quarta-feira, setembro 23, 2009

Conselhos da Noite, por Santo Evandro


1-Nao importa se a carona é d Fusca ou d Ferrari...o importante é se o freio d mão do motorista trabalha bem...
2- Se for trair,traia com algo melhor,que vc tem em casa...trair por coisa banal,é coisa d gente amadora...
3-Nem todos os homens mentem...alguns só esquecem de comentar alguns fatos..
4- As prostitutas nao beijam na boca,porque tem medo de beijar as esposas sofridas por tabela,
5 -e: Fome e sexo oral não combinam...alguém vai sair machucado...
6- bebida e ereçao nao combinam...uma pena,pq bebidas e pernas abertas combinam perfeitamente...
7- Homens querem sexo...mulheres querem amor...daí vem os falsos orgasmos e os falsos" éu te amo"
8-Ir para balada com hora pra chegar em casa,melhor ficar em casa com chocolate,coca cola e pornotube.
9-Gays fazem mais sexo,se vestem melhor e malham mais,pq nao tem filhos pra criar.
10- Mulher que fica com mania d dizer que só tem homem gay,e q nao tem + homem,sinceramente esta muito mal comida.
11- O melhor sexo oral é sempre o do homem...ele aumenta as lorotas sexuais,mais do q aumenta o proprio penis.
12 - O Importante é gozar no final...mas no meio da coisa é tao gostoso tbm... bjs e grifes.

domingo, setembro 20, 2009

Eu prefiro..

Prefiro cabelos compridos a curtos
Salgado a doce
café ao chá
coca cola a guaraná
Shoyo a molho inglês
Molho vermelho ao molho branco
praia à montanha
verão ao inverno
Calor ao frio
Paris a NY
Morenos a Loiros
Cerveja a vinho
Vodka a Whisky
o dia à noite
orkut ao facebook
Drama à comédia
Jacob a Edward
Queen a Beattles
Literatura à Gramática
Prosa à poesia
o Silêncio a futilidades
um livro a um rádio
uma carta a um telefonema
Prefiro a verdade a mentiras sinceras
Prefiro mãos dadas,
abraços,
sorriso espontâneo
a declarações exageradas
e efêmeras,
inconsistentes.


domingo, setembro 13, 2009

Passou.

Parecia que esse dia nunca ia chegar. Cada vez que voltava pra casa com aquele aperto no peito e aquela sensação de rejeição ainda latente, perguntava-se: quanto tempo falta pra acabar?
Foi pelo caminho mais difícil. Esperou que o tempo se encarregasse de levar o sentimento, já que ele já havia ido embora. E esperou pacientemente... até o dia que parecia que nunca ia chegar.
Foram vários "alarmes falsos", mal contentava-se em achar que tinha passado e de repente, estava lá.. de novo, as lembranças, os sentimentos, a ausência que ainda pertubava. Já praticamente se conformara de que não acabaria mais.
E assim, de repente, não mais que de repente, teve a certeza. Passou.
Assustou-se por não ter se dado conta antes: sim, passou.
Não há mais a rejeição.
Não há mais o vazio.
Não há mais a esperança.
Não há nem mesmo a saudade.
Tudo parece um passado distante e findo.
Acabou!!
Esboçou um meio sorriso ao chegar a essa conclusão. Finalmente, o dia chegou. E o sentimento de satisfação tomou conta do seu ser...

segunda-feira, agosto 24, 2009

Obrigada pelas palavras, Fernanda Young

A todos que não foram e não ligaram

Bom, você não foi. E não ligou. A mim, só restou lamentar a sua falta de educação. Imaginando motivos possíveis. Será que você não foi porque realmente não pôde ou simplesmente não quis? Será que não ligou para não me magoar ou justamente o inverso disso? Estou confusa, claro. Achava que você iria. Tanto que eu aguardei sua chegada por mais minutos do que deveria, inventando desculpas esfarrapadas para mim mesma. O trânsito, o horário, a meteorologia. Qualquer pneu furado serviria. E até o último instante, juro, achei que você chegaria a qualquer momento.
Pedindo perdão pelo terrível atraso. Perdão que você teria, junto com uma cara de quem está acostumada, e assim encerraríamos o assunto. Mas você não foi. Esperei outro tanto pelo seu telefonema, com todas as esclarecedoras explicações. Para cada razão que houvesse, pensei numa excelente resposta. Para cada silêncio, num suspiro. Para cada sensatez de sua parte, numa loucura específica da minha.
Se você tivesse ligado do celular, eu seria fria. Se tivesse ligado do trabalho, seria levemente avoada. Se a ligação caísse, eu manteria a calma.
Foram muitos dias nessa tortura, então entenda que percorri todas as rotas de fuga. Cheguei a procurar notícias suas pelos jornais, pois só um obituário justificaria tamanha demora em uma ligação.
Enfim, por muito mais tempo do que desejaria, mantive na ponta da língua tudo o que eu devia te dizer, e tudo o que você merecia ouvir, e tudo. Mas você não ligou. Mando esta carta, portanto, sem esperar resposta. Nem sequer espero mais por nada, em coisa alguma, nesta vida, para ser sincera. No que se refere a você, especialmente, porque o vazio do seu sumiço já me preenche; tenho nele um conforto que motivos não me trarão. Não me responda, então, mesmo que deseje. Não quero um retorno; quis, um dia, uma ida. Que não aconteceu, assim deixemos para lá.
Estaria, entretanto, mentindo se não dissesse que, aqui dentro, ainda me corrói uma pequena curiosidade. Pois não é todo dia que uma pessoa não vai e não liga, é? As pessoas guardam esses grandes vacilos para momentos especiais, não guardam? Então, eis a minha única curiosidade: você às vezes pensa nisso, como eu penso? Com um suave aperto no coração? Ou será que você foi apenas um idiota que esqueceu de ir?

(Fernanda Young, revista Claúdia)

domingo, agosto 16, 2009

Não tenho mais idade pra isso.

Ela riu quando eu disse essa frase pela vigésima vez. Afinal, como alguém com 23 anos podia se considerar velha para fazer seja lá o que fosse. Mas era assim que eu me sentia, como se já não tivesse idade para fazer tantas coisas..
Já cansada de se esforçar pra ser feliz em mais uma balada, e depois do curto efeito da vodka ter abandonado, sentei-me no sofá e fiquei olhando aquelas pessoas. Homens e Mulheres com os seus trinta, quarenta anos, não sei.. não sei se eles já faziam isso quando tinham 20 anos, mas o fato é que estavam lá, na pista de dança, dançando, procurando compania para uma noite, agindo como adolescentes sem o serem. Um frio gelado correu pela espinha, espantei os pensamentos que me amedrontavam olhando no relógio para saber se já poderia ir embora.
E voltei para casa pensando... pensando naquilo que me tormentara já faz um tempo. A verdade não é que não teria mais idade para isso ou para aquilo. O que falta, realmente, é vontade.
A maturidade foi se instalando aos poucos, de forma que nem percebera. Já não sou mais uma universitária. Não tenho que quebrar barreiras para curtir uma festa, beber bebida barata, chegar com cara de ressaca no estágio. "Já vivi essa fase". E muito bem! Esboçei um sorriso ao lembrar-me das muitas vezes que dormi pouco pra poder ir a uma festa de quinta feira, e o quanto tudo aquilo era divertido! Dois mil e oito foi o ano da despedida. Despedida da vida universitária, procurei fingir que não, que aquela loucura toda de festas, baladas e inconsequências iria continuar, mas no fundo, eu sabia que estava acabando e aproveitei ao máximo.
Emprego, resposabilidades, cobranças, planos.. são essas as coisas que me fazem sentir mais velha e me considerar sem idade para isso ou aquilo. Não consigo mais me divertir na balada. Alguns lamentariam e se compadeceriam da minha situação, mas eu não. Já me diverti muito, só quero novidade. Quero algo diferente daquilo que já conheço também.
Istalou-se um vazio nesse período de transição.
Desconfio do que seja capaz de preenche-lo, mas o que posso fazer? ainda não sei..
Perto de mais um aniversário.. sinto-me ansiosa por saber quais mudanças podem vir. Ou melhor, faço do aniversário um pretexto para renovar as esperanças em uma mudança. Alguma novidade capaz de trazer um novo ânimo..para substituir aquele que perdi e que eu não volte a ser aquela de quem sinto falta.. mas uma nova pessoa, plena e satisfeita.

segunda-feira, agosto 03, 2009

"Eu lembro da moça bonita da praia de boa viagem...


Quando se tem 23 anos, já está formada, solteira, tem um emprego fixo e mora na casa dos pais não resta outro objetivo na vida senão viajar. (chato, né?) Minha mãe insiste para que eu tenha um patrimônio (?). Na verdade, ela quer é que eu compre meu próprio carro para parar de usar o dela, mas ela não entende que, na verdade, eu estou contribuindo para o meio ambiente evitando o consumo exagerado, afinal, uma casa de três pessoas não precisa de dois carros né? =)
Tá, o carro faz parte dos meus planos, mas é difícil pensar em ter um carro diante desse mundão de meu deus que está aí, à disposição, pra gente conhecer.
Quando eu poderei fazer isso senão agora? Sou jovem, tenho meu salário que não é muito mas que pra mim, é suficiente. Vou deixar para fazer isso quando for casada, quiser ter filhos e comprar uma casa própria? Não, né? Por isso, adio os planos do carro e penso sempre em um frase que li não sei onde: tem muito mundo nesse mundo e eu não quero ficar aqui.
Depois de ter dois celulares roubados em menos de seis meses, penso que o vale dessa vida são mesmo as experiências. Me roubaram o celular, mas ninguém será capaz de roubar o que vi, vivi e senti na última semana..

Estive em uma Terra em que em pleno junho já faz um sol de rachar às 9h da manhã. Uma terra em que as pessoas usam a pretônica acentuada. Ok, explico para os não linguístas: estive em Récife!!!!
Embora seja filha de Pernambucana, foi a primeira vez que pisei neste estado e nem mesmo fui a terra da minha mãe, uma cidade chamada Petrolina.. mas com certeza, hei de voltar. Gosto de me apaixonar por cada lugarzinho que passo.. e gosto mais ainda quando volto com aquela vontade de querer voltar.
Os planos não eram ir pra lá. Eu ia pra Buenos Aires. É difícil competir com a rede globo, não houve cristo que fizesse convencer as pessoas de que tanto faz estarmos aqui como na Argentina, as chances de pegar a tal gripe era a mesma.. assim, pra evitar maiores conflitos mudamos de plano de última hora. E a escolha não poderia ter sido melhor, afinal, eu sou uma amante do verão e foi muito bom encontrá-lo durante o inverno!

Quero falar-lhes então do Recife que não está no Guia 4 rodas, mas do recife que eu vi e me apaixonei!

Uma praia onde as pessoas não tomam sorvete, tomam caldinho. Confesso, não tive coragem, era muito calor para encarar um caldo de feijão. Mas comi carne de bode! Pra quem tá fazendo cara de nojo saibam que ao molho madeira e com fritas é uma carne deliciosa! Aliás, comemos muito bem sempre! Desde os frutos do mar até a carne de sol, com macaxeira ou queijo coalho, enfim.. ô terra de comida boa!
Conheci um velhinho na praia de boa viagem que vende arte feita em côco e que apesar de ter que trabalhar debaixo do sol com seus 60 e tantos anos ainda assim é capaz de fazer piada com a vida. Como ele mesmo disse, o tempo está louco, não se tem mais estações e ele nos contou que na seca de 84, urubu voava com uma asa só pq a outra era para se abanar!
Não podíamos deixar de ir a um forró né? Mas se enganam aqueles que pensam que o forró de Recife é igual ao daqui. Nada de rodopios, piruetas e manobras arriscadas. O negócio é o rala-coxa. Juntinho! haha "mijador com mijador" Ao meu ver, bem melhor! Inclusive pra quem não sabe dançar muito bem! é só se deixar levar..
Pra quem tem aquela visão preconceituosa do nordeste, saibam que as baladas não são só de forró. Aliás, a melhor baladinha que fui lá, era um pub! Chama-se UK! Um lugar muito estiloso! Com um fumódromo de paredes roxas e um banheiro com puffs e ar condicionado. Fumódromo! Todo lugar em Recife tem um fumódromo!! E como eu era acompanhante de uma fumante, por incrivel que pareça, foram lá que rolaram as principais amizades.
Uma praia cercada de arrecifes, que não só nos protegem dos tubarões, mas também nos proporciona uma paisagem singular.. parecem lugares diferentes, na maré cheia e na maré seca. Duas praias em uma só.
É um lugar também onde os garçons sempre te tratam bem, até mesmo a loucura de um fast-food como o habbibs tem mais calor humano. Lembro-me do nome do garçon, Inácio! E a simpatia foi tanta que ele nos convenceu a comprar um sorvete que nem mesmo tomamos.
E como esquecer o simpatissíssimo segurança da balada, Cristiano, que ganhou até um abraço na despedida! Alguém se imagina abraçando um segurança na balada em São Paulo ou Campinas? Não né? Pois é.. não sei porque, mas eu confiava nas pessoas de lá. As caronas, as dicas.. não conseguiamos ver maldade. Sorte? Talvez.. mas prefiro acreditar que as pessoas sejam boas mesmo! Afinal, depois de cada enrascada que nos enfiamos, tenho bons motivos pra achar que as pessoas são realmente boas!
O mocinho do hotel que descolou um quarto clandestino no último dia já depois do check out, o guia que arrumou a carona pra gente quando nos perdemos no grupo lá em Olinda, o recepcionista do hotel que sempre explicava quais os ônibus que tínhamos que pegar, o tiozinho da lojinha que me tratou tão bem quando soube que eu era filha de pernambucana, o nosso amigo Márcio que levou pra conhecer Porto de Galinhas e aquele lugar maravilhoso chamado Pontal de Maracaípe. O Guia Melque que nos levou pra conhecer Jhonny People! O casal com a história de amor mais engraçada que eu já vi - a Pernambucana que não sabe inglês e o Americano que não sabe português, Coca e Carl. Pessoas que conversei por.. meia hora, somente, ou pouco mais, e talvez não verei mais.. mas que me mostraram um mundo que as revistas de viagem não são capazes de mostrar.

Pois se vc for a Recife, aprecie suas cores, conheça suas novas palavras, ande pela maior avenida em linha, visite o segundo maior shopping da américa latina e se encante com essa cidade mais linda do mundo!

quarta-feira, julho 08, 2009

Estava com o livro aberto sobre o colo. Há dias não conseguia parar de lê-lo. Já conhecia a história, o cinema já havia lhe mostrado. Não se importava em já saber o final. Aliás, não entendia essa mania das pessoas em "ah-não-pode-contar-o-final".. As vezes, o livro é tão envolvente em outros aspectos, que o final pouco importa. Ou até mesmo a história já revelada no filme. Não elimina a surpresa de quando vc se encontra com o narrador, aquele que é capaz de te fazer pensar no que nunca tinha pensado, ou então, ler o que nunca conseguiu escrever. O narrador é o único capaz de despir o homem das máscaras, sem culpa, sem julgamentos.
E foi assim, viajando pela história já conhecida que leu "provavelmente, só num mundo de cegos é que as coisas são como verdadeiramente são."

Pensou em quantas vezes olha no espelho durante o dia. Ou então, por que todas as pessoas precisam de um espelho em suas casas. O que tanto é preciso conferir? Lembrou ainda da maquiagem do dia a dia, que esconde as marcas reais do rosto, que cria uma aparência que não é a sua. Para quê? Os esmaltes que cobrem as unhas, as tintas que falseam a cor dos cabelos. As roupas que valorizam isso, escondem aquilo, alongam, encolhem, disfarçam. Qual o propósito de todo esse disfarce do qual ninguém escapa. Repito, NINGUÉM. Se não é na aparência, é no modo de dizer, no estilo, na expressão. Quais são os esforços pra sustentar uma imagem para os outros. Para os olhos alheios, olhos julgadores, implacáveis. Como não podem enxergar a si, julgam o outro. E assim, nos esforçamos pra agradar ao julgamento.

E se não pudessemos ver? Só assim para conhecermos as verdades?
A verdade é que ninguém é capaz de enganar-se completamente.
Ela sabia que podia cobrir com a maquiagem aquela olheira, mas jamais apagaria a noite do sono perdida. Poderia se esforçar para sempre encontrar o seu melhor ângulo nas fotos, e poderia até mesmo se iludir achando que aquela era sua verdadeira aparência. Mas jamais esquecerias suas próprias imperfeições. Tentamos ser cegos o tempo todo. Cegos para consigo. E quem sabe fingindo que não vemos nossas falhas, os outros possam esquecê-las também.

"Se tu pudesses ver o que eu sou obrigada a ver, quererias estar cego"
Pois a única que poderia ver, se depara com a verdade humana e deseja estar cega.
E não é assim que somos? Cegamo-nos nas encenações do dia a dia. E a qualquer princípio de verdade..
Fechou o livro. Porque não queria continuar a ver.

sexta-feira, julho 03, 2009

1 minuto.

É muito ou pouco?

Na aula de jump é muito.
"A música tem só dois minutos". Impossível, ela leva uma eternidade!! Quando vc acha que já faz tres horas que está pulando a professora diz: "Só falta um minuto!!" - Ou seja, mais outra eternidade!!
No semáforo também.. o vermelho dura um minuto, enquanto o verde, apenas 3o segundos. E quando não tem nenhum movimento na rua, parece que ele demora mais ainda! É como se a vida estivesse passando e vc lá, assistindo, parada no semáforo.

Nos comerciais também é muito.. aquele monte de baboseiras que querem te convecer a comprar o produto levam mais tempo do que todo o capítulo da novela, do filme, do jornal, enfim, seja lá o que vc está assistindo. E é impressionante como é caro um minuto na televisão, não? Assim sendo, ele só pode durar muito..

Mas as vezes, um minuto é quase nada. Passa imperceptível.
Quando vc está atrasada e gostaria que um minuto durasse o tanto que dura no comercial da Tv, é obvio que ele não dura.
Quando vc toca o despertador e vc quer dormir só mais um pouquinho, só mais um minuto! Ele não vale de nada. É o abrir e fechar de olhos.
Igual a um minuto de ligação no celular, é o tempo suficiente pra dizer "oimãetochegandobeijomeliga"
É o tempo de deixar queimar algo no fogão,
de perder um ônibus,
de passar a velocidade permitida no radar.
Em um minuto pode acontecer coisas definitivas ou nada.
Vc pode levar um multa ou não conseguir resolver o problema do speedy.
Pode fazer um amigo ou magoar alguém.
Pode fazer emocionar a muitos com um discurso ou criar inimigos com duras palavras.
Pode fechar um super negócio ou arruinar toda a sua fortuna.
Pode ter uma ideia brilhante ou perder o trabalho de onze páginas.
Pode viajar no tempo e lembrar de várias coisas passadas, pode ler uma notícia ou a previsão do horóscopo.
Em apenas um minuto. Um, aparentemente, insignificante um minuto.

Somos cercados de detalhes que desprezamos e assim, esquecemos a importância que eles podem ter para nós. Um olhar de um minuto, uma palavra de um minuto, um beijo de um minuto.. podem durar a eternidade ou esvair no espaço como uma bolha de sabão.

Pra mim. Um minuto vale muito. Mesmo que não valha.


sábado, junho 20, 2009

10 motivos pra odiar o frio.

1) O frio dói. Doem os dedos, as articulações, o rosto com o vento gelado.
2) Engorda. Não tem outra coisa para se fazer se não comer. A única coisa que tenho vontade de fazer no frio, é comer! E não é comer frutinhas, saladinhas, tomar suco.. não!! só mesmo coisas calóricas pra aquecer o coração: chocolate, capuccinos, bolos, fondue, enfim.. tudo que seja extremamente calórico!
3) O banho. Primeiro trauma: tirar a roupa. Segundo: esperar o chuveiro ficar bem quente. Terceiro e pior: Sair do chuveiro. E para nós, mulheres, com cabelos compridos. A coisa é ainda pior, pq a não ser que vc queira morrer de sinusite, não dá pra ficar com o cabelo molhado. Assim, não existe o "vou tomar um banho rápido e vou sair".. o banho é um planejamento! Tem que ter tempo hábil para todo o ritual e ainda tempo suficiente para secar bem o cabelo com secador.
4)O Vazio. Nunca tem ninguém em lugar nenhum. As pessoas não saem de casa! Preferem ficar em casa, vendo filmes, comendo (engordando). E para aqueles que querem sair: coragem!!!
5) A roupa. Há os que dizem, "as pessoas ficam mais chiques no inverno". Até concordo.. botas de cano alto são chiquérrimas, casacos sobretudo e cachecóis também. Mas acho um SACO ter que colocar mil roupas pra ser feliz. São duas meias, meia calça, calça do pijama, calça jeans, blusinha, cacharrel, casaco, cachecol. Fico parecendo um boneco, todos os movimentos ficam limitados. Fora que.. na rua, frio, dentro dos lugares, calor. Então, tira blusa, coloca blusa, e assim vai...
6) Ser solteira. Não tenho alguém pra ficar abraçadinho. Logo... não vejo vantagem nenhuma nesse clima que favorece o romantismo.
7) O acordar. Sair debaixo das cobertas é quase como sair do útero. É parecido ao trauma do banho, e quando vc acorda às 6h, quando ainda não tem sol e até mesmo a neblina persiste.. a vontade é de desistir da vida.
8) Os resfriados e similares. Para quem é alérgico, sabe do que estou falando. O tempo seco e os lugares fechados são um veneno. São longos meses com o aspecto de quem sempre está resfriado e o grande companheiro de bolsa é o lenço de papel. Impossível viver sem ele! Espirros, espirros, tosses, dores de cabeça, dores de garganta.. uam delícia!
9) O bode. Os únicos passeios legais para se fazer nessa época são passeios de casais. Não preciso nem explicar o resto né? (vide ítem 6)
10) A preguiça. Não dá vontade de trabalhar, não dá vontade de ir a academia, não dá vontade de sair, não dá vontade fazer absolutamente NADA. Só de ficar embaixo da coberta, dormindo ou então de comer. Tédio absoluto.

Eu acredito que essa preferência "frio ou calor", tem muito a ver com o astral da pessoa. Pelo menos pra mim é. Preciso do Sol. Adoro o calor, ver as pessoas pela ruim, ir a praia, tomar cerveja gelada, sair com o cabelo molhado, sair pela noite sem blusa...

E ainda nem começou o inverno!
que passe bem, mas beeeeeeeeeeem rápido!

segunda-feira, junho 15, 2009

Breve, mas pleno.


ele perdeu o charme.
ela perdeu o encanto.-

"Vamos parar por aqui antes que a gente perca o respeito?"
[óbvio que era um dia de chuva.]

Se isso fosse uma fábula, teríamos uma lição: amor não mata, mas morre.


Publicado com a autorização da autora, Carol, do blog http://www.quaquaraquaqua.blogspot.com/

Ela escreve pácaraio! :)

domingo, junho 14, 2009

Desabafando

Esperei tanto pelo feriado! Quatro dias.. Q-U-A-T-R-O.. pra descansar, divertir.. relaxar.. certo?
Depende, se vc é uma pessoa esperta sim, mas se vc é uma teimosa, feito eu, que insiste em coisas que não dão certo, pode ser que não..

Que pessoa, em sua perfeita sanidade mental e com a intenção de "relaxar", teria a magnífica ideia de ir ao shopping em plena quinta de feriado véspera de dia dos namorados? Sim, sou eu, essa que vos fala. Conclusão: fila no estacionamento, fila pra pagar, vendedoras com má-vontade, muitas pessoas, crianças chorando, nenhuma mesa na praça de alimentação.. uma delícia. Isso porque não fui no shopping mais "popular", ainda assim, levei preciosa uma hora para tirar o carro do estacionamento. Consegui comprar o que queria? Consegui. Mas precisava disso tudo?
Some-se a isso ao fato da minha mãe TODAS as vezes chegar na fila da loja no momento em que tinha ACABADO de sair.. logo, esperei por todas as filas DUAS VEZES. Porque desgraça pouca é bobagem.. então, tem mais.

Sexta-feira, o tal dia dos namorados. Curiosamente, esse ano não estive tão incomodada com ele. Já foi bem pior.. talvez porque em outros anos eu estivesse "apaixonadinha" e quisesse estar com o objeto da paixão, mas.. como não tinha ninguém que eu queria que estivesse no posto de namorado, superei bem as lojas do centro da cidade repleta de corações e anúncios de presentes. E, vejam só, até mesmo fui presenteada por meus "namoradinhos" com chocolates Mundy :)
A noite seria perfeita: balada com as amigas solteiras! balada nova, com gente diferente, amigas animadas..
Ledo engano.
Ouvi tanto sobre essa balada e estou procurando por ela até agora.. tá o lugar é bonito, sim até é.. mas não vi nada de diferente das baladas de campinas. Aliás, vi sim. Um bar caríssimo, um pedágio a mais e uma longa viagem de carro. Mas do resto, mesmas músicas, mesmas cantadas furadas, a mesma molecada.. ainda assim, seria bom beber e dar risada. Seria. Seria se realmente tivesse sido uma balada de amigas para se divertir, mas às vezes, o divertimento das pessoas consiste em "caçar". Mais uma vez, "tenho me esforçando para não rir das atitudes humanas."

Sábado!! Nada como um dia após o outro né? O sábado sim, esse seria o dia! Finalmente, conseguiria me divertir! Acho que vou abandonar a noite, e usá-la para dormir, já que os dias têm sido melhores. A tarde foi muito legal! Cerveja, amigos, risadas! Tudo como nos velhos tempos (que não são tão velhos assim) da Praça Brasília.
Por um momento, realmente achei que a noite seria boa. E em partes foi, rever quem deixa saudades é sempre bom! E ver como a Claudinha ficou feliz por estarmos lá me fez bem também.
Só não é legal vomitarem no seu carro. Só não é legal esperar no carro quando está frio e vc só quer dormir quando vc já avisou que ia embora. Só não é legal todas as vezes vc ter que encarar a estrada, com sono, cansada e etc. Só não é legal quando vc definitivamente não aguenta mais balada. Essa é a conclusão. As vezes, vc tolera as coisas em função do divertimento, mas quando vc não se diverte mais, as coisas tornam-se absolutamente insuportáveis.

E agora, nesse domingo, são 18h20, ainda estou de pijama, comendo pipoca e fazendo nada. Demorou para que eu me desse conta de que muitas vezes a plenitude está em fazer nada. Reservar um tempo pra si. Eu comigo mesma. Absolutamente egoísta. Sem ter que preocupar com mais ninguém além de mim.
Permanecerei assim até o fim do dia. E isso sim é o que me fará bem!! Pra aguentar mais uma semana..

E que venham as férias! Por favor!

Prezada Mulherzinha,

Se existe alguém que pode falar o que vou falar para você, sou eu. Então, por favor, tenha a humildade de admitir que sei o que estou falando. Pois o que eu te direi é duro, mas poderá te fazer um bem enorme.
Chega. Chega de se comportar assim. Como se estivesse lutando pelo posto de rainha da bateria. De Miss Maravilha do Mundo. Basta de ataques, dessa competitividade suburbana eu sou a melhor, eu sou a mais alta, eu sou a mais gostosa do pedaço. Ninguém tá ligando a mínima se você corre 10 quilômetros ou se aplicou Botox nessa sua testa sem expressão. Ou se você é assim porque ainda não passa de uma menininha que quer ser mais perfeita do que a mãe, conquistar o amor do pai e ser a primeira da classe. Esse teu afã psicopata de vencer todas as paradas só te deixa ridícula. E me faz querer usar um termo que odeio: coisa de mulherzinha. Mulherzinha é que tem essa mania de estar sempre desconfiada das amigas, porque todas teriam inveja do seu corpão e do seu cabelão estilo falso-loiro-natural-cinco-tons. Lamento informar, querida, que ninguém sente inveja de você. Por isso, chega de dizer por aí que, para não atrair olho grande, é bom ficar de bico fechado sobre a tal possível promoção que você terá no trabalho. Relaxa, ninguém está a fim de ser você. Tente, portanto, ser você com mais leveza. E lembre-se: esse negócio de dizer que não se pode confiar em mulheres só comprova que você é uma pessoa maliciosa. Sendo que isso está longe de ser porque você é fêmea.
Quando vejo você tagarelando sobre seus feitos sexuais, sinto-me num filme ruim sobre ginasianas americanas. Todas fanhas e excitadas. Chega, tá? De azucrinar os outros com essa sua boca-genital lambuzada de gloss, cuspindo baixos-clichês, simulando uma modernidade que você não tem. Nunca mais caia no ridículo de fazer "sexo casual" com nenhum tipo de homem, mais velho ou mais novo, casado ou solteiro, porque todo mundo já sabe que você finge tudo. Que goza, que não se sente fácil, que não liga quando os caras não telefonam no dia seguinte. Seja honesta uma vez na vida: confesse. Que você não é nada tão wild quanto se vende. Que não sabe falar tão bem inglês assim. Que fez escova progressiva. Que tem dermatite. E enfim você terá alguma paz, pois se reconhece humana, e não a barbie boba que você procura ser. Acredite: idiotice só te faz charmosa para os cafajestes. Se continuar assim, nunca vai aparecer aquele cara bacana que você gostaria que aparecesse; para lutar por você, até te conquistar, e destruir essa tua linda silhueta com uma gestação de 15 quilos.
É triste, amiga Mulherzinha, mas você terá que abrir mão da máscara de rímel que cobre a sua verdade.

(Fernanda Young, Revista Cláudia.)

quarta-feira, junho 10, 2009

Cenas da Comédia da Vida Acadêmica

Quarta-feira chuvosa e fria, véspera de feriado prolongado, fim de tarde.
Aula de Tradução Português- Francês. Ou seja, para cursa-lá é preciso algum conhecimento em língua francesa. Logo, em cultura francesa, certo?

A professora corrigia a prova, tradução do texto "Un hemisphére dans une cheveleure", poema em prosa de Charles Baudelaire. (tenso)

Estava distraída quando ouço:

- Você fez Letras?
- Sim, fiz.
- Vocês estudam "esse cara"?
- Eu conheço, mas não estudei a fundo não..

- Ah.... Ele é importante?

.....


Despeço-me, sem mais.

quarta-feira, junho 03, 2009

10 coisas que vc encontra no meu quarto

Já faz tempoo que o blog http://www.dacordasuapaz.blogspot.com/ me deixou um MEME.. bem, não entendi muito bem o real sentido dessa expressão, mas gostei muito do que ele fez.. que foi dizer as tais 10 coisas que se encontram em seu quarto.. como ele me indicou, cá estou para fazê-lo também!

1) Uma cama que me acompanha há quase vinte anos. Sim, me lembro como se fosse hoje o dia em que ela chegou a minha casa e em troca, eu abandonei a chupeta. Uma estratégia do meu pai que deu muito certo, desde então, essa cama me acompanha por muitos sonos.

2) Um edredon. Esteja frio ou calor. Não importa, sempre terá um edredon. Jamais um cobertor, pois além da cama, a rinite é uma companheira também de longa data..

3) Várias caixinhas com coisinhas. Nunca vi alguém com tanta capacidade pra guardar coisinhas. Lembrancinhas de festas, convites, embrulhos de presentes, cartões, enfim.. vou tentar presonificar as memórias. Talvez seja medo de que um dia elas deixem de existir.

4) Papéis. Muitos papéis. Textos, recortes de jornal, provas, redações, cartas, anotações, lista de supermercado, lembretes.. enfim. Papéis que não tem mais fim.

5) Livros. Todos mal organizado e espalhados. De "O Pequeno Príncipe" a "Un Souffle de vie" da Clarice Lispector, passando pelos best sellers como "Código Da Vinci" e os teóricos como "Análise do Discurso - princípios e procedimentos". Li todos? Vc acredita que não? Tem uns que estão novinhos... vá entender..

6) Um mural laranja com ímãs de carinhas que não está pendurado na parede. Está apoiado na parede, mas já tem fotos! Da melhor amiga, da turma da facul, da irmãzinha, dos meus pais... já basta! =)

7) Um quadro de fatos que também não está pendurado. (qual meu problema?) Lá tem a foto do dia do trote em 2004, a festa de formatura, os amigos especiais: de longe, perto, recentes e antigos. Adoro essas fotos. Minhas companheiras de memória..

8) Um travesseiro baixinho e fino. Também companheiro de longa data.. quantas lágrimas, quantos vestígios de maquiagem, quantas noites de sono profundo e outras sem dormir (poucas, graças a Deus). O mais cúmplice de todos. O melhor conforto do silência.

9) As paredes. Confidentes, que acompanham os devaneios, as falas sozinhas, os medos e as alegrias. Acompanham e escondem-nas.

10) Sempre um par de sapato. Uma bolsa. Um secador de cabelo. Um celular pra despertar. Algum par de brinco.. vestígios do dia a dia, do meu humor, do meu espaço, do meu mundo!

Reflita:

"A maior covardia de um homem é despertar o amor de uma mulher sem ter a intençao de ama-la".

segunda-feira, maio 11, 2009


Certa manhã, meu pai convidou-me a dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer.Ele se deteve numa clareira e depois de um pequeno silêncio me perguntou:

- Além do cantar dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?

Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:

- Estou ouvindo um barulho de carroça.

- Isso mesmo, disse meu pai. É uma carroça vazia ...

Perguntei ao meu pai:

- Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?

- Ora, respondeu meu pai. É muito fácil saber que uma carroça está vazia, por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça maior é o barulho que faz.

Tornei-me adulto, e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, inoportuna, interrompendo a conversa de todo mundo, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo:- "Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz..."

domingo, abril 26, 2009

Minha mãe é...




É aquela que é péssima para acordar as pessoas. Ela chega falando alto, abrindo a janela e dando bronca: "Você vai chegar atrasada!!". Ela também não é lá muito delicada para dar más notícias. "Ei, acorda, seu avô morreu". É.. bom dia pra você também, mãe..


Ela é também uma pessoa desastrada. Um sorvete sem derrubar na roupa, não é um sorvete! E por falar em sorvete, como ela gosta de um! Mesmo durante a dieta que ela vive fazendo, não abre mão de um sorvete!


Minha mãe é capaz de dar os maiores foras, do tipo, deixar pra fora de casa minha amiga que vinha do Paraná. Por que ela fez isso? Nem ela sabe! É também muito cara de pau - pechincha, pede, cobra. E quer saber? Ela sempre consegue! Sempre!


Eu, racional. Ela, impulsiva. Eu, penso duas vezes antes de fazer. Ela, faz duas vezes antes de pensar. Eu, sossegada. Ela, totalmente acelerada, caapaz de fazer mil coisas ao mesmo tempo. E apesar de parecermos tão diferentes, cada vez que eu derrubo o sorvete na roupa, eu percebo o quanto somos iguais.


Ela erra caminhos, não entende piadas, não gosta de cozinhar, adora perfumes e puxa o saco do meu irmão mais novo.Em todas essas imperfeições, ela se torna perfeita. Por que? Porque é a minha mãe!




(Foto: As duas mulheres que mais admiro na vida - Jundiaí, Natal de 2008)

sábado, abril 18, 2009

O amor sem remédios e o remédio do amor

É uma pena que esse sermão do Pe. Antônio Vieira não seja um dos mais comentados em sala de aula. Nem mesmo na faculdade, onde tive praticamente um curso inteiro sobre Vieira, falamos sobre ele. Reconheço que os outros tratam de temas mais polêmicos, envolvem política, a crítica a Igreja, a sociedade, enfim, temas considerados "importantes". Mas o que eu realmente gosto na literatura é quando percebemos o quão humana ela é. Como ela é capaz de transformar coisas banais em motivo de reflexão, de como ela é capaz de mudar o nosso olhar para com as coisas do Mundo.. Pois nesse sermão Vieira vai falar sobre o amor sem remédios e o remédio do amor, ele anuncia o início do evengelho dizendo que muitos dos que estão ali buscam a cura de uma efermidade. Assim sendo, o amor também é uma efermidade e como todas as outras coisas, há de se remediar. Qualquer outro diria que as dores de amor são mínimas perto das grandes enfermidades.. mas.. pensemos, de todos que estão em uma Igreja, quantos não sofrem da enfermidade do amor? Posso garantir que muitos não têm lá grandes enfermidades para pedir por ela, mas não há aquele que nunca tenha enfrentado a famosa dor de amor.. que inspira poetas, que melodia músicas e aflige humanos.

Assim, falando sobre os remédios para o amor, Vieira nos lembra que há aquele que é o amor sem remédios.. o amor perfeito, que resiste a todas essas remediações: o Amor de Cristo.
Ahh se todos os padres, pastores, guias espirituais, whatever, fossem como Vieira.. que a Igreja é um lugar pra tratar de assuntos divinos sim, mas também, de assuntos humanos. E que os dois podem conviver!

Vejamos então um pouco do que ele disse:
(...) O primeiro remédio que dizíamos é o tempo. Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba. Atreve-se o tempo a colunas de mármore, quanto mais a corações de cera! São as afeições como as vidas, que não há mais certo sinal de haverem de durar pouco, que terem durado muito. São como as linhas que partem do centro para a circunferência, que, quanto mais continuadas, tanto menos unidas. Por isso os antigos sabiamente pintaram o amor menino, porque não há amor tão robusto, que chegue a ser velho. De todos os instrumentos com que o armou a natureza o desarma o tempo. Afrouxa-lhe o arco, com que já não tira, embota-lhe as setas, com que já não fere, abre-lhe os olhos, com que vê o que não via, e faz-lhe crescer as asas, com que voa e foge. A razão natural de toda esta diferença, é porque o tempo tira a novidade às coisas, descobre-lhes os defeitos, enfastia-lhes o gosto, e basta que sejam usadas para não serem as mesmas. Gasta-se o ferro com o uso, quanto mais o amor? O mesmo amar é causa de não amar, e o ter amado muito, de amar menos. Baste por todos os exemplos o do amor de Davi.
O que era desejo se trocou subitamente em dor; o que era cegueira, em luz; o que era gosto, em lágrimas; e o que era amor, em arrependimento. E se tanto pode um ano, que farão os muitos?
Estes são os poderes do tempo sobre o amor. Mas sobre qual amor? Sobre o amor humano, que é fraco; sobre o amor humano, que é inconstante; sobre o amor humano, que não se governa por razão, senão por apetite; sobre o amor humano, que, ainda quando parece mais fino, é grosseiro e imperfeito.


Bem, mas aqueles que sofrem sabem como é custoso esperar as ações do tempo. Comparando o amor a qualquer enfermidade, hum.. vejamos, a gripe! Sim, a gripe.. sabemos que para sarar de uma gripe é preciso esperar.... uma semana ou menos. Mas apenas esperar, pra que ela passe. Ora, e tudo que pensamos é: falta muito pra passar? Então, o tempo é eficaz, mas é sofrido. Será que não teria algo mais rápido, Viera?


(...) O segundo remédio do amor é a ausência. Muitas enfermidades se curam só com a mudança do ar; o amor com a da terra. E o amor como a lua que, em havendo terra em meio, dai-o por eclipsado. À sepultura chamou Davi discretamente terra do esquecimento: Terra oblivionis (Sl. 87, 13). E que terra há que não seja a terra do esquecimento, se vos passastes a outra terra? Se os mortos são tão esquecidos, havendo tão pouca terra entre eles e os vivos, que podem esperar, e que se pode esperar dos ausentes? Se quatro palmos de terra causam tais efeitos, tantas léguas que farão? Em os longes, passando de tiro de seta, não chegam lá as forças do amor. Seguiu Pedro a Cristo de longe, e deste longe que se seguiu? Que aquele que na presença o defendia com a espada, na ausência o negou e jurou contra ele. Os filósofos definiram a morte pela ausência: Mors est absentia animae a corpore. (6)E a ausência também se há de definir pela morte, posto que seja uma morte de que mais vezes se ressuscita. Vede-o nos efeitos naturais de uma e outra. Os dois primeiros efeitos da morte são dividir e esfriar. Morreu um homem, apartou-se a alma do corpo: se o apalpardes logo, achareis algumas relíquias de calor; se tomastes daí a um pouco, tocastes um cadáver frio, uma estátua de regelo. Estes mesmos efeitos ou poderes têm a vice-morte, a ausência. Despediram-se com grandes demonstrações de afeto os que muito se amavam, apartaram-se enfim, e, se tomardes logo o pulso ao mais enternecido, achareis que palpitam no coração as saudades, que rebentam nos olhos as lágrimas, e que saem da boca alguns suspiros, que são as últimas respirações do amor. Mas, se tomardes depois destes ofícios de corpo presente, que achareis? Os olhos enxutos, a boca muda, o coração sossegado: tudo esquecimento, tudo frieza. Fez a ausência seu ofício, como a morte: apartou, e depois de apartar, esfriou.


A ausência. O que mais o ser humano teme, é cair no esquecimento. Comparar a ausência à morte, assusta. Mas convenhamos, sabemos que acostumamos com aquilo que não temos mais. Tudo se esfria. Mais rápida que o tempo, a ausência ainda deixa resquícios no coração daqueles que amam.. ambas deixam motivos para que volte-se a amar. Novamente, a gripe. Ela passa, mas pode voltar não é mesmo? Será que há algo mais definitivo?

(...)O terceiro remédio do amor é a ingratidão. Assim como os remédios mais eficazes são ordinariamente os mais violentos, assim a ingratidão é o remédio mais sensitivo do amor, e juntamente o mais efetivo. A virtude que lhe dá tamanha eficácia, se eu bem o considero, é ter este remédio da sua parte a razão. Diminuir o amor o tempo, esfriar o amor a ausência, é sem-razão de que todos se queixam; mas que a ingratidão mude o amor e o converta em aborrecimento, a mesma razão o aprova, o persuade, e parece que o manda. Que sentença mais justa que privar do amor a um ingrato? O tempo é natureza, a ausência pode ser força, a ingratidão sempre é delito. Se ponderarmos os efeitos de cada um destes contrários, acharemos que a ingratidão é o mais forte. O tempo tira ao amor a novidade, a ausência tira-lhe a comunicação, a ingratidão tira-lhe o motivo. De sorte que o amigo, por ser antigo, ou por estar ausente, não perde o merecimento de ser amado; se o deixamos de amar não é culpa sua, é injustiça nossa; porém, se foi ingrato, não só ficou indigno do mais tíbio amor, mas merecedor de todo o ódio. Finalmente o tempo e a ausência combatem o amor pela memória, a ingratidão pelo entendimento e pela vontade. E ferido o amor no cérebro, e ferido no coração, como pode viver? O exemplo que temos para justificar esta razão ainda é maior que os passados.
E se a ingratidão ressuscita o aborrecimento até nos mortos, como achará amor nos vivos? (...)


Bem, a Ingratidão parece mesmo muito eficaz!!! Nada melhor do que quando não há mais motivos para amar, quando percebe que simplesmente o ser amado não merece o amor. Mas será então que não há uma alternativa menos dolorida para o amor? Sempre deve ser sofrido, doloroso..com separações, rancores, cicatrizes. Será que há uma esperança?

(...)É pois o quarto e último remédio do amor, e com o qual ninguém deixou de sarar: o melhorar de objeto. Dizem que um amor com outro se paga, e mais certo é que um amor com outro se apaga. Assim como dois contrários em grau intenso não podem estar juntos em um sujeito, assim no mesmo coração não podem caber dois amores, porque o amor que não é intenso não é amor. Ora, grande coisa deve de ser o amor, pois, sendo assim, que não bastam a encher um coração mil mundos, não cabem em um coração dois amores. Daqui vem que, se acaso se encontram e pleiteiam sobre o lugar, sempre fica a vitória pelo melhor objeto. É o amor entre os afetos como a luz entre as qualidades. Comumente se diz que o maior contrário da luz são as trevas, e não é assim. O maior contrário de uma luz é outra luz maior. As estrelas no meio das trevas luzem e resplandecem mais, mas em aparecendo o sol, que é luz maior, desaparecem as estrelas. O mesmo lhe sucede ao amor, por grande e extremado que seja. Em aparecendo o maior e melhor objeto, logo se desamou o menor.


Depois de convercer-se de que sarar dessa enfermidade não é nem um pouco fácil (sim, ele me convenceu! rs) Eis uma luz. Melhorar de objeto. Encontrar outro amor. Maior, por consequência, melhor. Capaz de fazer com o que o outro se torne menor, se apague, suma, desapareça. Bem, se é tão bom amar, se é tão bom sentir esse sentimento, não há mesmo melhor remédio para o amor do que outro amor, e o melhor de tudo, não é sofrido. Parece perfeito, não?
A única coisa que o Viera não soube explicar, e nem ele e nem ninguém, é se é possível escolher.
Resta-nos torcer, para poder padecer do melhor de todos os remédios!

segunda-feira, abril 13, 2009

Música deveras conveniente


All I'll can ever be to you
Is a darkness that we know,
And this regret I got accustomed to.
Once it was so right
When we were at our high,
Waiting for you in the hotel at night.
I knew I hadn't met my match,
But every moment we could snatch,
I don't know why I got so attached.
It's my responsibility,
And you don't owe nothing to me,
But to walk away I have no capacity.
He walks away,
The sun goes down,
He takes the day but I'm grown
And in your way,
In this blue shade
My tears dry on their own.
I don't understand,
Why do I stress a man,
When there's so many bigger things at hand,
We could've never had it all,
We had to hit a wall,
So this is an inevitable withdrawal.
Even if I stop wanting you
A perspective pushes true,
I'll be some next man's other woman soon.
I couldn't play myself again,
I should just be my own best friend,
Not fuck myself in the head with stupid men.
He walks away,
The sun goes down,
He takes the day but I'm grown
And in your way,
In this blue shade
My tears dry on their own.
So we are history,
Your shadow covers me,
The sky above
A blaze
He walks away,
The sun goes down,
He takes the day but I'm grown
And in your way,
In this blue shade
My tears dry on their own.
I wish I could say no regrets,
And no emotional debts,
Cause as we kiss goodbye the sun sets.
So we are history,
Your shadow covers me,
The sky above a blaze that only lovers see.
He walks away,
The sun goes down,
He takes the day but I'm grown
And in your way,
In my blue shade
My tears dry on their own.
He walks away,
The sun goes down,
He takes the day but I am grown
And in your way,
My deep shade,
My tears dry on their own.
He walks away,
The sun goes down,
He takes the day but I'm grown
And in your way,
My deep shade,
My tears dry...
(tears dry on their own)