mim dois passos.
Eu ando dez passos ... ela se afasta de mim dez passos.
Para o que serve a Utopia?
Serve para caminhar..."
Eduardo Galeano


Hoje, tivemos mais uma reunião do CPJ. A mais produtiva de todas, ao meu ver. Cheguei em casa animada, contente. Acho que estamos perto de ver os planos sairem do papel. Gosto de ver todo mundo envolvido, determinado, disposto e com vontade de fazer acontecer.
Sempre vai ter quem queira nos por pra baixo, só levantar os problemas. A gente sabe que os problemas existem. Eu mesma me esforço pra não me preocupar tanto com eles, mas não os ignoro. E hoje, em mais uma reunião, quando decidiamos uma coisa e logo lembrávamos que tinha outra pra resolver, eu me lembrei dessa frase que é a assinatura de email da Mineira.

Caminhar... esse tem sido meu lema. Percebi que não nasci pra ficar parada. Me irrita não ter objetivos, não ter pelo que esperar, não ter metas, planos. Não me conformo em como tem pessoas que conseguem viver em esperar o outro dia chegar pra continuar sem nada a fazer. Sem nem um objetivo pra atingir. Vivendo em função de nada. Acomodado..
Acho que esse é o mal. Sou a favor de manter a cabeça sempre ocupada. Evita discórdia, desentendimentos por bobagens. Quando não se tem tempo pra pensar besteiras, vc acaba se dedicando ao que realmente é importante.

Ah..e tb queria ter mais inspiração pra escrever nesse blog. haha tá malz..

mas..

vamo que vamo

né?

terça-feira, fevereiro 05, 2008

Descartável.

Uma das invenções do mundo moderno foram os artigos descartáveis. Com a velocidade e dinamicidade que a vida das pessoas tomou, viu-se a necessidade de criar estratégias para facilitar a vida moderna. Afinal, tempo é dinheiro.
Fralda descartável facilita a vida da mãe e do bebê, creio eu. (afinal, não deveria ser nada confortável ficar mijado num pano que demora pra secar.) Os copos descartáveis também facilitam. Usou e jogou fora. O meio ambiente? Bem, passaram a pensar no meio ambiente só muito tempo depois. A principio, como já disse, tempo é dinheiro. E o que é descartável, economiza tempo.
Pois o problema é que as proporções desse comportamento foram maiores. A velocidade do mundo moderno tornou as relações também descartáveis. Os românticos que me perdoem, e que não me crucifiquem. Afinal, vcs têm que concordar comigo que é verdade.
As relações tem vida útil determinada em função da vontade de cada um. Enquanto aquela pessoa te faz bem, você sustenta. Passou a não te favorecer mais, você joga fora. Igualzinho a um copo descartável. Enquanto ele serve pra você tomar coca cola, vc o usa. Se ele rasga, ou se vc encontra um maior, ou ainda, se vc o esquece em algum canto, imediatamente, vc procura outro. E, ao meu ver, é assim que as pessoas têm tratado umas as outras, como se fossem descartáveis. Em qualquer tipo de relação. No âmbito profissional, enquanto vc serve, ótimo. O primeiro deslize, tchau. Tolerância? Paciência? Ora, há espaço pra esses sentimentos? Tempo é dinheiro. Paciência exige tempo. Tempo é dinheiro.
Amizades, conhece hoje, amanhã já é miguxa. E depois de amanhã não se lembra mais. Acabou a baladenha, acabou a amizade perfect. Enquanto a amizade favorece interesses pessoais, ótimo. Não mais, adeus. Respeito, consideração? Mais uma vez, tolerância? Pra que tentar entender o outro? É difícil, exige tempo, a vida passa.. tantas pessoas no mundo. Igual àquelas máquinas fotográficas que você usa só para aqueles momentos e depois, não precisa mais. Descartável, com vida util resumida a algumas fotos.
E as relações de amor então. No conflito do desejo e o sentimento. Como me disse uma amiga uma vez, difícil encontrar a linha tênue que divide a curtição do envolvimento. Pra uns, curtição. Enquanto o outro apenas está "curtindo", ótimo. Passou a ter envolvimento, passa-se pra outra. E tudo o que viveu. Vai pra reciclagem. Assim como as garrafas pet. Você que dê um jeito de se reciclar, porque a coleta seletiva leva tempo. "Tempo é dinheiro. Não quero perder tempo". E assim, atropelamos uns aos outros, invadimos individualidades, julgamos ações, apontamos o dedo e dizemos o que o outro deve fazer, ninguém se esforça pra compreender. Vive cada um dentro das suas verdades, e o outro. O outro é problema dele.
Há momentos em que me sinto assim. Descartável. Eu tenho meu ego. Minha auto estima. Eu queria sentir que sou importante. A gente sempre que sentir que é. Quer ouvir, quer perceber, quer sentir.. e de repente, a gente só sente que é descartável. É como se na verdade, eu só devesse ser importante pra mim mesma. Porque nunca você será prioridade pra outra pessoa.
Pode parecer um pensamento infantil, ou egoísta. Ou só um surto de tpm. Mas..enfim, só sei que é ruim. É ruim se sentir descartável.
Não quero ser injusta com aqueles por quem gosto e estão comigo sempre. Não penso isso de todos. E talvez, por ter pessoas importantes, eu não devesse me preocupar com essa sensação. Mas o que me intriga, não é apenas sentir isso quanto a mim. É ver esse comportamento nas relações das pessoas uma com as outras. O que leva alguém a pensar que podemos fazer isso uns com os outros? Em que medida vc tem o direito de tratar uma pessoa como se ela fosse um copo descartável e cobrar que ela entenda isso? Não, não dá pra entender. A gente finge. Engole seco. Caminha. Continua. Mas entender, nunca.


Autopsicografia

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração


(Fernando Pessoa)

domingo, fevereiro 03, 2008

Jaguariúna no sambódromo da Anhembi.

"Também tendo de enfrentar problemas, a Pérola Negra começou o seu desfile às 2h05 (com o cronômetro já marcando cinco minutos de desfile) exaltando a cidade paulista de Jaguariúna, famosa pelos seus rodeios e que comemora 55 anos de emancipação. Liderada pelo carnavalesco Delmo de Moraes, a escola cantou o samba-enredo "A Onça Vai Beber Água - Jaguariúna: Qualidade de Vida e Desenvolvimento nos Trilhos do Tempo", destacando aspectos da história e da paisagem da cidade.

A escola do bairro da Vila Madalena levou ao Anhembi o universo de caubóis e "cowgirls", com direito a uma arena country montada em um carro alegórico. A comissão de frente "Guardiões da Pérola Negra", com 15 anjos que protegiam uma estrela de seis pontas (Jaguariúna também é conhecida como "Estrela da Mogiana"), foi seguida de um carro com índios de sete metros de altura e ala "Índios Caiapós - Primeiros Donos da Terra".
A bateria estava fantasiada com um capacete de jaguar, também em referência à cidade. À sua frente veio a rainha Camila Barbosa. O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira foi formado por André e Gisa. Curiosamente, a execução do samba-enredo teve a presença marcante de um teclado, um tanto incomum nos desfiles.

Durante o desfile houve referências ao trabalho escravo e aos barões de café, além de homenagens aos imigrantes italianos e sírio-libaneses. O carro "Rodeio de Jaguariúna" veio trazendo como destaques a Miss Rodeio e campeões mundiais de dança country, com um grande peão montando um touro e uma arena com platéia.

Robson Ventura/Folha Imagem
"Cowgirl" e seu chicote no rodeio armado pela Pérola Negra no Sambódromo
A Pérola Negra teve imprevisto com o carro alegórico "Maria Fumaça". Segundo um dos integrantes do apoio da escola, a parte da frente do trem não teve força para puxar o restante do carro. A locomotiva foi retirada e apenas o restante do carro foi para a avenida.

A escola Pérola Negra encerrou o seu desfile a um minuto do prazo máximo do regulamento para não perder pontos por atraso. Para isso, seus integrantes precisaram apertar o passo."






Quanta politicagem....

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Irene, por Manuel Bandeira

Irene


Irene preta
Irene boa
Irene sempre de bom humor.

Imagino Irene entrando no céu:
— Licença, meu branco!
E São Pedro bonachão:
— Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.


(Manuel Bandeira)


São Pedro Bonachão! hahhaha

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Se vocês olharem aqui ao lado, há vários links na série "Eu recomendo". São blogs que eu costumo visitar, cometar, participar.. de amigos, conhecidos e afins! Um deles, é o Devaneios de uma mesa de bar, o qual eu criei para meus amigos que curtem escrever poesias. A maioria dos posts é de poemas, mas também, por vezes, encontramos algum texto em prosa.
Bom, to falando tudo isso pra explicar meu texto que segue. O último texto do João foi bem polêmico. Falou de sentimento material.. aliás, questionou o sentimento material. E os comentários foram um tanto quanto polêmicos, quem quiser conferir, segue o link: http://poetasbarrota.blogspot.com/

E por fim, decidi dar a minha colaboração!
E aí vai,
Bom, decidi me estender ao texto também. Assim, meio por impulso, meio sem pensar muito bem sobre o que eu iria escrever.. afinal, pra falar dele, acho que pode, né? Aquele que invade os sonhos e noites de sono.. aquele que inspirou (e ainda inspira) os poetas. E é usando um desses poetas que começo o meu texto:

"Que eu possa dizer do amor (que tive)
que não seja imortal, posto que é chama
mas que seja infinito enquanto dure."
(Vinicius de Moraes)


Eu, em outros tempos, acreditei no amor eterno. Este, pra mim, atualmente, é infinito. Infinito quando o vivemos com toda sua plenitude. Infinito porque ele envolve outras centenas de sentimentos e sensações. Infinito porque une histórias, atravessa gerações, constrói realidades. O amor, enquanto o vivemos, não deve ser eterno, mas sim, infinito.
E concordo com o poeta ao dizer que ele é chama.. alguns começam como brasas alvoroçadas, também conhecidas como paixão. Aquela que arrebata, "arde sem se ver". Outros, começam timidamente e logo aumentam.. e custam a apagar. Mas apaga. As vezes, vira dor. As vezes, vira carinho. As vezes, vira saudade... E apaga.
Eu queria acreditar que o amor dura pra sempre. Que ele é isento de egoísmo. Talvez ele até seja, mas o homem não é. E como o ser egoísta pode fazer uso de um sentimento isento de egoísmo? Não tenhamos de medo de assumir.. somos egoístas! Uns mais, outros menos. Mas somos! É o nosso maior defeito, mas está absolutamente intrínseco.
Mesmo sabendo que apaga, mesmo sabendo que é chama. Não tenho medo de amar. Não tenho medo de amar meus amigos, não tenho medo de amar meus filhos um dia, não tenho medo de entregar meu amor pra alguém.. e toda vez que eu amar, será infinito. (enquanto durar)

(Sue Ellen)

sábado, janeiro 26, 2008

Cansada.....

Como quando se tenta encontrar
a resposta que não se pode achar
e se sente por fim abater
pela dor de tentar entender
e apenas mais se questionar
estou farta de nunca saber
de apenas tentar acreditar
que se não foi não era pra ser
que algo melhor está para acontecer
que alguém melhor está a me esperar

O tempo consome a fé,
os fatos, a esperança
e quando se olha pra trás e vê
o sorriso que se perdeu,
o beijo que já não é meu
e se tenta encontrar o porquê
do que não foi e poderia ser
é difícil se ver e julgar
é mais fácil então se acanhar
se esconder da razão e fingir
que acredita que foi melhor assim
e que a culpa não cabe a você
pois, se não foi, não era pra ser

Não há lágrimas mais em meus olhos
este pranto outrora chorei
não há tristeza ou rancor em meu peito
pois também já me perdoei
mas confesso, com sinceridade,
apesar da talvez pouca idade
que embora não esteja magoada
nem me sinta deveras deprimida
estou realmente cansada
dos desencontros dessa vida
e me sinto penalizada
e me vejo sem saída.

(Priscilla Franco)



Arrasou, Pir!

quarta-feira, janeiro 23, 2008


Era 4 de fevereiro de 2004. Quinze horas e cinqüenta e oito minutos. Em dois minutos minha vida iria mudar. Lembro-me como se fosse hoje, o coração pulsava e a mão tremia. Naquele momento, aqueles dois minutos nos dividiam entre concorrentes e colegas de classe. Éramos mais ou menos 450 candidatos, e apenas trinta, só trinta puderam ficar. Alguns viveram a angústia de chegar perto, de ter que esperar ainda por algumas horas, ou até dias, para adentrar nesse mundo tão desejado, mas até então desconhecido chamado unicamp.

Em meio a essa realidade que exclui, que frustra, que decepciona, por algum motivo – acaso, ironia, destino? - a partir daquelas 16 horas do verão de fevereiro, aqueles 30 passariam a formar um grupo. Desde lá de Aiuruoca - MG, passando por vários cantos do interior de São Paulo, diversos sotaques, diversas histórias de vida e todos ali, para os ventos da Unicamp. Ventos esses que carregam histórias, culturas, mundos, sonhos. Ventos que refrescam, que afligem, que carregam um pouco de nós e nos levam para o mundo.

O que eu poderia saber naquele 4 de fevereiro sobre o que estava por vir? Nada. Eu, com meus 17 anos, recém-colegial, não tinha sequer idéia do quanto aquelas outras 29 pessoas seriam fundamentais pra que hoje eu seja o que sou.

Hoje, eu não sou só Sue Ellen. Hoje, eu sou paixão de Aline, sou alegria de Cristiane, sou sensatez de Stela, sou sarcasmo de Juliana Pedro, sou determinação de Heloísa, eu sou carinho de Juliana Gaiola, eu sou dedicação de Michele, serenidade de Rosana, espontaneidade de João Batista, sou a luta da Mineira, sou viagens de Ângelo, sou animação de Alexsandra, sou fã daquele que irá ganhar o prêmio Nobel de literatura, o ilustríssimo Clóvis, sou admiração por Fernando, sou grata ao Eduardo pelo socorro e pela paciência, sou saudades da querida Sol, sou idealismo do Digão, sou “brutal” como o Luis, sou “o cara” como a Manu, sou uma deusa como Marilu, sou fé de Rodrigo, sou simpatia da Simone, sou Afonso, sou discrição de Talita, sou Maysa, sou Fábio, sou Lorena, sou Marcela, sou Julia, sou Aldes... Sou uma Diva. Sou sete divas. “Somos nozes”.

Somos “ícones” do Iel, somos partes que constituem o todo dessa família chama Letras Noturno 04. Essa família brigou, chorou, riu, riu muito! Sentiu raiva, quis desistir, jogar tudo para o alto – afinal, ninguém disse que seria fácil – mas que hoje está aqui.

Eu poderia até agradecer a todos que nos ajudaram a chegar até aqui, mas, que esses me desculpem, mas essa noite é nossa. Esse momento é apenas nosso, e só nós sabemos o que ele significa. Só nós sabemos o quanto nosso mundo mudou nesses quatro anos, o que a linguagem e a literatura significam pra cada um de nós, desde aquele dia quando recebemos uma camiseta que dizia: “A gente somos contra o preconceito lingüístico e a favor da concordância ideológica”. Seria impossível dizer em cinco minutos o inefável.

Por isso, agora, eu quero olhar para cada um de vocês, guardar cada sorriso, cada gesto, cada olhar e registrá-los na minha memória. E ter a certeza de que eu poderia, sem hesitar, viver tudo de novo. Faria todas as resenhas, todos os exercícios de latim, cada prova de TL, cada “Entraîne-vous” do francês, cada árvore gerativa, tudo! Até mesmo as infinitas ELs e a LA 900, para ter a certeza de ter mais quatro anos compartilhados com cada um de vocês. Vocês que, hoje, fazem parte do meu “Eu”. Vocês que são a minha memória. E, digam-me, o que é o homem senão a sua memória?

Diante do fim, como diria a canção: “Metade de mim, agora é assim: de um lado a poesia, o verbo, a saudade, do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim. E o fim é belo incerto... depende de como você vê, o novo, o credo, a fé que você deposita em você e só... Só enquanto eu respirar, vou me lembrar de vocês. Só enquanto eu respirar.”

A vocês, Amigos, todo o meu carinho e agradecimento. E a certeza de que aqueles mesmos ventos que nos trouxeram até aqui, nos levarão para os melhores caminhos, e cada um de nós levará um pouco do outro, e estaremos sempre juntos. Em alguma brisa, em alguma lembrança, em algum verso...

Obrigada!

terça-feira, janeiro 15, 2008

"Seu lado experiente e objetivo leva a melhor hoje e nos próximos dias. Pode ser um pouco chato fazer o papel de quem dá as regras e puxa a orelha do pessoal, mas é isso que atrairá credibilidade. E este é um período bom para conquistar e assegurar a fé alheia em seu potencial. Isso vale para o amor, o trabalho e a vida social."


Outro dia, estava vendo a vida passar sentada no banco da famosa Praça Brasília. De repente, juntou-se a nós um menino que deveria ter mais ou menos 11 anos. Lindo, olhos claros, loirinho, espertíssimo e artilheiro do time de futebol. Ele ficou ali, contando suas peripércias de criança, suas brincadeiras, a escola, os amigos. Ele nos contou também que um dia ele jogou futebol com os adultos e ressaltou que eles tinham mais de 20 anos.
Nesse momento, eu parei, olhei pro amigo que sentava ao meu lado e começamos a rir. Ele teve o mesmo pensamento que eu: é.. estamos em meio aos adultos. Lembrei-me, então, de quando eu mesma tinha a idade daquele garoto e a idéia que eu fazia dos adultos, eles pareciam tão importantes, tão responsáveis, tão sérios e inatingivéis. O mundo dos adultos era um "mistério" e eu me perguntava como seria quando eu fosse também adulta.

E a cada dia que passa, eu me sinto mais perto desse mundo adulto. Estou a poucos dias da minha formatura. Há quatro anos, eu ingressava na universidade e lembro de mim naquele fevereiro de 2004 e comparo com o atual e percebo diferenças gritantes! Aprendi tanto nesses quatro anos, mais do que eu posso explicar. A minha visão do mundo, da realidade, sobre o que é de fato real, sobre o futuro, sobre o presente.. O valor e a importância do que é realmente necessário. É mesmo muita coisa.
Hoje, sou profissional de letras, formada e desempregada. E me sinto de novo como lá naqueles 17 anos, quando não fazia idéia do que estava por vir. A diferença? Bem, a diferença é a postura ante o desconhecido. A ansiedade está lá, sempre, rodeando... mas há muito mais de serenidade pra lidar com as coisas.
Estamos aí numa empreitada.. um sonho.. uma esperança..rss.. são tantas as responsabilidades adultas: ata, reuniões, pautas, estatutos.. e aos poucos, vemos o sonho se concretizando. E vc vê pessoas que depositam uma enorme confiança em vc e vêem um potencial que nem eu mesma vejo. E isso faz com que eu me sinta mais forte, mais... adulta.
Há também aquelas que chamam de bebê. Sim, chamam! heheh E quer saber? Eu adoro!!! Adoro pedir colo, sentir um cuidado, um zelo de mãe, de irmã mais vela. Afinal, quem não gosta de um mimo, não é mesmo?
Mas o mundo adulto não perdoa.. contas, cobranças, prazos, responsabilidades.. todas essas palavras vão fazendo parte do nosso dia a dia e a gente nem mesmo entende como.. quando essas palavras fazem parte do seu cotidiano, meu caro, significa que vc é realmente adulto.

O barato de tudo é não perder o senso de humor. É ser adulto mas ainda assim, ter vontade de brincar no balanço. É ser mulher e mesmo assim escolher um caderno com folhas cor de rosa. E usar um vestido na balada e um pijama de ursinho pra dormir. É ser forte ante os relacionamentos, mas guardar um bilhetinho na agenda. É ter o pé no chão e ainda assim sentir um frio na barriga com a proximidade da mudança. É resenhar um livro e chorar assistindo desenho animado. E saber ter jogo de cintura numa situação delicada, e fazer voz de criança quando vê um cão.

O melhor é não levar a vida tão a sério... Afinal, a vida é séria?


segunda-feira, janeiro 14, 2008

mais um trechinho...

é o último.. (eu acho)




Liz explica

Por que isso é difícil

Bem, é óbvio. Então, quer dizer que temos de sentar e esperar? Não sei quanto a você, mas acho isso revoltante. Fui criada para acreditar que trabalho duro e bom planejamento são o segredo para tornar nossos sonhos realidade. Passei minha vida toda realizando meus sonhos.

Trabalhei duro para me tornar uma profissional, e fui bem agressiva, Telefonava para as pessoas, marcava reuniões, pedia favores. Eu agia. Mas, agora, Greg está dizendo que nessa situação não devemos fazer absolutamente nada. São os caras que escolhem. Devemos apenas pôr nossos vestidinhos, pentear o cabelo, piscar os olhos e esperar que eles nos escolham. Por que você não amarra meu espartilho bem apertado, para eu desmaiar na frente de um homem que me segure logo antes da carruagem me atropelar? Isso vai chamar a atenção dele.

Realmente, hoje em dia, a coisa mais difícil para a maioria das mulheres, especialmente para mim, é não fazer nada. Nós gostamos de intrigas, de telefonar, de planejar. E estou falando de coisas mais importantes do que evitar que o cabelo encrespe. A maioria das mulheres solteiras, eu acho, não tem um monte de homens se jogando em cima delas todas as noites. Às vezes ficamos um tempão sem receber um convite para sair. Então, vemos um cara e achamos que talvez ele represente uma possibilidade romântica, e então é mais difícil ainda largar a direção e passar para o banco de trás. Uma oportunidade como essa pode demorar muito para acontecer de novo.

Mas, querem saber? Fiz as coisas do meu jeito, e sempre deu tudo errado. Nunca funcionou. Nunca mantive um relacionamento legal com um cara atrás de quem tive de correr. Tenho certeza de que há muitas histórias por aí que deram certo. Mas eu acho mesmo é que esses caras sempre acabam voltando para a antiga namorada, precisando de um tempo, ou saindo da cidade a trabalho. Normalmente, nem chegam a tanto. Em geral, eles simplesmente nem telefonam de volta. E, vou dizer uma coisa: isso nunca me deu a sensação de estar no controle de coisa nenhuma.

Desde que comecei a aplicar a filosofia "ele simplesmente não está a fim de você", criada pelo Greg, tenho me sentido surpreendentemente mais poderosa. Porque se os homens estão convidando você para sair, se precisam chamar a sua atenção, então, na verdade, é você que está no controle. Não existe maquinação nem plano. E é maravilhoso pensar que minha única função é ficar superfeliz com a minha vida, estar muito satisfeita comigo mesma e ter a vida mais intensa e interessante possível, de modo que nunca pareça que estou só esperando que um cara me convide para sair. E o mais importante é que todas nós devemos lembrar que não precisamos perder tempo com tramas ou conspirações nem implorar para que alguém nos convide para fazer algo. Nós somos fantásticas.



( final exagerou na auto-ajuda.. ninguém precisa sair por aí se achando a mais poderosa do bundo né, gente.. mas o princípio, é bem esse aí.. )

domingo, janeiro 13, 2008

Por isso que eu adoro os homens.

Mentiras sinceras, não me interessam.
Esse texto é a introdução ao livro "Ele simplesmente não está afim de você". Eu resiti para ler, porque eu não gosto de auto ajuda, mas esse é um tipo de auto ajuda engraçada, porque é extremamente realista. Tão sincero que até dói. E o principal, não traz novidade pra ninguém, toda mulher no fundo sabe de tudo isso, não é possível que não saiba. Mas acho que o ego não deixa admitir.
Bom.. segue o texto então, e quem quiser o livro, eu tenho o arquivo! hihihih

Introdução de Greg

Estou na sala da redação de Sex and the City, pensando na sorte de ser o único macho heterossexual da equipe predominantemente feminina (na verdade, estava apenas comendo um biscoito), quando as redatoras começam a falar dos caras com quem estão saindo. Isso é um acontecimento comum, faz parte do processo de escrever para um programa que explora relacionamentos amorosos. É infinitamente fascinante. Sei que pode parecer sarcasmo, mas estou sendo sincero.

Então, naquele dia específico, uma das senhoras me vem com "Greg, você é homem". Ela é muito observadora, pois sou, de fato, um homem. Então, ela me conta: "Estou saindo com um cara... Bem, acho que estou." Eu sei a resposta. "Sabe, nós fomos ao cinema, e foi ótimo. Quero dizer, ele não segurou a minha mão, mas isso foi legal. Não gosto mesmo de ficar de mãos dadas." Continuo sabendo a resposta. "Mas, depois, ele me beijou no estacionamento. Então, perguntei se ele queria ir até a minha casa, mas ele tinha uma reunião muito importante na manhã seguinte, por isso não pôde ir." Caramba. Está brincando comigo? Eu sei!

Por isso, perguntei: — E, teve alguma notícia dele depois?

— Bem, é esse o problema. Isso foi há mais ou menos uma semana — agora até você já deve saber a resposta —, e hoje ele me mandou um e-mail perguntando "Por que não me procurou?".

Olhei fixamente para ela alguns segundos, e a resposta transbordava das minhas órbitas oculares (Oh, mulheres, às vezes vocês me deixam louco de raiva!). Ali estava ela, linda, talentosa e super inteligente, redatora de um programa de TV premiado, um programa famoso pelas observações incisivas sobre os homens, uma mulher que qualquer um ia achar que poderia escolher o homem que quisesse. Essa mulher maravilhosa está confusa com uma situação que, para mim, está muito clara. Na verdade, confusa não é bem a palavra, porque ela é inteligente demais para isso. Está cheia de esperanças, mas de confusa nada tem. Mas a situação é desesperadora, por isso dei a notícia a ela.

— Ele simplesmente não está a fim de você.

E devo dizer que essa é uma boa notícia, porque perder tempo com a pessoa errada é, literalmente, apenas perda de tempo. E, quando você segue em frente e encontra a pessoa certa, pode acreditar, não vai desejar ter passado mais tempo com o Nojentinho, o Desperdiçador-de-Tempo ou com o Zezinho Nunca-Lembra-de-Telefonar.

Olha, não sou médico, nem na vida real, nem na ficção. Mas sou um especialista que merece toda a atenção, simplesmente por causa de uma coisa muito importante: sou homem — um homem que já teve sua cota mais que justa de relacionamentos, e que está disposto a revelar seu comportamento em relação a eles. E, por ser homem, eu sei como um homem pensa, sente e age, e é minha responsabilidade contar quem nós realmente somos. Estou cansado de ver mulheres maravilhosas metidas em relacionamentos idiotas.

Quando o cara está a fim de você, ele demonstra isso. Ele telefona, aparece, quer conhecer seus amigos, não consegue manter os olhos e as mãos longe de você e, quando chega a hora do sexo, fica mais que satisfeito de fazer esse favor. Não importa se ele começa seu novo emprego de presidente dos Estados Unidos na manhã seguinte, às quatro (isto é, quatro da manhã, senhoras!). Ele vai subir até o seu apartamento, sim!

Os homens não são complicados, só gostamos que vocês pensem que somos, como, por exemplo, quando dizemos: "Isso aqui está uma loucura! Tenho uma tonelada de coisas para resolver amanhã." Somos movidos a sexo, apesar de gostar de fingir que não somos: "O quê? Não, eu estava prestando atenção." E, infelizmente (o que também é tremendamente embaraçoso), preferimos perder um braço pendurado na janela de um ônibus do que simplesmente dizer "Você não é A mulher para mim". Temos certeza de que vocês vão nos matar, ou se matar, ou as duas coisas — ou, pior ainda, chorar e berrar conosco. Nós somos patéticos. Mas o fato é que, apesar de não dizer com todas as letras, demonstramos isso claramente o tempo todo. Se um cara não lhe telefona quando disse que ia telefonar, ou não deixa claro se vocês estão realmente namorando, então você já tem a sua resposta. Pare de inventar desculpas para ele, seus atos berram a verdade aos quatro ventos: ele simplesmente não está a fim de você.

Saia dessa, garota! Chega de prejuízo, e não desperdice seu tempo. Para que ficar num limbo de relacionamentos esquisitos, se pode mudar para um território que será, com toda a certeza, muito melhor? Mas, você nem quer ouvir falar dessa história, não é? Tudo bem. Aqui está a resposta que você procura: "Continue assim, querida. Ele não é o babaca que todo o mundo diz que é. Se você esperar, ficar de boca fechada, telefonar no momento certo, adivinhar as variações de humor dele, não alimentar expectativas de comunicação e suprir suas necessidades sexuais, poderá ficar com ele!" Mas, por favor, não se surpreenda quando ele lhe der o fora ou continuar a enrolá-la num relacionamento nada gratificante.

Nós já ouvimos isso, e você já está cheia dessa história. Deve ser por isso que está lendo este livro agora. Você sabe que merece um relacionamento maravilhoso. Nós concordamos. Por isso, pegue um marcador de texto, e mãos à obra. Liz já lhe disse que eu ia falar isso: não canse a sua beleza!

terça-feira, janeiro 08, 2008

Definitivo

Ansiedade.. correria.. cabeça a mil..
sem paciência pra escrever..
mas achei esse texto bacana...

Ah.. é claro que eu super desconfio da autoria.. como sempre.. mas o impoortante mesmo é que o texto é bom!

Definitivo

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:

Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...

Carlos Drummond de Andrade

domingo, janeiro 06, 2008


Ainda estou em clima de "reveillon". Pensando no ano que foi, no que vai vir..
E uma das coisas que mais marcou em 2007, foi o inconsequente way of life que eu adotei em alguns momentos.
Não foi nada muito extraordinário, mas pra mim, que sempre penso muito antes de fazer as coisas, foi bem legal! :) Tão legal, que eu acho até que merece uma lista. Os melhores momentos. As melhores trapaiadas. Os maiores micos. Tudo pra manter o nível de insanidade!
E lembre-se: sempre que possível, pule ao invés de andar


1) Rasguei a faixa da greve do IFCH.

Foi emocionante. Eu olhei pra faixa, ela olhou pra mim. Eu olhei pra Cris, e nós não pensamos duas vezes. Rasguei. Não foi politicamente correto. Eu sei. Mas não era essa a intenção!

2) Pulei no monte de folhas secas.
(novamente, no IFCH)

Foi lindo! Parecia cena de comédia romântica! E quem estava comigo? quem? quem? quem?
Kistriane.. claro! hahaha

3) Abri o guarda chuva na balada.

Foi assim: eu tenho uma bolsa enorme. Tá na moda. E levei ela pra balada do jeito que estava. De repente, começa a tocar Umbrella. E eu tinha um guarda chuva dentro da bolsa. A Cris (mais uma vez, a cris..rs) me disse: Duvido que vc abre!!!!!
Nunca duvide de mim....rss

4) LUAU Nova Rep

Essa festa, no todo, foi uma inconsequência! Ante véspera de feriado, open bar, Bohemia, original, Serra Malte, Jurupinga, Vodcka.. putz.. mta coisa! Eu já tinha decidido que não iria porque tinha que trabalhar no outro dia. 7h da noite, eu encontro a grande causadora de tudo, Marcela! hehe Ela me diz que tem um convite sobrando, a amiga dela havia desistido.
Pensei: "eu vou". E fui. Avisei no trabalho que iria faltar, com a roupa que eu estava mesmo, arranjamos carona, e fomos. Bebemos muito. Muito mesmo! ( né, Má?) a Mi até quebrou o copo quando chegamos rss e viemos embora de taxi por 2,00 reau! A ressaca no outro dia.. jesus.. acho que foi a pior que eu já tive! Nem consegui fazer o resumo de EL que eu teria que fazer!
Aiii minha cabeça.. ehehhe

5) Ir pra festa brega de Clube da Lambada no ônibus 332.

Andar de ônibus nunca foi tão divertido!!!!
"Cade o 3.32? Cade o 3.32?"

6) Tirar foto na placa da Unicamp vestido de El Mariachi.

Adivinhem quem estava comigo?
preciso sem falar, né..

7) Fiz xixi na praça Brasília.
Os meninos nem sonham que eu já fiz isso! haha eles não estavam juntos..
bem.. agora não é mais segredo! hehe

8) Dançei junto com o Batman no ArraIEL.

Não sei porque tinha um cara vestido de Batman no ArraIEL..
Mas a gente dançou com ele mesmo assim! hehe

9) Corrida 360 graus na Fonte da Unicamp.

Já é clássica, e é sempre muito bom!
10) Cambalhotas na grama durante o reveillon (de minissaia).

mas não tinha ninguém vendo... rss


A tendência é piorar, sempre! hehehe
Kirs.. valeu, véi! hahaha

quarta-feira, janeiro 02, 2008

A respeito da Música:

Tá bom, tá bom...
eu sei que eu sou sempre a primeira a fazer cara feia quando toca uma música do Jota Quest.
Que todo mundo que me conhece sabe que eu detesto.
E eu, de fato, detesto.
Acho as letras ruins. Só tem lalalala..tchururururu..
A voz do Flausino me irritaa..
Mas essa música "Mais uma vez".. eu sempre gostei!
Acho bonitinha.. me lembra uma pessoa legal..
e ela sempre se encaixa..rss
Afinal, quem não gosta de um remember??????
Recordar é viver, né não?
Então.. é isso! Essa música..SÓ ESSA MÚSICA.. do J. Quest, eu gosto! hehehehe

Bonito, né?

Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO,
mesmo eu sabendo que as rosas não falam.

Que eu não perca o OTIMISMO,
mesmo sabendo que o futuro que nos espera não é assim tão alegre.

Que eu não perca a VONTADE DE VIVER,
mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos, dolorosa..

Que eu não perca a vontade de TER GRANDES AMIGOS,
mesmo sabendo que, com as voltas do mundo,
eles acabam indo embora de nossas vidas...

Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS,
mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver,
reconhecer e retribuir esta ajuda.

Que eu não perca o EQUILÍBRIO,
mesmo sabendo que inúmeras forças querem que eu caia.

Que eu não perca a VONTADE DE AMAR,
mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo,
pode não sentir o mesmo sentimento por mim...

Que eu não perca a LUZ e o BRILHO NO OLHAR,
mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo,
escurecerão meus olhos...

Que eu não perca a GARRA,
mesmo sabendo que a derrota e a perda são dois adversários
extremamente perigosos.

Que eu não perca a RAZÃO,
mesmo sabendo que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas.

Que eu não perca o SENTIMENTO DE JUSTIÇA,
mesmo sabendo que o prejudicado possa ser eu.

Que eu não perca o meu FORTE ABRAÇO,
mesmo sabendo que um dia meus braços estarão fracos...

Que eu não perca a BELEZA E A ALEGRIA DE VER,
mesmo sabendo que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos
e escorrerão por minha alma...

Que eu não perca o AMOR POR MINHA FAMÍLIA,
mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis
para manter a sua harmonia.

Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR
que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele
será submetido e até rejeitado.

Que eu não perca a vontade de SER GRANDE,
mesmo sabendo que o mundo é pequeno...

E acima de tudo...

Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente,
que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um
é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois....

A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS E
CONCRETIZADA NO AMOR!

terça-feira, janeiro 01, 2008

2008, aí vou eu..


Todos os anos, eu sempre fiz um post final, uma espécie de retrospectiva, com acontecimentos, reflexões, o que aprendi..o que quero esquecer.. o que vai ficar guardadinho num lugar especial, o que era desnecessario..
Mas..dessa vez, quando eu vi, era Natal. Quando eu vi, já tinha acabado o ano. E isso só mostra como foi esse ano de 2007: dinâmico!
Dinâmico de acontecimentos, de emoções, de sensações. Tudo aconteceu nessa dinâmica absurdamente natural, e o que mais me surpreendeu foi minha postura diante de tudo isso. Acredito que essa postura começou lá no início..na verdade, no fim. No ano passado, decidimos mudar o ritual, ao invés de falar daqueles que nos tinham feito mal, decidimos pensar no que queremos de melhor. Fizemos algo mais leve.. tentando "sublimar" o rancor e as coisas ruins que aconteceram. Tenho a impressão de que, naquele dia, eu assumi uma postura que quis seguir por todo o ano. Decidi por mim mesma que a vida pode ser leve. Há quem considere essa leveza de que falo como superficialidade. Mas, pra mim, a vida pode ser leve. A partir do momento que vc consegue discernir entre o necessário e o desnecessário. Entre o essencial e o supérfulo. Entre as convicções e as convenções. Entre a verdade e o mito. Entre a tolerância e a passividade. Entre o orgulho e o amor próprio. Encontrar o meio termo nos altos e baixos da vida é um desafio! É um desafio ter certeza de fazer a escolha certa..é um desafio driblar a ansiedade, esta que, segundo um amigo meu "é companheira da vida."
Posso concluir então que 2007 foi um ano "egoísta". Um ano em que eu percebi que não preciso me explicar, me justificar. Quem me conhece sente. Foi um ano que eu aprendi que é preciso ter voz. Saber usar a sua voz nos momentos certos. E que há maneiras e maneiras de se dizer as coisas.. e, sim, vc é responsável por aquele que cativas. Mais do que imagina.Agora..se vc vai ou não assumir essa responsabilidade, são outros 500... E que nada e tão ruim que não possa virar piada depois. Passei a concentrar minha paciência para o que realmente vale a pena. Aprendi que, as vezes, vc só precisa ouvir. E que fazer o bem do outro implica no meu próprio bem automaticamente.
Foi um ano que amadureci muito. Foi um ano que mudei muito. Até mesmo nas pequenas coisas.. já tive melhor memória..rss..bebia menos.. era menos inconsequente..heheh menos disciplinada.
Lembro de tudo que aconteceu nesse ano e vejo em cada atitude o reflexo das minhas mudanças. E gostei de todas elas. E gostei desse ano.
Não quero enumerar acontecimentos, não quero relembrar fatos. Foi um bom ano. Foi - pretérito perfeito. Acabou e pronto. E vou usar a minha lição principal pra pensar no ano de 2008: tudo depende apenas de mim. Não, o mundo não está contra mim. Não, as pessoas não são horríveis. Não, viver não é difícil. Você faz a sua realidade do jeito que vc quer. E seja adulto o suficiente pra admitir sua resposabilidade sobre sua própria vida.
E 2008 vai ser diferente. Eu vou fazer 2008 ser diferente.
E que sempre.. estejam perto de mim aqueles que me compõem.
Por isso.. não posso esquecê-los: Amigos.
*Divas.. encerraremos um ciclo. E não poderia ser melhor fazer isso com vcs! A formatura será um sucesso! Tenho pavor de pensar na possibilidade de nos afastarmos.. mas não tenho dúvidas de que essa amizade é pra sempre. E vcs foram o grande alicerce desse ano. A cada conselho, a cada colo, ao me fazer sentir pequena, vcs colaboraram pra essa vida leve de que falo. Sentir que eu não preciso falar. Vcs me sentem. Amo demais cada uma de vcs!

Marroquinos Barrota... o que seria da minha vida sem esses meninos? Bem menos divertidas com certeza! Tanto otimismo de viver e alegria nas pequenas coisas, me fez crescer muito como pessoa. Ás vezes, eu fico com raiva. As vezes, eles me cansam. rss Mas eles me ensinam tanto a cada dia, e a sinceridade masculina abre meus olhos pra várias coisas. Obrigada pelos risos, abraços, cervejas, suspiros (...) e 2008 vai ser ainda mais barrota! hehehe

Parceira master: Ju.. cada ano que passa, mais parceira não? Sempre cumplice, confidente. amizade verdadeira e sem palavras. Always and forever.

Saudades.. Pir, sempre longe, ao mesmo tempo perto. Vai ano, passa ano. E sempre! Aqui! No meu coração!

Mie e Marie - Obrigada pela nova chance. Por acreditar. Por querer. E pra mim, vai começar de novo! =)

Galerinha 05 - Bixos queridos.. Má, Miriam, Biu.. afinal, companheiros de balada também podem ser amigos pra vida! ;)

Foram tantas as pessoas especiais.. nesse ano revi uma amiga de infância. E como é bom saber que mesmo 7 anos depois, em menos de 7 min., tudo era como antes. Conheci tantas pessoas, fiz loucuras.. conheci minha irmã.. definitivamente me entendi com o meu irmão. Trabalhei em lugares legais, ganhei até que bem.
Putz.. só posso dizer: VALEU 2007!
Um brinde.. a esse ano maravilhoso.. e muitas vibrações positivas para que 2008 seja ainda melhor! E vai ser.


sexta-feira, dezembro 28, 2007

Mais uma vez..

Te tenho com a certeza
De que você pode ir
Te amo com a certeza
De que irá voltar
Pra gente ser feliz
Você surgiu e juntos
Conseguimos ir mais longe

Você dividiu comigo a sua história
E me ajudou a construir a minha
Hoje mais do que nunca somos dois
A nossa liberdade é o que nos prende

Viva todo o seu mundo
Sinta toda liberdade
E quando a hora chegar, volta...
Que o nosso amor está acima das coisas...desse mundo

Vai dizer que o tempo
Não parou naquele momento
Eu espero, por você
O tempo que for
Pra ficarmos juntos
Mais uma vez

Te tenho com a certeza
De que você pode ir,
Te amo com a certeza
De que irá voltar
Pra gente ser feliz
Você surgiu e juntos conseguimos ir mais longe
Você dividiu comigo a sua história
E me ajudou a construir a minha
Hoje mais do que nunca... somos dois

Vai dizer que o tempo
Não parou naquele momento
Eu espero por você
O tempo que for
Pra ficarmos juntos
Mais uma vez...

Não parou naquele momento
Eu espero por você
O tempo que for
Nós vamos estar juntos
Estar juntos
Mais uma vez

quinta-feira, dezembro 27, 2007

"O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando vai-se morrer, lembrar que o dia morre,
Que o poente é belo, e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja..."

(Alberto Caiero)

segunda-feira, dezembro 24, 2007

*Bonne Noël! Feliz Natal*


Natal!!
Sempre gostei do Natal! Gosto dos enfeites, das festinhas de fim de ano.. dos cartões, das mensagens de alegria, paz, saúde, prosperidade.. dos presentes, das comidas..hum.. hehe de rever os primos de longe..
Com o tempo, o Natal foi mudando. E como tudo que muda, a gente se acostuma. No começo, me sentia triste..saudosista..porque o Natal não era mais como eu queria que fosse. Hoje, me acostumei. E o Natal passou a ser diferente. Triste se acostumar com as coisas né? Dá uma sensação de conformismo. Mas, até que ponto remar contra a maré? Por que não, procurar beleza no que se tem? Pode ser uma postura um tanto quanto covarde, mas..definitivamente, não nasci pra ficar dando murros em ponta de faca!
Bom.. é Natal! E esse, definitivamente, foi (está sendo..) um Natal diferente. Como lembrei agora pouco com a Mari, nem mesmo os meus tradicionais cartões de natal, eu escrevi. Quando eu vi, já era Natal. Presentes tb.. acabaram passando batido.. Foi tudo muito rápido, dinâmico, sem mto tempo pra pensar, organizar as coisas.. as idéias..as ações. As coisas tem acontecido por Inércia. É como se eu não controlasse. E eu, que adoro controlar tudo.. mas, no fundo, não estou me preocupando muito com isso. Acostuma? Sempre.

Bom.. mas pra não romper totalmente a tradição. Não poderia deixar de escrever um post!
Por mais que os sonhos não sejam os mesmos, por mais que o Natal de hoje não seja o mesmo que o da infância. Por mais que o sentido procurado não esteja presente. Que esse Natal possa servir de pretexto.
Pretexto pra propor mudanças a si próprio. Fazer planos. Realiza-los. Pensar, refletir, mudar!!!!! Buscar o que falta, o que deixa vazios. Renovar esperanças, resolver perrengues. Por fim a tudo que incomoda, que cutuca!
Aproveite o que for possível aproveitar.. procure aqueles por quem vc gosta, dê um abraço, um beijo carinhoso.. e diga: Feliz Natal!!!
Por que sempre vale a pena ser feliz! =)

domingo, dezembro 23, 2007

claro..

A Lua em Câncer e o Sol em Capricórnio marcam o período final de 2007 a partir do qual você terá a liberdade e a consciência plena de que é possível manter compromissos desde que eles contemplem o apoio, aceitação e suporte que você quer receber. Os relacionamentos que não podem lhe oferecer essa condição tendem a terminar.


ahhhm.. entendi... rs

quinta-feira, dezembro 20, 2007

Contagem regressiva..

Estou em clima de contagem regressiva. E o pior, nem sei ao certo pra quê. Não sei o que eu estou esperando tanto que acabe, como seu eu soubesse o que vem depois. Li, há pouco tempo, uma reportagem sobre a ansiedade, e lá dizia que o problema da ansiedade é esse: vc tem pressa por tudo, porque acha que depois que acabar "vai passar" ou terá soluções. E não tem. E aí é que mora o problema, a pressa por resolver não resolve, logo torna-se um ciclo. Porque se não resolve, logo a ansiedade está a tona novamente.
E eu estou ansiosissima. Quero que encerre o ano letivo logo, sem saber se irei iniciar o próximo. Quero as festas de fim de ano, e nem mesmo sei o que farei nelas. Estou contando os dias para a minha formatura, qdo na verdade, me aperta o coração pensar que está acabando. E agora, José?
Estou ansiosa até pelo fim de semana. Um fim de semana que vai ser como todos os outros. Mas que eu quero que chegue logo. As unhas sentem os efeitos da ansiedade. Os chocolates tentam controlar. Mas ela insiste. Ela está lá. A tal ansiedade.
A ansiedade por algo que desconheço, que foge ao meu controle, que me deixa insegura.
Quem olha pra mim todos os dias, aposto que nem imagina do turbilhão que está minha cabeça. Sou assim. Falo no silêncio. Só eu sei, só eu sinto. Afinal, "forte é permanecer; quieto. " (Guimares Rosa)

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Por que?


Let me think about it..!



"É difícil dizer o porquê das coisas. Mais difícil ainda saber o porquê das coisas."
(Patrícia Galvão, Paixão Pagu - A auto biografia precoce de Patrícia Galvão)

Já repararam como é difícl responder uma pergunta que começa com o porquê? Lembro-me bem das perguntas das apostilas e livros didáticos, quando vc achava que tinha conseguido responder aparecia lá no finalzinho, "por que?", ou então, "Justifique." Hj, como professora, eu até entendo o porquê de tantas justificativas, não queremos respostas rasas..queremos que o aluno reflita sobre o que ele está respondendo. E tem coisa que faça mais pensar do que um porquê?
Uma palavrinha tão simples mas que reserva tanta complexidade. Até mesmo quanto a gramática. Diga-me, tinha necessidade de tantos porquês? É quase tão chato quanto a crase.
Se estamos falando que uma conjunção interrogativa: Por que - separado e sem acento.
Se é uma conjunção explicativa: porque - junto e sem acento.
Se é interrogativa, mas no final da frase - Por quê - separado e com acento.
E se é um substantivo, porquê - junto e com acento.
Tudo isso pra uma simples conjunção como tantas outras... só poderia ter tantas regras o próprio porquê mesmo.. Essa palavrinha que seja com ou sem acento, junto ou separada, deixa várias interrogações e para alguns, que tem uma relação de amor e ódio com essa palavra, rende até algumas noites de sono.
Eu sou uma dessas. Sou capaz de perder uma noite tentando desvendar o porquê das coisas. Como se tudo tivesse uma explicação. Como se tudo tivesse uma justificativa. Como se não houvesse "mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia". Mas tb.. não dá, quando eu vi, já pensei. Quando me dou conta, já perdi horas. E de repente, nem preciso mais de resposta.
Alguém disse aí.. que quando a gente acha que sabe todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas. E não é que é bem por aí mesmo?

Então, por que eu penso tanto???
xiiiii.. melhor parar por aí!
Just enjoy!!

quinta-feira, dezembro 06, 2007

como te quero....

Fim de ano. Fim do oitavo semestre. Só mais um. Só mais seis meses pra ter em mãos o tão esperado (e suado) diploma. Só mais um semestre de EL's. E pra variar, sempre tem uma matéria picareta. (alguém já viu proficiência de algo que vcs desconhece...?? pois é..)
Algumas semanas para as férias do trabalho. Férias indeterminadas e não remuneradas. Já estou com saudade dessa nova escola que pude ficar tão pouco tempo mas que já me deu uma injeção de ânimo pra continuar dando aulas. Foram tantos momentos bons..O que será de mim ano que vem? Em qual escola estarei? Estarei em alguma escola? Creio que sim. Alguém já viu professora desempregada em país pobre? rss
Amigos secreto..aii.. gosto tanto! hehe.. Aniversários, confraternizações.. e pouco mais de um mês pra festa da formatura!!!!! - Quantos sonhos se realizando nesse dia... e um deles, meu discurso de ooradora! Sim, serei oradora!! Desde a 8 série tenhoo essa vontade, e fiquei deveras emocionada quando fui indicada e votada! =) Aguardem, um discurso breve, sincero e irônico (por que não? rss) Com cartazes, tchutchu, choros, flashes, risos.. aiii.. serão muitas emoções!!!!
Férias...... uma palavra que tem ums sentido incapaz de ser definido em um verbete. Como tantas outras palavras, não é mesmo? Rever os amigos que estão longe.. Rever a Pir!!! Ai que saudades dela!!! Fazer churrasco durante a semana. Assistir a novela sem peso na consciência. Durmir durante a tarde ou então acordar ao meio dia...
Férias.. como te querooo! =)

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Ana e o Mar.. MAR I ANA...


Ana aproveitava os carinhos do mundo
Os quatro elementos de tudo
Deitada diante do mar
Que apaixonado entregava as conchas mais belas
Tesouros de barcos e velas
Que o tempo não deixou voltar

Onde já se viu o mar apaixonado por uma menina?
Quem já conseguiu dominar o amor?
Por que é que o mar não se apaixona por uma lagoa?
Porque a gente nunca sabe de quem vai gostar

Ana e o mar... mar e Ana
Histórias que nos contam na cama
Antes da gente dormir

Ana e o mar... mar e Ana
Todo sopro que apaga uma chama
Reacende o que for pra ficar

Quando Ana entra n'água
O sorriso do mar drugada se estende pro resto do mundo
Abençoando ondas cada vez mais altas
Barcos com suas rotas e as conchas que vem avisar
Desse novo amor... Ana e o mar.. Mariana...

Mais do que feliz aniversário. Feliz Ano Novo. Feliz Vida Nova. Feliz Sonhos Novos. E que nesse novo ano de vida, a gente ainda dance muito "Stay a live", que possamos reconstruir e começar de novo. Pq vale a pena. Pq é verdadeiro. Pq eu te amo!! Muito!
Bjos.. Pechena!

quinta-feira, novembro 22, 2007

"Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"


Muito tempo sem atualizar. Pois é, meu computador morreu. Morreu mesmo. Ainda não estou acreditando que ele fez isso comigo.. como ele pôde me deixar nesse momento tão crítico: final de semestre, muitos trabalhos pra fazer, trabalhos em grupo que sempre são resolvidos por email, emails de socorro para professores... (sim, pq a gente sempre deixa pra última hora) Enfim, aquele ordinário me abandonou. Logo, abandonei o blog um pouco também!

Mas pra ele não ficar tão abandonado.. que tal uma musiquinha pra animar? O "som" desse momento na vida de uma pessoa eclética: O Teatro Mágico.

Já disseram várias coisas sobre esse grupo. Há quem ame. Há quem deteste. Os adeptos de som alternativo, no início, gostaram. Depois que virou moda, "desgostaram". Afinal, vcs sabem, existe a moda de ir contra a moda. (mas isso é uma longa história...)

Posso falar por mim. Sim, só comecei a conhecer quando se popularizou. E curiosamente, conheci primeiro as letras e depois o som. Me apaixonei pelas letras. Quem me conhece sabe que eu adoro trocadilhos! rss (até os mais infames) E o Teatro Mágico o faz com uma leveza e facilidade que parece que eles sempre existiram. A música é singela. Nada parnasiano. Nada de palavras confusas, inversões ousadas e neologismos. Nada disso, é clean. Mas nem por isso é banal. Diz o que tem que dizer sem muita enrolação, e com muita critatividade! Afinal, quero ver alguém conseguir conseguir brincar tão bem com as palavras como eles e não cair no ridículo.

O Som..vish..me falta repertório pra opinar! Mas até que é legalzinho de ouvir!

Bom.. aí vai a música!

Cantem comigo: "Enquanto houver vc do outro lado...!"


"O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"


Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete a cena se inverte
enchendo a minha alma d'aquilo que outrora eu deixei
de acreditar
tua palavra, tua história
tua verdade fazendo escola
e tua ausência fazendo silêncio em todo lugar
metade de mim
agora é assim
de um lado a poesia o verbo a saudade
do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no
fim
e o fim é belo incerto... depende de como você vê
o novo, o credo, a fé que você deposita em você e só
Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você"

(O Anjo Mais Velho, Teatro Mágico)