segunda-feira, junho 18, 2007

Repassando...

Eu sou da teoria de que textos bons devem ser repassados. É claro que devemos atribuir-lhes a devida autoria, afinal, não é justo com o pobre autor.. o "pobre" já perde o direito a última réplica, que pelo menos ele receba o mérito devido!
Esse texto foi lido no blog de um colega de IEL, o Alê.. e, eu gostei tanto! :)
Me identifiquei muito.. e acho que todo mundo que tem blogs, ou lê blogs vai se identificar... ou mesmo quem não escreve.. acho que todo mundo já teve essa sensação!
Enfim.. copiei o texto desse site: http://maisumapalavraqualquer.blogspot.com/, caso queiram conferir e tb visitar esse blog.. afinal, esse cara manda bem nos textos! hehe

Chega de enrolação.. aí vai:

"Guardei o e-mail no rascunho

Primeiro que nem sabia ligar o computador. Abandonei a idéia de digitar a minha carta de amor e enviá-la por e-mail. A intenção é que fosse anônima, mas para isso deveria criar uma conta alternativa; se já me era difícil saber quais e quantos aparelhos eu deveria ligar para fazer o computador funcionar, imagina criar um 'endereço eletrônico'...
A carta parecia-me bem escrita. A letra bela, mesmo tendo a folha de fichário branco como substrato. O conteúdo era elogioso, e elogiava de forma clara, objetiva; sem apelar para um sentimentalismo caduco ou romântico. Não era extensa; talvez, penso eu, o suficiente para provocar uma leitura ansiosa, leve – furiosa, breve.
No entanto, se as dúvidas e receios não me assaltaram no momento da escrita, tomaram-me agora, à gola, sufocando-me enquanto pensava o meio mais eficaz de fazê-la chegar à mão da destinatária.
Carta impressa, fonte "Times New Roman", tamanho 12? E onde apareceriam meus traços de personalidade? Meus ex-quase-erros futuros de caligrafia, os quais retificaria forçando o bico da bic, ou aniquilando-os por completo, sob a massa opulenta do 'branquinho'?
O certo, o correto, seria uma carta escrita à mão; mas quantas das mulheres de hojes, virtuais ou/e atuais, gostariam de receber um envelopim enfeitadim, contendo um palavreado delicado, dedicado a (não) explicitar um sentimento já implícito?
E a carta, ou melhor, a declaração clássica do amor, é algo desnecessário para as mulheres nos dias de atualmente? Quando o homem pensa estar revelando o segredo do universo é porque já foi o tempo da mulher descobri-lo, gostar, desgostar e se achar voando por outros campos ou lendo cartas em outros cantos.
E a minha carta? O que ela seria na história do homem? Minha intenção é que a mocinha gostasse, apreciasse a minha quase atitude. Mas na história da humanidade, com tantos Joões, Clarices e Andrades, os meus escritos não resultariam em nada.
Não resultaram. Não a entreguei. Namorei, mas não fui namorado".

quinta-feira, junho 14, 2007

E numa bela manhã de sol...


Dia 12 de junho de 2007.
Mais um dia dos namorados...
as lojas com corações colados na vitrine,
a programação da televisão
as revistas com promoções de restaurantes, motéis, e tudo e tal.
Acho que o publicitário que criou essa data estava num dia de inspiração única, porque se o objetivo era aumentar as vendas no mês de junho, acredito que ele conseguiu.
Enfim.. mais um dia dos namorados.
Terça feira.. bem.. achei que fosse passar batido..terça feira é dia de trabalhar, tem aula de francês, trabalho pra fazer.. "estarei tão ocupada que nem vou lembrar", pensei.
7h. o sinal, e a escola repleta de corações circulando..
(Isn't ironic??)
Ok.. não pode lutar contra, junte-se a eles, não é o lema??
E não é que esses danados conseguiram arrancar meus sorrisos? Admiradores secretos! Lembrei-me de quando eu tinha os meus..ai infância.. que saudades!!!
E aí, já me dando por satisfeita por não estar tão incomodada com o tal dia dos namorados, parti para uma tarde muito engraçada! Mas dessa vez, não eram meus os risos, e me diga: tem coisa melhor do que fazer os outros rir?? Um nariz de palhaço, olhinhos atentos, um pouco de insanidade, música, crianças, gargalhadas.. deliciosas gargalhadas! o melhor prêmio que um grupo de clown poderia receber!! Não precisamos rir para estar feliz, o importante é fazê-los rir!
E o dia ainda não tinha acabado..
Aula de francês.. tema: Coup de Foudre.. ah, mon dieu! A lição: um programa de rádio que oferece músicas por les amoreseux.. Isn't ironic?? Não, não acabou por aí.. o fim da aula foi com a música "Je t'aime, moi non plus!"
Nessa hora, decididamente eu desencanei.. e ri da desgraça!
E sabe o que é melhor: foi o meu melhor dia dos namorados!
Um vinho chapinha, 4 copos, 4 amigas e uma blusa da vergonha.
Risos, muitos risos, histórias, pérolas, confissões e...bem.. melhor parar por aí!
Só nós, a mesa da arcádia e a garrafa de chapinha sabe o que se passou ali! hahahha

Bom.. tudo isso pra chegar a onde?

Ah véi.. sei lá, né.. pra que chegar em algum lugar???
Só quero dizer que.. as coisas não são tão complicadas como a gente pensa..
basta saber ver oque tem a sua volta, e se divertir com as ironias da vida.
Não é questão de ser irritantemente feliz, daqueles que acordam as 6h da manhã dançando lambada e acham que tudo é lindo! Não.. as vezes a gente precisa ficar de bode, curtir uma fossa, ficar com raiva, chorar.. enfim, é preciso viver esses momentos chatos, pra na hora que os bons virem a gente aproveitar com toda intensidade! Pra na hora que eles virem.. vc se dar conta de que os ruins nem mereciam tanto sofrimento!
Não quero me privar da tristeza. Ela é necessária, e se não fosse por ela.. eu não teria tido o meu melhor dia dos namorados, bêbada de vinho ruim com quatro loucas do meu lado!
E viva o manto da vergonha! ;-)

Kirs, Alina e Helô - Obrigadaaaaaaaaa!!!

domingo, junho 10, 2007

Tu deviens pour toujours responsable de ce que tu as aprivoiseé."


Centésimo post!

Alguma coisa tinha que evoluir nesse feriado não é mesmo..
e o blog está de vento em popa..

Acho que o centésimo post, merece uma citação do meu clichê favorito!
E pra ficar menos clichê (porém, mais pedante.. nada é perfeito rss)
o farei com título em francês:

"Tu deviens pour toujours responsable de ce que tu as aprivoiseé."

"(...)O pequeno príncipe foi rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu a tornei minha amiga. Agora ela é única no mundo.
E as rosas ficaram desapontadas.
- Sois belas, mas vazias – continuou ele. – Não se pode morrer por vós. Um passante qualquer sem dúvida pensaria que a minha rosa se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que todas vós, pois foi ela quem eu reguei. Foi ela quem pus sob a redoma. Foi ela quem abriguei com o pára-vento. Foi nela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi ela quem eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. Já que ela é a minha rosa.

E voltou, então, à raposa:
- Adeus... – disse ele.
- Adeus – disse a raposa. – Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
- O essencial é invisível aos olhos – repetiu o principezinho, para não se esquecer.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que a fez tão importante.
- Foi o tempo que perdi com minha rosa... – repetiu ele, para não se esquecer.
- Os homens esquecem essa verdade – disse ainda a raposa. – Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela tua rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... – repetiu o principezinho, para não se esquecer."

(O pequeno príncipe, Antoine de Saint-Exupéry)

sábado, junho 09, 2007

"Se não for pra me fazer voar bem alto...


"Eu encontrei quando não quis
mais procurar o meu amor.
E quanto levou foi p'reu merecer
antes um mês e eu já não sei...
E até quem me vê
lendo o jornal
na fila do pão
sabe que eu te encontrei.

E ninguém dirá que é tarde demais,
que é tão diferente assim.
Do nosso amor a gente é que sabe (pequena)!

(Ah vai...) Me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém
afim de te acompanhar.
E se o caso for de ir à praia eu levo essa casa numa sacola!

Eu encontrei e quis duvidar.
Tanto clichê deve não ser.
Você me falou pr'eu não me preocupar
ter fé e ver coragem no amor
E só de te ver eu penso em trocar
a minha TV num jeito de te levar...
a qualquer lugar que você queira
e ir onde o vento for, que pra nós dois
sair de casa já é se aventurar.


Vai, me diz o que é o sossego
que eu te mostro alguém afim de te acompanhar.
E se o tempo for te levar
Eu sigo essa hora e pego carona pra te acompanhar.

(Los Hermanos, Último Romance)

"Se não for pra me fazer voar bem alto...

.... então não me deixa tirar os pés do chão"
(frase roubada da mensagem pessoal do msn de alguém aí..rss)

sexta-feira, junho 08, 2007

Mentiras sinceras...

Aqueles que me conhecem já devem ter ouvido eu dizer em algum momento "eu odeio conviver".
E olha que eu não sou antisocial, aliás, acho que é por isso que eu odeio conviver. Não é que eu não goste de ter pessoas a minha volta, não é isso! Eu gosto e muito, mas acontece que a arte de conviver envolve muito mais do que diversão, sorrisos, festinhas e boa vizinhança. Conviver exige tolerância, e o ser humano que é intrinsecamente egoísta, tem extremas dificuldades em ser tolerante.
Tolerância com as inconstâncias, com a imprevisibilidade, com os defeitos, com altos e baixos. Ser tolerante é descobrir que as pessoas não são felizes 24h por dia, que elas têm tpm, que elas tem problemas, que elas acordam de mau humor, que elas têm sono, que elas se cansam as vezes, que elas precisam de silêncio, de ficar sozinhas.
E, é difícil reconhecer isso nas pessoas. Mesmo sabendo que vc tb é assim.
A convivência é um verdadeiro teatro, fala-se tanto em sinceridade, mas onde está essa tal sinceridade aí? Em usar algumas palavras duras, em ter umas comunidades no orkut e dizer que diz sempre o que pensa? Como se dizer o que vc pensa sobre a vida dos outros fosse a verdadeira sinceridade...
Eu queria ver sinceridade em coisas simples. Não quero a opinião franca e expressa do que as pessoas pensam sobre o que eu faço ou deixo de fazer. Eu quero a sinceridade ao dizer: "Olha, eu acho que seu cabelo não tá bom". Ou então, "viu, se vc não se importa, hoje eu não estou afim de ficar na minha." Ou até mesmo o doído "nós não temos nada". Mas aqueles joguinhos.. hum.. mentiras sinceras..ah, não sei lidar com elas! Não suporto que as pessoas esperem que vc adivinhe o que ela pensa, o que ela quer, o que vc deve fazer. Porque simplesmente por mais que vc se esforce, ainda assim fará as coisas erradas. E eu suporto ser tolerante com um resposta sincera, mas não suporto que subestimem minha inteligência ou a importância que eu dou pras coisas. Se eu me importo com as pessoas, é pq tenho sentimentos por elas, se escolhi tê-las ao meu lado para a dura arte da convivência é pq estava disposta a tolerar, e o mínimo que eu espero dos amigos tão carinhosamente escolhidos, é esses pequenos gestos de sinceridade.
A sinceridade é doída tb. Não é fácil encarar uma resposta sincera. Mas logo passa.. afinal, quem resiste a sinceridade?? acho que só os hipócritas..
Por sorte, tenho pessoas que tem feito a convivência valer a pena. As vezes, me decepciono.. com uma resposta que eu vejo que não é sincera.. e novamente, tolerância. A pessoa deve ter os seus motivos, e se ela me explicasse-os seria tão mais fácil..mas mesmo sem sabê-los, eu tolero.
Cazuza que me perdoe.. mas, mentiras sinceras.. não me interessam!

sábado, junho 02, 2007

Seja Inconsequente!


Hoje me deu vontade de escrever um texto daqueles meio "auto ajuda", sabe? Cheio de frases imperativas com uma mensagem positiva, otimista e bem humorada.
Não, não fui tomada pelo espírito do Augusto Cury, mas.. as vezes, eu consigo ser otimista e (vejam só) até piegas! Basta eu estar de bem comigo mesma, não é nem de bem com a vida, porque essa daí, pqp, anda me aprontando cada uma.. rsss
É, a vida prega altas peças na gente, tem aqueles que tentam me convencer do contrário, mas eu insisto: ela é uma ironia! E quem disse que isso é necessariamente ruim??? Afinal, ela pode ter uma "engraçada" maneira de atrapalhar ou de te ajudar.. a gente nunca sabe!
Assim, volto ao título desse post: Seja inconsequente!!!!
Sim! Seja!!
Mate aula pra beber cerveja. Atrase a data da entrega do trabalho. Esqueça de preencher alguns papéis. Não devolva os livros da biblioteca. Fale palavrão. Faça careta no vidro da porta. Grite na mesa do bar. Esqueça os olhares repressores, esqueça as regras da sociedade. Entre na contra mão, grite pela janela do carro. Dance um funk, cante uma música de gosto duvidoso. Leia caras, assista um capítulo da novela.
Fale em espanhol sem saber falar espanhol, vá para a festa mesmo tendo que acordar 6h da manhã do outro dia. Dance! Dance como se ninguém olhasse! Beba até vomitar, coma duas sobremesas, passe um dia sem tomar banho, tome sorvete com dor de gargante, tome um banho de chuva, pule um dia do antibiotico. Faça uma piada infame, ria de um trocadilho idiota, xingue o mundo e a política, sinta-se livre, como se o mundo não precisasse de você, aja como se não tivesse responsabilidade sobre nada.
Mande "aquela" mensagem no celular, diga, com todas as letras, sem medo, o quanto aquela pessoa é importante e o quanto vc não consegue suportar a idéia de perde-la. Faça planos impossíveis, sonhe, se entregue.. viaje com pouco dinheiro, gaste seus últimos centavos num croissant de chocolate, troque os legumes por um bacon, beba coca cola, pague caro em algo que te dá prazer (mesmo sem ter dinheiro), xingue aquela pessoa que te incomoda, desobeça seus pais, fuja de casa, solte um pum, confesse um pum. Mude de gostos, se achar que te convém. Mude de roupa, de estilo, de sotaque. Imite alguém. Corra pela rua, converse com o moço do pedágio, roube no jogo de stop, invente passos de ballet, beije um cachorro, e diga, ao menos uma vez, um "Eu te amo" vindo do fundo da alma..

E tudo isso porque.. isso é a vida! É isso que faz as nossas histórias, são esses momentos que nos fazem rir sozinhos com a cabeça no travesseiro (e são eles também que nos matam de vergonha! rss), é isso que vc vai contar pro seus netos (e não para os filhos, pq pra esses a gente finge que é politicamente correto) Não todos os dias, não sempre, mas pelo menos uma vez, seja inconsequente, finja que ninguém te olha, ninguém te julga, que não existe "o certo ou o errado", e depois que o fizer uma vez, vc vai se sentir tão bem, vc vai se sentir de fato vivo!! Esqueça o relógio, os olhares, as leis e as regras - apenas sinta.

E pra encerrar, roubo as palavras de alguém que sabe nos fazer apenas sentir: ­­­"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento." (Clarice Lispector)

E como não poderia faltar, uma frase bem clichê: Algumas pessoas apenas existem, outras vivem. A escolha está só e somente só, em vc! Faça valer a pena! ;-)

segunda-feira, maio 28, 2007

É, eu tinha que dizer..

Segunda-feira de frio. Não tão frio quanto ontem, mas frio.
Muito bom poder ficar em casa, aqui, fuçando em orkuts, comendo coisinhas, com agaslhos quentinhos e poder me deitar as onze pra dormir um pouco mais.
Vocês podem se perguntar, "ué, mas vc já está de férias?".
Não, não estou, e nem queria estar, mas fui forçada a entrar de férias por "uma causa maior".
É.. algumas pessos aí que dizem lutar pelo social, pela justiça e tal, decidiu em Assembléia pela paralização da Universidade. Acho que não preciso reproduzir o discurso que eu ouço, vejo, e leio todos os dias nos corredores daquela universidade. Caso alguém não conheça, não se preocupem, é o mesmo dos militantes da década de 70. Igualzinho, sem tirar nem por. As mesmas palavras: contra o autoritarismo, pela liberdade de expressão, a luta pelo proletariado e tudo e tal. Palavras e mais palavras e há quem diga que existe também algumas ações. Invasão da reitoria, teatrinho, encanações, discussões, mesa redonda e blá bláblá..
Enfim, desde já, me perdoem por existir e por ter esses pensamentos "burgueses", mas.. francamente, é muita gente que é feita de idiota nessa pseudo greve, e eu nem to afim de fazer parte.
São os bixos acreditando que apoiam um movimento estudantil de verdade, e que estão agindo em prol da universidade, são os militantes achando que vão mudar o mundo e que podem reviver o ME da década de 70, são os professores que fingem ser conscientes e não furam a greve, mas que não movem uma palha, e aproveitam o tempinho livre pra desenvolver suas pesquisas, são muitas pessoas acreditando que estão salvando a universidade, mas que não são capazes nem de amarrar os próprios tênis da nike.
Em 2004, eu "apoiei" duas greves. Uma na universidade, e uma no meu meio de trabalho. Vi as duas se espatifarem e chegarem a lugar nenhum. E agora, em 2007, a história se repete. Dessa vez, sem expectativas, sem sonhos, sem apoio. Somente inconformismo, com essas pessoas que vivem de ideologias passadas.
Não sou a favor dos decretos. De jeito nenhum. Acho lamentável que a universidade esteja sucateada, e que tendência seja cada vez mais piorar. Acontece que, se não fizermos nada, não vai resolver, e se fizer greve, tb não vai resolver. Simplesmente porque o único recurso que os trabalhadores tinham pra lutar pelos seus direitos foi banalizado. Banalizou-se a greve. Virou "coisa de baderneiro", "vagabundo", "gente que não tem o que fazer" e etc. E não é a toa que as coisas são assim, porque vemos muito oportunistas nessas histórias, e assim, a greve banalizou a tal ponto, que um hospital pode deixar de atender pessoas que estão morrendo que o governo não está nem aí.
Ora, não vai ser alguns estudantes invadindo a reitoria que vai "sensibilizar" o nosso grande merda governador José Serra. Afinal, não sejamos ingênuos: ele já esperava essa reação, e não estava, e nem vai estar, nem aí!!!
É hora de pensar outro recurso, outras maneiras de reivindicar. E não inisitir na velha tecla apagada que não chega a lugar nenhum!
E enquanto isso, vamos estudar minha gente. Esperar o tal do diploma que dizem por aí que faz alguma diferença, e fazer algo de concreto pela sociedade!!! Alfabetizar crianças, ensinar violão, assobiar e chupar cana, sei lá! whatever! levar o conhecimento da academia pra vida!! e não apenas ficar fazendo teses e descutindo a greve pelo orkut! pelo amor de deus! O mundo é mais que o centro acadêmico!!
Bom, hoje é segunda feira. Estou em casa. E amanhã também. E depois. E sei lá até quando.
E, sinceramente, não me agrada nem um pouco.
tenho dito!

sexta-feira, maio 25, 2007

O vento vai dizer lento que virá...


Posso ouvir o vento passar
Assistir a onda bater
Mas o estrago que faz
A vida é curta pra ver

Eu pensei que quando eu morrer
Vou acordar para o tempo
E para o tempo parar

Um século, um mês
Três vidas e mais
Um passo pra trás?
Por que será?
...
Vou pensar

Como pode alguém sonhar
O que é impossível saber
Não te dizer o que eu penso Já é pensar em dizer
Isso eu vi, o vento leva!

Não sei mas sinto que é como sonhar
Que o esforço pra lembrar
É vontade de esquecer
E isso por que?
(diz mais)

Uh..
Se a gente já não sabe mais
Rir um do outro meu bem
Então o que resta é chorar
E talvez
se tem que durar
Vem renascido o amor
bento de lágrimas.

Um século, três
Se as vidas atrás
São parte de nós
E como será?

O vento vai dizer lento que virá
E se chover demais
A gente vai saber,
Claro de um trovão,
Se alguém depois sorrir em paz
Só de encontrar...
(O Vento, Los Hermanos)

terça-feira, maio 22, 2007

questões universais..

Certo dia, a mensagem pessoal do msn de um amigo era:


"Como pode o ano passar tão depressa e os dias tão devagar?"


Quero fééééééééérias!

sábado, maio 19, 2007

eu só queria que vc soubesse....


Marisa Monte - A Sua
Eu so quero que você saiba
Que estou pensando em você
Agora e sempre mais
Eu só quero que você ouça
A canção que eu fiz pra dizer
Que eu te adoro cada vez mais
E que eu te quero sempre em paz
Tô com sintomas de saudade
Tô pensando em você
E como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Mas, te quero livre também

Como o tempo vai e o vento vem
Eu só quero que você caiba
No meu colo
Porque eu te adoro cada vez mais
Eu só quero que você siga
Para onde quiser
Que eu não vou ficar muito atrás
Tô com sintomas de saudade

Tô pensando em você

E como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Mas, te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem
Eu só quero que você saiba
Que estou pensando em você
Mas, te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem
E que eu te quero livre também
*Como o tempo vai e o vento vem*

segunda-feira, maio 14, 2007

"..We'll be playmates and lovers and share our secrets worlds.."


Uma vez, no fotolog da minha amiga Xulyandrews, ela foi "amaldiçoada" e o castigo era revelar seis segredos. Como começam essas manias de fotolog, eu realmente não sei. Mas eu achei bem interessante.. porque, acaba não sendo um castigo, e sim, um desabafo. Não são segredos de morte.. mas são aqueles segredinhos, que nem são tão segredos assim, já que vc quer que os outros tomem conhecimento sobre eles.
Bom.. o título desse blog é "I just want you to know who I am" não é mesmo? então, decidi revelar alguns "segredos".. Coisinhas, como diria a Dna Edith, que.. pra alguns pode ser novidades, pra outros, surpresa nenhuma... e por aí vai..

1) Eu sou uma pessoa extremamente prática. Em vários aspectos: não enrolo pra comprar nem roupas, nem sapatos, nem pra escolher um salgado na padaria. Gosto de coisas suscintas e diretas, detesto burocracia e papel desnecessário. E não gosto de complicação demais pra coisas simples. Mas quando o assunto é o coração...ah.. essa praticidade se espatifa igual a uma bolha de sabão.
Eu penso, repenso, finjo não pensar, crio teorias, questiono-as.. e não chego a lugar nenhum.
Não tenho problemas pra falar em público, apresentar trabalhos, seminários, dar aulas..nada!
Mas não me peça pra falar de mim, ou dos meus sentimentos, ou até mesmo, não me observe conversando com a pessoa por quem estou apaixonada.. gaguejo, fico vermelha, solto risos nervosos e trêmulos, totalmente desconfortável..
É.. já aprendi muito na minha vida, até como improvisar um trabalho acadêmico.. mas esse tal de coração aí ainda me dá um belo de um baile!

2) Não gosto de azeitona. Não gosto! Não adianta! Já tentei de todas as formas! no meio da empadinha, a roxa, a verde, a grande, a pequena.. não dá, não desce!

3) Esse é tenso: Eu gosto de música sertaneja.
É intrinseco, é mais forte que eu!
Quando eu vejo estou cantando aquela música de corno com o braço levantado pra cima, e, francamente, não tem música melhor pra curtir uma fossa.."e nessa loucura, de dizer que não te quero, vou negando as aparências, disfaraçando as evidências..mas praquê viver fingindo, se eu não posso enganar meu coraçããããão, eu sei que te amo!"

ps.: Uma ressalva: gosto daquele sertanejo antigo, não esse pop de hj em dia..(acho que não ameniza mto, mas.. rss)

4) Eu não tenho medo de envelhecer. Acho até bonito, sou a favor da filosofia de que "cada idade tem seu prazer e sua dor", por isso, detesto gente que atropela o tempo - tanto aqueles que agem como se tivessem mais idade do que têm, tanto aqueles que acham o máximo terem parado no tempo. Tudo bem que a idade está no que sentimos pro dentro e blá blá blá..mas, onde fica o bom senso???

5) Detesto sentir que estou dando murro em ponto de faca. Se vejo que a coisa não tá indo bem..já largo mão. Com uma exceção: tenho o "dom" de me meter em relacionamentos que não vão chegar a lugar nenhum e o pior, tenho o "dom" de não conseguir sair deles.

6) Eu sou muito cética. Acho que a vida é irônica demais, e que algumas coisas são apenas fruto do acaso - um charuto, as vezes, é só um charuto - mas eu leio horóscopo. Sempre que pego uma revista, ou um jornal, dou uma olhadinha de canto pra ver se ninguém me vê, e leio meu horóscopo. Logo depois eu esqueço o que ele disse, mas na próxima semana leio de novo.
Se acontece algo de muito ruim (as vezes, nem é tão ruim assim) enfim, só sei que não consigo mais usar a roupa que eu estava usando no momento. Acho que isso é uma superstição né? Céticos têm superstições??


Nossa.. poderia escrever muitos e muitos outros "segredos" desse tipo.. mas aí ficaria muito egocêntrico, não é mesmo?? rss ;)

Afinidade

"Afinidade
Afinidade é um dos poucos sentimentos que resistem ao tempo e ao depois. A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos. É o mais independente. Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto no exato ponto em que foi interrompido.
Afinidade é não haver tempo mediando a vida. É uma vitória do adivinhado sobre o real. Do subjetivo para o objetivo. Do permanente sobre o passageiro. Do básico sobre o superficial. Ter afinidade é muito raro, mas quando existe, não precisa de códigos verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas.
O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.
Afinidade é ficar longe, pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam. É ficar conversando sem trocar palavras. É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.
Afinidade é sentir com. Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo. Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado? Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios?
Sentir com, é não ter necessidade de explicar o que está sentindo. É olhar e perceber. É mais calar do que falar, ou, quando é falar, jamais explicar: apenas afirmar.
Afinidade é jamais sentir por. Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo. Mas quem sente com, avalia sem se contaminar. Compreende sem ocupar o lugar do outro. Aceita para poder questionar. Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.
Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças. É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas, quanto das impossibilidades vividas.
Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação, porque tempo e separação nunca existiram. Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida, para que a maturação comum pudesse se dar. E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais a expressão do outro sob a forma ampliada do eu individual aprimorado...
(Artur da Távola)"

domingo, maio 06, 2007

E no meio do caminho.. tinha uma pedra.


Gosto de finalizações. Mas calma lá, não todas. Apenas aquelas que nos dão a sensação de dever cumprido! Por exemplo.
Gosto da sensação de enviar aquele trabalho que tava enroscado há dias. Tá, ele pode não ter ficado lá muito bom, mas.. eu não tinha como fugir disso, então pra que enrolar, não é mesmo?
Gosto de entregar as provas corrigidas e com as notas registradas. Pronto. Passou mais uma fase..
só não me agrada aqueles relatórios que vem depois, ou as notas vermelhas que.. sinceramente, não sei o que fazer para que elas possam "mudar de cor".
Gosto da sensação de sexta feira a noite chegando.
Do dia 30, ou 31.. que anuncia um novo mês, e talvez, uma nova história, ou apenas mais um mês, mas ainda assim, gosto.
Retifico-me então, gosto de cumprir tarefas.
Coisas materiais podem acabar. Não vidas, sentimentos, histórias com "felizes para sempre". Afinal, "felizes para sempre" tem que ser para sempre,oras!
Não gosto de histórias de namoros que acabam.
De brigas definitivas.
De sonhos que não se realizam.
De pessoas que pareciam eternas, e de repente, morrem.
Já sei, com 20 anos eu deveria estar acostumada com algumas "coisas da vida". As vezes, eu me acostumo. Mas.. algumas eu ainda "Não aceito". Dói-me.
Dói-me ver um casal que tem tudo pra ser feliz, mas perde tempo com bobagens. É, bobagens, ciúmes, pirraças, infantilidades.
Dói-me ver uma amizade sincera, leal, de repente..pluft, sumir. De repente todos os momentos de cumplicidade, todas as alegrias, todas as histórias, tudo! simplesmente se perde, e novamente por bobagens. Talvez uma história mal contada, falta de conversa, conflito de egos, não sei. As pessoas não mudam. Elas são sempre do mesmo jeito. E, como pode, de uma hora pra outra vc mudar totalmente de opinião sobre ela?
Dói-me ver sonhos se espatifando diante da realidade... ok, dizem por aí que depende apenas de mim.. talvez eu não tenha feito o suficiente. O fato é que as vezes ele se espatifa. Ou então, se distancia.. assim como os planos, aqueles que a gente faz acordada mesmo, aquelas histórias que a gente cria na nossa cabeça minutos antes de pregar os olhos e elas simplesmente não se realizam. Nunca. Aquelas histórias que criamos, e apenas criamos, em nossas cabeças, e só lá que elas ficam.
Dói-me. Com o tempo passa, acostuma. Sim, eu me acostumo. Mas isso não impede que eu me questione - Por quê?
Não estou triste, não estou revoltada, nem depressiva, porque já aprendi a me acostumar com algumas coisas, mas aqui.. nesse blog, as palavras são meu jeito mais secreto de calar. E então, eu as solto..
Acho que eu deveria mudar a primeira frase desse texto. Detesto finalizações.

segunda-feira, abril 30, 2007

Relicário - Nando Reis


E Uma India Com Colar
A Tarde Linda Que Nao Quer Se Por
Dancam As Ilhas Sobre O Mar
Sua Cartilha Tem O A De Que Cor?
O Que Esta Acontecendo?
O Mundo Esta Ao Contrario E Ninguem Reparou
O Que Esta Acontecendo?
Eu Estava Em Paz Quando Voce Chegou
E Sao Dois Cilios Em Pleno Ar
Atras Do Filho Vem O Pai E O Avô
Como Um Gatilho Sem Disparar
Voce Invade Mais Um Lugar
Onde Eu Nao Vou
Que Voce Esta Fazendo ?
Milhoes De Vasos Sem Nenhuma Flor
O Que Voce Esta Fazendo ?
Um Relicário Imenso Deste Amor
Corre A Lua Porque Longe Vai ?
Sobe O Dia Tao Vertical
O Horizonte Anuncia Com O Seu Vitral
Que eu Trocaria A Eternidade Por Esta Noite
Porque Esta Amanhecendo ?
Peço O Contrario Ver O Sol Se Por
Porque Esta Amanhecendo ?
Se Nao Vou Beijar Seus Labios
Quando Voce Se For
Quem Nesse Mundo Faz O Que Ha Durar
Pura Semente Dura O Futuro Amor
Eu Sou A Chuva Pra Voce Secar
Pelo Zunido Da Suas Asas Voce Me Falou
O Que você Esta Dizendo ?
Milhoes De Frases Sem Nenhuma Cor
O Que Voce Esta Dizendo ?
Um Relicário Imenso Deste Amor
or

sábado, abril 28, 2007

'Cause every little thing is gonna be alright."


Ah.. essa vida caralha..
tenho saudade do tempo em que eu conseguia fazer minhas homenagens neste blog!
Quando chegavam aniversários ou alguma data especial, eu me punha a teclar sobre elas.
E por fim, acabou que passaram dois dias muito importantes e eu nem consegui falar sobre eles aqui.
Uma dessas datas, foi o aniversário da Stelinha. Por sorte, em outros momentos, já escrevi o tanto que essa Divinha é especial pra mim! Portanto, basta reafirmar, que desejo tudo de melhor pra ela nesse novo ano de vida! E também, depois da super festa da moranguinho, acho que não precisa de mais palavras! A Abordagem já foi comunicativa o suficiente! hehehe

Mas tem uma outra pessoa, que apareceu na minha vida meio que por acaso... mas que não foi por acaso que ela ficou. Era véspera de Ano Novo, e de repente, eu estava num chat no msn com dois caras um tanto quanto "muito crazy" . Parecia apenas uma conversa engraçada.. pessoas jovens, combinando de sair.. aquelas coisas que sempre acontecem no verão.
Mas, a empatia com aquela turma foi além daquela mesa de bar. E, em especial, a empatia por essa pessoa de quem vou falar: João Paulo Leite Tozzi.. ou, simplesmente, Jão. Assim, simples. Assim, sem muitas explicações. Uma pessoa que leva a vida com simplicidade, que vê beleza em coisas pequenas, que vê alegria na tranquilidade, que acredita que a felicidade está dentro de nós, que a solução para a maioria dos problemas está em perdoar, que a vida pode ser linda até na dor e que estamos em constante aprendizagem. (até mesmo quando achamos que já sabemos o bastante)
Uma pessoa que é tudo isso: tanto sentimento, tanto pensamento, tanta teoria.. mas que tb consegue rir de coisas tolas, de piadas sem graça, de filmes ruins, de desenho animado, de histórias que são relembradas muitas e muitas vezes.

Alguém que me traz paz. Que me faz ver que sou mais humana do que penso - erro tanto quanto, mas tb sou capaz de acertar. Que meus questionamentos, "achismos" e hipoteses não estão sozinhos.

Jão é ciência, Jão é sentimento, Jão é emoção, é fé. Muita fé. Jão é pensamento, é churras, é reggea, é village people.. rss Jão é barrota man man man, Jão é'Cause every little thing is gonna be alright."

Por isso, peço que nesse novo ano de aprendizagem, Deus o abençoe muito, e que ele consiga relizar todos os sonhos, que ele tenha saúde pra correr atrás de todos eles, que as pessoas que estejam a sua volta reconheçam seu valor. Que seus antigos amigos nunca o esqueçam, e que os novos saibam que essa amizade é uma benção.

E espero que nossa amizade dure ainda por muitos e muitos outros verões :)

sábado, abril 21, 2007

"Big Girls Don't Cry"

"Usou com força uma caneta azul  
e as frases de caneta, `cê não pode apagar
As lágrimas que caem deixam mais azuis as letras
e os olhos não conseguem enxergar"




Faz tempo que eu não escrevo usando minhas próprias palavras.
Também não tive muita disposição para ficar na internet.
É claro que o fato de eu ter ficado duas semanas com o computador sem internet porque misteriosamente a placa de modem foi pras cucuias pode ter colaborado, mas.. há anos isso não acontecia: simplesmente, não tive vontade de escrever. (aliás, não lembro disso já ter acontecido, mas enfim..não vem ao caso)
E, bem, hoje, tive vontade de contar algumas coisas.. é, escrever como quem escreve uma carta, contando os últimos acontecimentos a uma amiga querida. Aquelas cartas com frases azuis, frases coordenadas e muitas interjeições. Escrever como escrevo em cartas.. cartas que contam vidas, que fazem histórias, que são cumplices e confidentes. Cartas que não vêem seu interlocutor, cartas que levam mais que frases mais azuis, cartas que levam sonhos, sentimentos, sorrisos, abraços..
Enfim, estou aqui para contar. Apenas contar. Mesmo que não interesse a ninguém.
No feriado da Pascoa, não ganhei um Ovo de chocolate. Tá, eu queria, não vou ser hipócrita em dizer que não.. mas, por fim, ganhei tantas outras coisas legais, que nem me lembrei muito do chocolate. Ganhei a visita de uma amiga de infância! Quando que naquele dia.. por volta de 1993,( era a primeira série), quando aquela menina de óculos começou a puxar conversa comigo, eu iria imaginar que essa amizade duraria tantos anos. Aprendemos a ler juntas, aprendemos a fazer contas de dividir, (tá, até hj eu não sei fazer muito bem) Fizemos primeira comunhão, formaturas, aniversários, vestibular! quantas coisas juntas.. ainda que distantes. O tempo e o espaço não foram páreo para a nossa amizade: HA! E mesmo depois de 7 anos sem nos ver.. tudo parecia exatamente igual àquela primeira série. Louco não?? é.. eu acho.
Voltei a estudar francês. E só mesmo as aulas de francês pra me tirar de casa e me fazer enfrentar o Rápido Serrano em meio a tanta fadiga.. um dia, na aula, tinha que escrever sobre uma pessoa especial. E, eu escrevi. E li, em voz alta. E a pessoa estava lá.. me ouvindo. Acho que só consegui fazer porque era em francês. Tenho uma dificuldade imensa de falar, em voz alta, olhando no olho, de coisas que são íntimas, que palavras não conseguem explicar. Mas, falei. E foi bom..muito bom, sentir que os momentos, as histórias não são em vão. São mais fortes.
Estou fazendo aula de clown. Eu me identifico tanto com o nariz de palhaço, que resolvi adotá-lo de vez (ironia.. muita ironia..) Acho que todos na Unicamp deveriam usar um nariz de palhaço. Principalmente quando vc tem às sextas feiras uma aula avaliada pela presença.
Nesses últimos tempos, tive picos de humor com relação ao meu trabalho. Tive, ao mesmo tempo, uma motivação imensa diante de olhares atentos, perguntas curiosas, a sorrisos pequenos que fizeram eu ter vontade de acordar as 6h da manhã. E tive também vontades imensas de falar muitos palavrões, daqueles bem feios. Mas não foi pros adolescentes mal educadinhos não.. foi pra porra da burocracia, pra porra da Prefeitura, pra porra do sistema que nem aí pro seu trabalho.
Bati o carro. Reformulando: Bati, bestamente, o carro.
Escrevi um trabalho. Sabe aqueles trabalhos que vc bate o olho e pensa, mandei bem. E esqueci de salvar. Novamente, Esqueci, BESTAMENTE, de salvar.
Estou ensinando português pra estrangeiros, e ontem, falamos sobre a palavra Saudades..
Como definir Saudade???
Bebi umas cervejinhas a mais no Bar do Coxinha e mandei uma mensagem de celular.
putz.. eu já tinha aprendido a não fazer isso. E nem bebi tantas cervejas.
É, acho que acabei de definir o que é saudade.
Não veio resposta. Não precisava de resposta. Era só um aviso: Saudades...
Perdi meu celular pouco tempo depois. Será que fica idiota repetir mais uma vez?Bom, repitirei: Perdi, BESTAMENTE, o meu celular.
Seria um sinal?
Acho que no banco do ônibus. Só pode ter sido no banco do ônibus. E o seu Salvador está de férias.
Vamos combinar: a vida é mesmo muito irônica.
Isn't it ironic? Oh.. I really think...
Por fim, nem tenho lá muitas coisas boas pra contar. Tive vontade de gritar, brigar, xingar, fazer manha, pedir colo.. mas, convenhamos Big Girls Don't Cry....
Qualquer pessoa estaria desanimada, desmotivada, sem vontade de cantar uma bela canção. Mas.. por Deus, as cançãos são tão belas! E o que pode ser ruim diante da alegria da sua amiga depois de uma festa temática da moranguinho???

É.. eu quero cantar belas canções!

"Corre a Lua porque longe vai ?
Sobe o dia tao vertical
O Horizonte anuncia com o seu vitral
Que eu trocaria a Eternidade
Por Esta Noite
Porque Esta Amanhecendo ?
Peço o contrario ver o Sol se pôr
Porque Esta Amanhecendo ?
Se Nao vou beijar seus lábios
Quando Voce Se For..."

quinta-feira, abril 19, 2007

"Eu finjo ter paciência.."


Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma

Até quando o corpo pede um pouco mais de
alma

A vida não pára

Enquanto o tempo acelera e pede pressa

Eu me recuso faço hora vou na valsa

A vida é tão rara

Enquanto todo mundo espera a cura do mal

E a loucura finge que isso tudo é normal

Eu finjo ter paciência

O mundo vai girando cada vez mais veloz

A gente espera do mundo e o mundo espera de nós

Um pouco mais de paciência

Será que é o tempo que lhe falta pra perceber?

Será que temos esse tempo pra perder?

E quem quer saber ?

A vida é tão rara...Tão rara...

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma

Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma

Eu sei, a vida não pára..a vida não para, não..


Será que é tempo que me falta pra perceber?

Será que temos esse tempo pra perder ?

E quem quer saber?

A vida é tão rara...tão rara..

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma

Até quando o corpo pede um pouco mais de alma

Eu sei,a vida não pára..a vida não para, não...a vida
não pára


(Paciência, Lenini)

Eita semaninha do cão, viu..

segunda-feira, abril 16, 2007

O silêncio é a gente mesmo demais. (Guimarães Rosa)


"E quem disse que a inteligência se dá pela capacidade da fala e não do silêncio?"


(Foot Hardman, Professor de Teoria e História Literária, questionando sobre a diferença entre "homens" e "animais")

segunda-feira, abril 09, 2007

"..Ooooo..Sweetest thing..."

Tanto tempo sem escrever..
Tanta coisa acontecendo..
Tanta coisa pra pensar...

e.. um dia me perguntam, assim.. com ar de brincadeira.. já a certa altura da noite: "quem é você?"
Eu não disse nada.


Nada.


"Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo."


(Tabacaria, Fernando Pessoa)

segunda-feira, março 26, 2007

..quem quase vive, já morreu..


"Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos,
nas chances que se perdem por medo,
nas idéias que nunca sairão do papel
por essa maldita mania de viver no outono.
(...)

Se a virtude estivesse mesmo no meio termo
os dias seriam nublados,
o mar não teria ondas,
e o arco íris em tons de cinza.."


E no primeiro dia do outono, um sol brilhante estampava o céu que outrora carregava nuvens cinzas de outono...
Insisto: a vida é mesmo muito irônica!
Não gosto de cinza. Não gosto de dias nublados. Não gosto de chuva.
Eu sei, é necessário. Mas não gosto...
Gosto de abrir a janela, ver aquele sol e ter disposição pra deixar o que me incomoda no travesseiro. Gosto de ver as pessoas nas ruas. Gosto de sair de casa, e sentir aquele ventinho fresco que refresca os fins de tarde.
E quando eu já estava "triste" por ter que viver no outono, surpreendentemente um belo sol desponta pela manhã...
E então, eu só pude confirmar que.. é mais fácil deixar as coisas acontecerem,
é melhor levar uma vida leve..
e não é tão difícil assim..
basta largar mão dessa "maldita mania de viver no outono"
E vc percebe que não precisa de muito.. só um dia de sol em meio ao outono,
um sorriso bonito num dia de tpm,
um recado de um amigo de infância,
achar um real no bolso da calça,
de repente, lembrar das coisas e ver que fez tudo realmente como deveria ter sido feito..
ou ainda, não mais que de repente, ver que boa parte das suas encanações não passam de vozes na sua cabeça, e que por tanto tempo vc tentou respoder perguntas pras quais vc já não quer mais saber a resposta..
ou simplesmente comer uma caixa de bis branco com coca cola.. :)

Foto: minha irmãzinha Vitória com 5 meses! Linda né?