terça-feira, julho 06, 2010

"Há duas formas de levar a vida:

"Uma é acreditar que não existem milagres.
A outra, é acreditar que todas as coisas são um milagre." 






A primeira vez que eu assisti ao filme "Sociedade dos poetas mortos", eu adorei.Conheço pouquíssimas pessoas que gostam, elas costumam achar triste e monótono. Curiosamente, as pessoas que conheci e que gostam do filme tem alguma relação com "o mundo das letras". E mais que isso, tem que ter alguma relação com o mundo da sala de aula.
Ensinar literatura em um mundo onde as pessoas se preocupam com a utilidade das coisas, não é fácil. Convencer alguém a ler um livro trabalhoso, mas genial, como Guimaraes Rosa, ante a linguagem simples e história fácil de "Crepúsculo" é quase uma missão impossível. (quase)
É difícil falar de poesia, de sentimento.. quando poucos acreditam ainda no amor. Quando todos querem ganhar dinheiro. Quando as relações não duram, quando tudo é voltado para o interesse.

Dizer para que serve a matemática, a química, a física e até mesmo a gramática, é fácil. Mas é impossível dizer para que serve a literatura. Simplesmente, porque ela não precisa "servir" para nada. A literatura alimenta a alma.
Bem, e porque falei do filme "Sociedade dos poetas mortos"? Porque neste filme há um professor. De literatura. Ele começa a dar aula no colégio mais tradicional da cidade, deve formar os líderes do país - os pilares da instituição são Disciplina, Tradição, Honra e Excelência. E no primeiro dia de aula, ele convida seus alunos a rasgarem os livros e descobrirem o seu verso, descobrirem sua poesia. Ele diz:
"E medicina, advocacia, administração e engenharia, são objetivos nobres. Mas a poesia, o romance, o amor.. é para isso que vivemos."

É impossível viver sem paixão.

Perguntamos o tempo todo o que nossos jovens querem ser quando crescer. Incitamos a que prestem os vestibulares, procurem as melhores faculdades, escolham profissões que deem dinheiro. Jogamos-os nesse mundo competitivo e pedimos sempre que sejam os melhores.
E por que não pode haver entre os médicos, engenheiros e advogados, os poetas, os músicos, os artistas?

Me sinto um pouquinho como o Mr. Keating, tentando levar um pouco de paixão para a sala de aula. Não que lá ela não exista, existe. e muitooooo! Aliás, até transborda. Mas pouco se revela, não se mostra, se reprime entre o abismo que existe entre professores e alunos. E mais ainda entre a instituição escola e seus alunos.

Na minha escola, existem poetas. Talvez não escrevam seus próprios textos, mas o dizem como se o tivessem feito. Na minha escola, tem músicos, tem atores e atrizes, desenhistas, talvez até escultores, dançarinos e dançarinas.. Existem artistas dentro de cada um deles.

Não sei se eles sabem disso. Mas espero, de verdade, que descubram. Descubram o seu verso, a sua paixão e a sua poesia.
(vídeo do Sarau realizado no dia 29/06)

terça-feira, junho 22, 2010

Eu li!

Já postei em outros momentos aqui os blogs da minha turma de 8º ano, né? Pois então, o trabalho continua! Com a diferença que eu resolvi também postar sobre o livro!!! Eles já começaram faz um tempo, então eu estaria atrasada.. mas, vamos ver o que rola!!!

Eu só soube que daria aula para o 8º no começo do ano, então não participei da escolha dos livros, alguns deles são novidades pra mim, e um dos que foi novidade é esse que eles estão lendo agora: A droga da obediência! 

O começo do livro já chamou minha atenção: colégio elite. Por  que será que o autor escolheu justamente esse nome para o colégio. Não gosto da palavra elite - ela seleciona, segrega, separa. Parece um pouco esnobe também. Não sei se eu gostaria de trabalhar em um colégio que se chama Elite. A princípio, o colégio fictício parece ser bem legal, sem campainhas para separar as aulas, regras criadas pelos próprios alunos e estes a seguem a risca. Parece o ideal mesmo de colégio. Assim sendo, o ideal só pode se restringir a Elite? 
Filosofias a parte, continuemos com a história a qual parece ser empolgante - sempre gostei de histórias com clubes secretos, esconderijos e tudo mais. Acho que todo mundo já quis fazer parte de uma sociedade secreta. E então, lá estão eles, os Karas! Ao que parece, os melhores da escola é que fazem parte - Miguel, o líder, Calú, Magrí e Crânio. - todos foram convocados para um reunião importante no esconderijo secreto. Ou não tem secreto assim.. foram descobertos! Por um nanico engraçadinho nanico chamado Chumbinho! 
Depois de todo um plano mirabolante, Chumbinho conseguiu se infiltrar entre os Karas. É óbvio que eles detestaram a ideia, e já estavam pensando em como despistar o intrometido. Mal sabiam eles que o Chumbinho seria importante para o tema da reunião secreta: garotos começam a desaparecer em várias escolas. E o primeiro do Elite acabara de desaparecer, o Bronca, o qual, pelo visto, era o maior casca grossa da escola. 
Surpreendentemente, quem tem a primeira pista é o novo "membro" da sociedade secreta, Chumbinho conta ao grupo que algo de estranho acontecera com o Bronca, pois ele se negou a matar aula, dizia que era proibido, que ele devia obedecer. 

("Elementar, meu caro Watson", um menino desobediente, de repente, começa a desobedecer..o livro se chama A droga da obediência... será que só eu chego a algumas conclusões?) 

Encerra-se a reunião. Cada um com sua tarefa e Chumbinho orgulhosíssimo por agora fazer parte d'os Karas. A pergunta é: como eles farão para resolver esse problema?? 

(continua..)  

quinta-feira, junho 10, 2010

Vingt-neuf jours!

Donnez moi une suite au Ritz, je n'en veux pas ! 

Des bijoux de chez CHANEL, je n'en veux pas ! 
Donnez moi une limousine, j'en ferais quoi ? papalapapapala 
Offrez moi du personnel, j'en ferais quoi ? 
Un manoir a Neufchatel, ce n'est pas pour moi. 
Offrez moi la Tour Eiffel, j'en ferais quoi ? papalapapapala 


Je Veux d'l'amour, d'la joie, de la bonne humeur, ce n'est pas votre argent qui f'ra mon bonheur, moi j'veux crever la main sur le coeur papalapapapala allons ensemble, découvrir ma liberté, oubliez donc tous vos clichés, bienvenue dans ma réalité. 

J'en ai marre de vos bonnes manières, c'est trop pour moi ! 
Moi je mange avec les mains et j'suis comme ça ! 
J'parle fort et je suis franche, excusez moi ! 
Finie l'hypocrisie moi j'me casse de là ! 
J'en ai marre des langues de bois ! 
Regardez moi, toute manière j'vous en veux pas et j'suis comme çaaaaaaa (j'suis comme çaaa) papalapapapala 


Je Veux d'l'amour, d'la joie, de la bonne humeur, ce n'est pas votre argent qui f'ra mon bonheur, moi j'veux crever la main sur le coeur papalapapapala Allons ensemble découvrir ma liberté, oubliez donc tous vos clichés, bienvenue dans ma réalité ! 


(Zaz, Je veux) 


http://www.youtube.com/watch?v=9-5fcFEohLA



sexta-feira, junho 04, 2010

Fui comprada.

Quando acontecem esses momentos mágicos, não é possível resistir. Estava lá, entre todos aqueles livros, já com uns quatro na mão decidindo se levaria todos ou se escolheria apenas um.Difícil escolher entre tantas belas capas. Poderia ficar com algo certo: Clarice. Meu quarto livro já.. ok, melhor renovar: Quintana! Acho que estou precisando de um pouco de poesia. Depois me encantei com Ricardo Azevedo - novamente a capa, a capa de xilogravura. Queria todos, mas ele me escolheu. 
Estava lá, entre tantos outros livros, a capa na verdade não me chamou atenção, o que realmente chamou a atenção foi um nome - Mia Couto. E quem me comprou, não foi a capa.. mas sim, a contra-capa. Como eu disse, não é possível resistir a esses momentos mágicos. E quem resistiria? 

"-Tens medo de fazer amor comigo?
- Tenho- respondeu ele. 
- Por eu ser preta?
- Tu não és preta. 
-Aqui, sou. 
-Não, não é por seres preta que eu tenho medo 
- Tens medo que eu esteja doente...
- Sei prevenir-me 
-É porquê, então? 
- Tenho medo de não regressar. Não regressar de ti."

(Veneno de Deus, remédio do Diabo, Mia Couto) 

Comprei. Estou lendo. Quem sabe um dia, lhes conto essa história! ;) 

domingo, maio 30, 2010

Ela passou o olhar pelo ambiente procurando alguém interessante. Fazia sempre, há tempos nunca encontrava. Ou ainda, a paisagem era sempre a mesma, as pessoas que já conhecia e que até era interessantes, mas..
Olhou e se pôs a pensar em como seria cada uma delas, no que estariam pensando? Será que seria possível estar entre aquelas pessoas desconhecidas alguém que realmente pudesse fazer a diferença? Talvez não. Muito provavelmente não. Já conhecia esse ambiente, sabia que não passava de uma grande encenação: pessoas que fingem felicidade, pessoas que fingem ser melhores do que são - que têm mais dinheiro do que tem, mais bem sucedido e resolvidos do que realmente são.. uma grande ilusão. Perda de tempo. "Termine sua cerveja, divirta-se com suas amigas e fique feliz assim", pensou consigo mesma.
E antes mesmo que terminasse esse pensamento, ele apareceu. Um daqueles com quem tinha trocado olhares mas desistiu diante dos motivos já conhecidos. Estava ali, como em um passe de mágica, ou truque.. talvez até uma pegadinha. Mas de fato estava. E como em outro truque de repente estavam conversando como se conhecessem há anos, e ela falava compulsivamente até ser interrompida. Há tempos não era de fato surpreendida dessa forma. Parecia que estava enganada. Que realmente poderia encontrar alguém interessante, não parecia ser tudo uma grande encenação, parecia sincero, real.
Será que era aquele o sorriso que procurava? Será que o destino teria atraído para que se encontrassem ali naquele lugar, quando ela já estava tão sem esperanças?
Sentiu-se uma tola por deixar o pensamento voar tão longe e esforçou-se para manter os pés no chão. Mas permitiu-se ter uma pontinha de esperança. E esperou. Em vão...

Não era real, não era sincero. Era só mais uma belo truque do destino que se irrita quando parecemos espertinhos demais e capaz de compreender a tudo. Ele não quer que o compreendamos. Ele se irrita com isso.. e quando você acha que tem tudo sob controle - tcharam - ele vem e te mostra "Não.. não é como vc quer, e sim como eu quero". Então ele continua a brincar, tornando as situações inusitadas, fazendo tudo parecer coincidência ou acaso.

Ela estava cansada de tudo isso. Se pudesse, fugiria do destino, se isolaria. Não daria brechas para que ele a enganasse... mas será que era possível? Mais uma vez estava lá, fatos estranhos, reencontros, as tais mentiras sinceras.. tudo de novo, como sempre foi.. no mesmo teatro. Na mesma enganação.

Mais uma vez, ela sorriu. Fingiu não entender do que se tratava. Concordou, despediu-se e não quis pensar no assunto. Mas lá no fundo, em algum lugar.. a pergunta martelava: até quando?

quarta-feira, maio 12, 2010

Isn't it ironic?

Meu email para a comprafacil.com depois de inúmeras tentativas de entrar em contato com a empresa e nada...

Gostaria de agradecer pela incompetência do atendimento ao cliente dessa empresa, pois se não fosse este, eu teria cometido o engano gravíssimo de adquirir um produto nessa empresa. Cerca de quase cinco minutos no telefone, sem que um atendente viesse atender. Estou realmente satisfeita por NÃO ter efetuado a compra. Obrigada, Sue


e a resposta deles foi: 





Prezada Sue ,


Informamos que a razão de existir de nossa empresa é o cliente, por isso procuramos ouvir todas as reclamações, opiniões e sugestões de nossos clientes. São excelentes oportunidades de aprimorarmos nossos produtos e serviços. Encaminhamos seu e-mail ao nosso departamento responsável para que problemas como este não ocorram novamente.
caso necessite de mais informações, entre em contato conosco.
Atenciosamente,
Atendimento Comprafacil.com

AHAM, CLAUDIA, SENTA LÁ... 

domingo, maio 02, 2010

Sem título

Uma típica manhã de outono. Essa estação tão rara aqui nesse país tropical, onde tudo se mistura e acontece ao mesmo tempo. Mas essa manhã, era de outono. Aquele friozinho que fez me enrolar mais no cobertor e apertar bem os olhos para chamar o sono de volta e os raios de sol que entravam pelas frestas da janela.
Não havia mais sono, aproveitei aquela sensação boa de poder ficar na cama apenas pensando na vida, sem nenhum compromisso lhe puxando, gritando, urgindo "Vamos, você vai perder o horário". Aproveitar a preguiça sem culpa, aproveitar o momento de despertar. 
Só isso já seria suficiente, mas especialmente nessa manhã preguiçosa de outono, o despertar foi agradável como há tempos não era. As lembranças do dia anterior que vinham aos poucos a memória me faziam abrir aquele sorriso involuntário, que muitas vezes te faz passar vergonha quando aparece em meio às outras pessoas, aquele sorriso que, quando surge, parece imperceptível de tão espontâneo que é. 
Então me pus a repassar todos os fatos, as coisas engraçadas (porque não, hilárias!!) que ouvi, as coincidências (destino, ironia...?), os abraços que troquei, as saudades supridas, as palavras, os olhares, o telefonema de far far way carregado de saudades.... Tentando fixa-los para não perdê-los. Como se a cada vez que eu lembrasse eles continuassem a existir. E me permitir sorrir, despretensiosamente, sem testemunhas, respirando aquela coisa boa que inundava o pensamento Enfim, senti-me satisfeita das lembranças, de ter errado quando achava que não deveria ter saído e feliz por existir algo maior, mais coerente, que põe por terra todas as minhas lógicas "cheias de razão". Ainda bem!

quinta-feira, abril 29, 2010

Síndrome dos vinte e tantos anos


Não fui eu que escrevi, mas sabe quando você lê um texto e pensa: Caraca, eu poderia ter escrito isso!! Não tenho vinte e tantos.. tenho vinte e poucos..hehe (vinte e três para ser mais exata) E agora pensei: se a síndrome veio antes será que ela termina antes também? hahaha A verdade é que estou curtindo meu momento véia!! =) 


Ah! Só acho que o final piegas ficou muito nada a ver... mas enfim, o texto é bom! 


A chamam de 'crise do quarto de vida'. Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos. Se dá conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc..
E cada vez desfruta mais dessa cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco. As multidões já não são 'tão divertidas'. E às vezes até lhe incomodam. E você estranha o bem-bom da escola, dos grupos, de socializar com as mesmas pessoas de forma constante.
Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo. Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas que conheceu e que o pessoal com quem perdeu contato são os amigos mais importantes para você. Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor.
Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto pôde lhe fazer tanto mal. Ou, talvez, à noite você se lembre e se pergunte porque não pode conhecer alguém o suficiente interessante para querer conhecê-lo melhor. Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar. Talvez você também, realmente, ame alguém, mas, simplesmente, não tem certeza se está preparado (a) para se comprometer pelo resto da vida... ou não pode se convencer de que é hora de assumir esse amor.
Os rolês e encontros de uma noite começam a parecer baratos e ficar bêbado(a) e agir como um(a) idiota começa a parecer, realmente, estúpido.. Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado(a) e significa muito dinheiro para seu pequeno salário. Olha para o seu trabalho e, talvez, não esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo.
Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo. Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer. Suas opiniões se tornam mais fortes. Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é..
Às vezes, você se sente genial e invencível, outras... Apenas com medo e confuso(a). De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando. Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro... E com construir uma vida para você. E enquanto ganhar à carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela.
O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse texto nos identificamos com ele.
Todos nós que temos 'vinte e tantos' e gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes. Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça... Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos... Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro.
Parece que foi ontem que tínhamos 16... Então, amanhã teremos 30?!?! Assim tão rápido?!?! Façamos valer nosso tempo, as pessoas, o trabalho, nossa família, os amores! Que eles não passem!
Afinal, a vida não se mede pelas vezes que você respira, mas sim por aqueles momentos que lhe deixam sem fôlego...
Autor desconhecido

domingo, abril 25, 2010

Alma


Os dias de neve sempre são mais atraentes. O cenário incrivelmente branco, cobrindo as ruas e casas parece esconder muito mais que os telhados. Escondem vidas, histórias, mistérios. Alma gostava dos dias de neve, apesar do frio convidar a ficar dentro de nossas casas, quando não se tem exatamente uma casa, o melhor é sair pelas ruas, sentindo os flocos de neve caindo sobre a cabeça, em busca de algo inusitado, que torne aquele dia diferente.
Caminhando pelas ruas, um muro chama a sua atenção. De quem seriam todos aqueles nomes? Mônica, Maria, Rosa.. onde estariam essas crianças? "Sim, devem ser crianças" - Alma pensava consigo. E sentiu uma vontade incontrolável de também gravar seu nome, de estar perto daquelas crianças. Então, com o pedacinho de giz que encontrou, escreveu a única palavra que sabia, seu nome: Alma.
Satisfeita com o feito, algo fez com que olhasse para trás, era como se precisasse encontrá-la, estava lá, esperando-a, uma boneca igualzinha a ela: o gorro, o colete cor de rosa, os cabelos curtos e os olhos verdes. Por um instante achou que fosse um espelho, mas ela não se mexia, não piscava. Olhou-se novamente para conferir a semelhança e novamente voltou o olhar para a vitrine E como em um passe de mágica, a boneca havia desaparecido.
Num impulso, Alma tenta abrir a porta. Impossível, estava trancada. Quando ela teria a oportunidade novamente de ter uma boneca igual a ela? O sonho de toda menina estava ali, ao seu alcance. Decepcionada e irritada, arremessa uma bola de neve no vidro que as separa. Como se dessa forma, a porta desistisse e resolvesse abrir...
Sem sucesso, a menina segue cabisbaixa até que algo interrompe sua tristeza - o barulho da porta, abrindo lentamente, como um convite que ela seria incapaz de recusar.
Lá estava, sobre a mesa de centro.Em meio a tantas outras bonecas que não tinham a menor importância, lá estava ela e como era bonita! O entusiasmo era tanto para alcançá-la que mal percebeu o obstáculo no caminho. Tropeçou em um brinquedo - um boneco pálido sobre um triciclo. Agachou para ajudá-lo e o pôs de pé, em um instante o brinquedo percorria a sala, em direção a porta, como se quisesse fugir.Alma achou graça da tentativa de fuga daquele boneco feio e por um momento se distraiu do seu objetivo. Uma sala cheia de bonecos seria uma distração para qualquer criança, mas Alma só tinha olhos para ela, a sua boneca que agora, misteriosamente, estava em uma estante com muitas outras bonecas, todas ímpares e singulares.
Cuidadosamente, subiu pelo sofá para alcançá-la, estavam cada vez mais próximas uma da outra. Tirou a luva para que pudesse senti-la melhor, tocá-la e segurá-la de forma a não perdê-la mais. Esticou bem os pequenos braços e fez um esforço imenso para manter-se na ponta dos pés. Não poderia desistir agora que estava tão perto.
Tocou-a. Nesse instante, uma confusão enorme se fez presente. Uma escuridão repentina e de repente, sentiu-se presa. Sufocada. Em pânico, sem entender o que se passava, percebeu que olhava por um vidro, podia ver, ouvir, sentir, mas não podia se mexer, nem gritar, nem correr. Como todas aquelas bonecas que lhe faziam companhia naquela prateleira. E de lá, pôde ver a próxima vítima, a boneca de uma menina ruiva, com um vestido vermelho de flores amarelas.


Assista: http://www.youtube.com/watch?v=63fwk_pQFIE

sexta-feira, abril 16, 2010

É assim. Um dia você está como em todos outros, as pessoas que você conhece são as mesmas, assim como as coisas que você faz. Você nunca sabe quando isso pode mudar. Mas muda. E tudo acontece "de repente, não mais que de repente"....
E foi assim. De repente, estavamos todos na mesa do Cidão rindo muito. De repente, nasceu o churrasco na praça. E de repente, surge o Devaneios. E o CPJ. E vem mais um e outro, lá do sertão Paulista, vem o Pardal.. quietinho, na dele, com frases certas, no momento certo. E também o Lu, o oposto.. irreverente, descontraído, falante (e falante, e falante..rss) E a amiga do amigo se junta a turma, Ziza! Que abraça o CPJ, abraça as bagunças, os sonhos e também a "realidade". E de repente... não mais que de repente: pessoas que até então eram desconhecidas, tornam-se indispensáveis. Insubstiuíveis
Antes, desconhecidos. Hoje, amigos. Grandes amigos. Companheiros de trabalho, de festas, de ócio, de vida.
Tudo de repente, não mais que de repente.

E da mesma forma que sem que a gente entenda como a vida une as pessoas, ela separa. E cada um segue seu rumo, busca o que é melhor pra si. Tenta o novo, faz da vida.."uma aventura errante" E quem fica.. bem, não sei se todos, mas eu sinto como se um pedacinho de mim estivesse indo junto. E eu espero que realmente esteja, para que eu algum lugar, possamos estar todos sempre juntos.
(vou sentir saudade disso tudo) 


"De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente."


quinta-feira, abril 08, 2010

Correção

Bem, diante das reinvidicações, cá estou para me retificar. Disse no último post "meus adoráveis adolescentes de 13 a 17 anos" #fail, na verdade, vários alunos do 8ºB têm 12!! E como alguns do terceiro devem estar em vias dos 18.. melhor deixarmos as margens de erro para mais ao invés de para menos né? - Então tá, meus adoráveis adolescentes de 12 a 18 anos!!! =)

Temos um novo blog: http://homensdospelossedosos.blogspot.com/
e dois links estavam dando erro, então aí vai de novo:
http://g4sdiary.blogspot.com/
http://livrosdeportugues.blogspot.com/

Certo? Algo mais?

segunda-feira, abril 05, 2010

Blogueiros prodígios

Sempre é um dilema para mim como fazer avaliação de livros. Por vários motivos. Primeiro, porque eu sou contra a você ter que ler um livro só pra fazer uma prova, por exemplo. Poxa, o povo já não gosta muito de ler, sobre o terrorismo de uma prova então, por mais que o livro seja legal, eles sempre vão odiar (entenda por "eles" os meus adoráveis adolescentes de 13 a 17 anos) Segundo, se eu crio outra possibilidade, como trabalhos, sempre tem o malandro que vai na onda do nerd que leu o livro ou então aquele que só lê o resumo e JURA que eu não vou perceber que ele só leu o resumo (aqueles resumos cheios de erros que existem na internet...) Confesso que a experiência com trabalhos é pelo menos mais interessante do que as provas, os trabalhos são ao menos divertidos.
Pensando nesse grande dilema da minha vida severina, sempre pensei que a melhor solução seria um diário de leitura. Seria o ideal, afinal, o acompanhamento continuo faria com que não houvesse escapatória, os maladrinhos teria que ler e sempre registrar sobre o que leram. 
Pois bem, aspirante a blogueira que sou, foi o que fiz, agora, minha sétima série tem blogs! Sim, blogs! Por enquanto, quatro, mas ainda faltam dois! Cada grupo criou um blog e lá eles registram a leitura.. fazem breve resumos, escrevem coisas aleatórias, reclamam de ter que fazer um blog, dizem se o livro é legal ou chato, enfim.. fazem lá um diário de leitura no meio que mais faz parte da vida deles: a  internet. 
Os mais ingênuos podem pensar: "Nossa, eles devem ter adorado!". Não, eles não adoraram. Afinal, vcs já viram adolescentes gostarem de alguma coisa? hehe O fato é que eu ADOREI!! Me diverti agora lendo os posts, ainda são poucos, mas acho que vai ser legal! Estão bem espontâneos, divertidos, é como se eles não fossem ser avaliados, eu sou só uma leitora!!! 
Espero que eles se divirtam também! e aí, vai o link, para que os parcos leitores desse blog possam ver como essa galera se aventura como blogueiros: 

g4sdiary.blogspot.com (galerinha tá animada pra escrever aqui..já tem vários posts) 
thedarknessofhell.blogspot.com (sim, é esse mesmo o nome #medo) 
pudimtoread.blogspot.com (adorei o Pudim! haha) 

Assim que tiver os outros, eu divulgo também! =) 

Prestigiem!!!  

domingo, abril 04, 2010

Um feriado.

Quinta-feira, feriado. Acordar cedo, ir para Campinas. Uma hora de espera no consultório. Trânsito. Mais espera. Senha, leva a guia, paga exame, mais espera. Volta para casa com fome, mais espera. Espera, espera e não chega o almoço.Trabalho. Sim, trabalho na parte da tarde. Volta a pé para casa. De sandália. Combinado: noite com as amigas. Ou não, ou sim, ou não, ou sim. Ou não. Uma volta pela metrópole tão mal movimentada. 
Despertador: 4h. Tocou, acordei. Não acordei, volta a dormir.. perdi a caminhada. 
Lado positivo(?): arrumei meu quarto. Almoço em família - comida, comida e mais comida! Risadas, besteiras, saudades!! Outro lado positivo de não ter ido a caminhada: aproveitar esse momento.. ou quase,telefonema, mudança de planos, fazem os planos, te incluem e vc só os cumpre. Mais uma vez (a terceira da semana) rumo a Campinas. Chuva. O que a saudade não nos obriga a fazer? Chuva e mais chuva. Pizza e vinho. Chuva. Tequila. Chuva. Caipirinha. Chuva. Acampamento com as amigas. Não, a dadisse falou mais alto. Mudança de planos de novo, às 2h da manhã, com chuva. Acorda a mãe, carrega colchão, improvisa colchão. A experiência de dormir com apenas edredons no chão não é lá muito agradável. Detesto dormir mal. E ainda mais, acordar com o telefone. Chuva, chuva e chuva.. ainda bem que um bom almoço e as boas amigas são capazes de amenizar um mau humor. Despedida.. detesto despedida. Reencontro Bons reencontros. Tensão. Um pouco de mágoa? Talvez, mas se as pessoas pensam sempre nelas, eu também posso pensar em mim. E tudo que eu queria era dormir na minha cama, acordar na minha casa, ficar de pijama e fazer minhas coisas. E fiz. Compreensão e companheirismo? Fácil cobrar dos outros, sendo que falha também nesses aspectos.. principalmente no companheirismo. Enfim, sensação estranha ao fim desses quatro dias. Paradoxal.. os acontecimentos continuam iguais, quem mudou fui eu, antes tolerava muito mais, hoje em dia, não consigo mais. Projeto para evitar o câncer, enfim. 
E assim foi o feriado, como esse texto. Turbulento, confuso, sem coerência. 

segunda-feira, março 08, 2010

Tempero de vó, não tem igual.


(Aniversário de 77 anos, 29/10/2009)
Algumas vezes aqui já homenageei algumas umas mulheres em especial, e depois desse último fim de semana, eu devo fazer uma homenagem a ela.

Seu nome é Isabel Francisca dos Santos, esse ano completa seus 78 anos e uma memória que é de dar inveja às mocinhas de vinte e cinco. Lembra-se da data de aniversário de todos os seus nove filhos, seus dezessete netos e da sua bisneta. Além dos seus irmãos, tios, primos e etc. Nordestina de Pernambuco, onde se casou, viveu, teve seus filhos e jamais esqueceu... Sempre que possível, arruma suas malinhas, embarca em um avião para o Norte, como ela mesma diz. Quem a vê em seu pouco mais que um metro e meio de altura não acredita na força e na fé que ali existem.Força de uma mãe que criou nove filhos em uma realidade bem diferente da de hoje.. quando o mundo era machista, quando o marido nem sequer lhe permitia que cortasse o cabelo, em uma sociedade que não lhe permitiu estudar. Força de uma mulher que perdeu o marido, mas que seguiu em frente, sempre com fé na vida, em Deus, nas pessoas e na família, principalmente na família. Força de uma avó daquelas que preparam o almoço de domingo com todo cuidado... o feijão de corda de um, a carne de carneiro de outro, o frango assado daquele ali, o macarrão para aquele outro, o caldinho, a carninha, a farofa.. ahh, a farofa! a farofa que nenhuma das filhas consegue fazer igual. E que nenhuma das netas também conseguirá fazer. 
Nesse domingo, quando me sentei a mesa.. aquela mesma mesa..que é o cenário de muitos momentos da minha infância - páscoa, natal, aniversário de criança- vi aquela mesa com um monte de panelas e vários tipos de comida, sentei e observei o prato da minha priminha de quatro anos. Exatamente vinte anos mais nova que eu. Ela pegou uma colherada do pirão e disse: "Hum mãe, eu adoro isso aqui". Olhei meu prato, vi lá, o mesmo pirão, o gosto que eu conheço há tantos anos e pensei "eu também adoro isso aqui.." E adoro porque me lembra dessa velhinha que eu amo tanto. Velhinha com quem muitas vezes eu dou mancada e ela com todo carinho diz: "Que bom que vcs tão aqui, fazia tempo que vcs não vinham almoçar comigo" E adoro saber que ela está bem, forte, saudável, cheia de histórias, de lembranças e com o mesmo coração enorme de sempre, que acolhe a todos, mesmo com todos os defeitos e diferenças. 
É, dona Izabel, tempero de vó não tem igual. E amor também não. 

Às mulheres

Mais uma vez, fiquei muito tempo sem postar, não é mesmo? Pensei em escrever um post especial, mas decidi roubar as palavras do poeta. Não qualquer poeta, mas um poeta que admirava as mulheres! Disse certa vez: Que mais detesto: viagens/Gente fiteira, facistas,/Racistas, homem avarento/Ou grosseiro com a mulher.
As coisas que mais gosto:/ Mulher, mulher e mulher/(Com prioridade a minha)... 

Receita de mulher
As muito feias que me perdoem
Mas beleza é fundamental. É preciso
Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso
Qualquer coisa de dança,
qualquer coisa de haute couture
Em tudo isso (ou então
Que a mulher se socialize
elegantemente em azul,
como na República Popular Chinesa).
Não há meio-termo possível. É preciso
Que tudo isso seja belo. É preciso
que súbito tenha-se a
impressão de ver uma
garça apenas pousada e que um rosto
Adquira de vez em quando essa cor só
encontrável no terceiro minuto da aurora.
É preciso que tudo isso seja sem ser, mas
que se reflita e desabroche
No olhar dos homens. É preciso,
é absolutamente preciso
Que seja tudo belo e inesperado. É preciso que
umas pálpebras cerradas
Lembrem um verso de Éluard e que se acaricie nuns braços
Alguma coisa além da carne: que se os toque
Como no âmbar de uma tarde. Ah, deixai-me dizer-vos
Que é preciso que a mulher que ali está como a corola ante o pássaro
Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e
Seja leve como um resto de nuvem: mas que seja uma nuvem
Com olhos e nádegas. Nádegas é importantíssimo. Olhos então
Nem se fala, que olhe com certa maldade inocente. Uma boca
Fresca (nunca úmida!) é também de extrema pertinência.
É preciso que as extremidades sejam magras; que uns ossos
Despontem, sobretudo a rótula no cruzar das pernas,
e as pontas pélvicas
No enlaçar de uma cintura semovente.
Gravíssimo é porém o problema das saboneteiras:
uma mulher sem saboneteiras
É como um rio sem pontes. Indispensável.
Que haja uma hipótese de barriguinha, e em seguida
A mulher se alteie em cálice, e que seus seios
Sejam uma expressão greco-romana, mas que gótica ou barroca
E possam iluminar o escuro com uma capacidade mínima de cinco velas.
Sobremodo pertinaz é estarem a caveira e a coluna vertebral
Levemente à mostra; e que exista um grande latifúndio dorsal!
Os membros que terminem como hastes, mas que haja um certo volume de coxas
E que elas sejam lisas, lisas como a pétala e cobertas de suavíssima penugem
No entanto, sensível à carícia em sentido contrário.
É aconselhável na axila uma doce relva com aroma próprio
Apenas sensível (um mínimo de produtos farmacêuticos!).
Preferíveis sem dúvida os pescoços longos
De forma que a cabeça dê por vezes a impressão
De nada ter a ver com o corpo, e a mulher não lembre
Flores sem mistério. Pés e mãos devem conter elementos góticos
Discretos. A pele deve ser frescas nas mãos, nos braços, no dorso, e na face
Mas que as concavidades e reentrâncias tenham uma temperatura nunca inferior
A 37 graus centígrados, podendo eventualmente provocar queimaduras
Do primeiro grau. Os olhos, que sejam de preferência grandes
E de rotação pelo menos tão lenta quanto a da Terra; e
Que se coloquem sempre para lá de um invisível muro de paixão
Que é preciso ultrapassar. Que a mulher seja em princípio alta
Ou, caso baixa, que tenha a atitude mental dos altos píncaros.
Ah, que a mulher dê sempre a impressão de que se fechar os olhos
Ao abri-los ela não estará mais presente
Com seu sorriso e suas tramas. Que ela surja, não venha; parta, não vá
E que possua uma certa capacidade de emudecer subitamente e nos fazer beber
O fel da dúvida. Oh, sobretudo
Que ela não perca nunca, não importa em que mundo
Não importa em que circunstâncias, a sua infinita volubilidade
De pássaro; e que acariciada no fundo de si mesma
Transforme-se em fera sem perder sua graça de ave; e que exale sempre
O impossível perfume; e destile sempre
O embriagante mel; e cante sempre o inaudível canto
Da sua combustão; e não deixe de ser nunca a eterna dançarina
Do efêmero; e em sua incalculável imperfeição
Constitua a coisa mais bela e mais perfeita de toda a criação inumerável.



Feliz dia das mulheres!!! 

domingo, fevereiro 07, 2010

pensamentos soltos

Sinto falta de alguém que nem conheço.
Sinto falta de um sentimentos que nem ao menos sei como é.
Sinto falta de algo que ainda nem aconteceu, que custo a acreditar que existe.

Domingo. Mais um domingo. O último de férias.. mas como todos os outros domingos, carregado de uma preguiça sem fim. Uma antecipação do cansaço que virá com a semana, sendo ela de trabalho ou não. Não sei porque, mas os domingos parecem por si só já serem depressivos. Acordar tarde, dormir cedo - mesmo que sem sono - pensamentos a cerca do fim de semana. Pensamentos sobre a semana que vem por aí. Parece que depois do domingo tudo vai ser diferente... "vou começar a dieta", "vou ler mais", "vou fazer mais exercícios", "vou resolver as minhas pendências.." - e na verdade, tudo continua como antes, só carrega a ilusão de que algo será diferente.
Sinto-me amarrada a uma realidade. A consciência de que as mudanças que tanto quero estão nas minhas mãos não é suficiente para que elas aconteçam...
O que fazer? Mudar de cidade? De identidade? De vida?
Não aguento mais a mesma paisagem dos últimos dez anos. Sempre as mesmas pessoas circulando pelas ruas... AS MESMAS.. é impressionante como essa cidade não muda. As pessoas vêm e vão, mas são sempre as mesmas. É como se fosse um ciclo, no qual vc está sempre destinado a encontrar as mesmas pessoas.
Cansada das mesmas histórias, da rotina. De trabalhar muito, gostar do trabalho, mas não ver mais pra onde ir, crescer. Mestrado? Pós? Concurso público?
Cansada desse vazio que nunca se preenche. Dessa ânsia por algo desconhecido. Farta dos fantasmas que rondam a mente.. dos medos já conhecidos, da falta de esperança.. da frieza que cresce a cada dia.
As mesmas histórias, os mesmos finais.. e por que não? os mesmos personagens.. definitivamente..aqui não é o meu lugar.
E então? Onde é?

(...)

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Privilège e Zapata

Duas baladas opostas. Uma enorme, dizem que é uma das maiores da..da.... (ah, não me lembro) a outra quase passa despercebida, praticamente uma portinha. A Privilège com filas imensas, tops Dj's, promoters à la Ibiza. Zapata com músicas alternativas, ritmos latinos, funk, reaggeton, pouca fila e também sem muita divulgação. A primeira, nada mais nada menos do que 70,00 de entrada com míseros 30 de consumação, a outra, 20,00 reais de entrada. Enfim, duas baladas extremamente diferentes na mesma rua praticamente, mostrando como em Búzios é possível encontrar lugares para todos os gostos e estilos. Mas vamos uma a uma então... 

Privilège 
Eu achava que a Pachá fosse a balada mais procurada lá em Búzios, mas acho que ela anda meio em baixa, afinal, o que todo mundo comentava era essa tal de Privilège. A primeira vez que tentamos ir, chegamos era mais de meia noite e o valor era apenas 60,00 reais para entrar e mostrar um belo sorriso. Obviamente, não entramos. #nãoaceito 
Lá mesmo descobrimos que o esquema é chegar mais cedo e pegar os convites de consumação. Com ou sem convites a fila é sempre imensa! Pois então, um dia decidimos conhecer a "famosa" e fizemos como foi informado, chegamos mais cedo, pegamos o convite de consumação que era 70,00 com apenas 30 de consumação. Como eu disse, as filas são imensas, não sei quanto tempo ficamos, mas foi bastante. Sem contar os engraçadinhos que sempre querem cortar filas né.. 
(Fingindo felicidade na fila! kkkkk) 

Ao entrar, prepare-se: todas as bebidas são muito caras. O bom é que a cerveja é Heineken. Mas uma dose de tequila, por exemplo, custa 20,00. #tenso 
Não tem como negar, o lugar é realmente bonito. Os Dj's são bons e pra quem gosta de música eletrônica dá pra curtir legal. Mas como estou ficando velha, me irrito um pouco com lugares muito cheios!!  Fila pra entrar, fila no bar, fila no banheiro.. cansa né? Em todo caso, acho que vale a pena conhecer. Mas uma única vez, foi mais que suficiente! 
Zapata

Como vcs podem ver a fachada, o lugar é bem mais "humirde" . Confesso que na primeira vez que tentamos ir eu não botei muita fé. Pensem comigo, você observa a divulgação e o Dj que vai se apresentar é o Dj Jamanta. (OI?) Nós pensavamos que seria a noite latina, mas não, a propaganda do hostel falava sobre a programação normal da balada, sendo que no período de reveillon era tudo diferente. Enfim, por Deus, não fomos no dia do DJ Jamanta, voltamos em uma noite aleatória: uma segunda-feira, nossa despedida.

Pelo que percebi, o Zapata não é uma balada "modinha", ela abre independentemente das temporadas (o que não acontece com as outras) e tem um estilo mais alternativo mesmo. A entrada era de R$20 para mulher. (até rolou uma ameaça de que depois da meia noite aumentaria o preço mas era mentira..rs) Não acho barato, mas perto do que tínhamos... e as bebidas tb não são tão caras. (A tequila caiu de 20,00 para 12,00 reais) o ruim é que não existe comanda, vc tem que ir ao caixa toda vez que pede algo. 

(Nenhuma de nós é melhor que todas nós juntas) 

É meio difícil ser parcial sobre essa noite porque o conta é sempre a galera né? Era nossa última noite em Búzios, o lema era "cabácumtudo" então nos divertimos muito! Não estava cheio, mas as músicas eram legais, sem tumulto, sem filas. Enfim, gostei! :) 
Saímos de lá e essa era a vista

O legal de Búzios é isso, tem de tudo. Pra todos os gostos! E que é eclético, se diverte mais! :) 

segunda-feira, janeiro 18, 2010

A noite

A noite buziana é muito famosa. Não só porque é uma delícia caminhar pelo centro olhando pro mar (que vira e mexe está enfeitado com um luxuoso transatlântico) mas também porque o centro de Búzios é muito movimentado: bares, baladas, lojas, restaurantes, shoppings.. tem de tudo e para todos os gostos. A rua mais famosa é a Rua das Pedras (sim, ela é de pedras, o nome não é a toa, então, meninas, se vc não quiser parecer um pombo na areia : nada de salto alto) Nessa rua concentram-se os bares e baladas mais famosos.
Bom, eu vou falar dos lugares que conheci.Quase todas as noites seguiamos para lá com nossas rasteirinhas. Ah, detalhe cômico. Nós fomos de avião, logo, não tínhamos carro pra circular por lá.. e o táxi, bem, até que não era caro, chato mesmo era aguentar os taxistas mercenários e mal educados. Então, a melhor alternativa pra nós foi o transporte coletivo o qual funciona 24h e custava apenas 2,00. Mas o cômico da situação era o veículo usado: uma Kombi. Sim, uma Kombi. Iamos lindas, arrumadas e perfumadas.. de Kombi! hahah No fim das contas, era divertido (e eu, particularmente, adoro Kombis)

(Nós, na Kombi, no primeiro dia de Balada na Rua das Pedras) 


Nos primeiros dias em Búzios, chovia muito durante a noite. Assim, no dia que chegamos, ainda perdidas sobre o que fazer.. pedimos um táxi com a intenção de ir ao centro. Foi nesse momento que eu me irritei com o taxista, porque ele simplesmente nos desencorajou de ir até o centro, nos deixou no centro gastronômico que era pertíssimo e cobrou o mesmo que teria cobrado se tivesse nos levado ao centro. Legal, né? Enfim, nesse centro e em meio a chuva, o primeiro lugar que vimos foi a cervejaria Devassa..

(Detalhe para a unha rosa-chiclete da Pri) 


Um lugar até que agradável.. pra quem vai em casal. Em turma de amigas, solteiras e animadas.. não rola. Eu tomei a Devassa Loira (que ao meu ver, é como qquer outro chop!) as meninas tomaram caipirinhas que estavam boas também. Para comer, pedimos uma pizza. Aliás, achavamos que era uma pizza.. veio um projeto de pizza. Enfim, no meio do não-saber-o-que-fazer, até que valeu a pena. Mas não voltamos! =)

No nosso terceira dia em Búzios, chegamos um pouco tarde a Rua das Pedras, as baladas estavam com muita fila, bares cheios ou muito caros. No fim das contas, conseguimos entar no Anexo, sem ter que pagar os 50 reais que eram cobrados graças a influência de um amigo-instantâneo, rs, ainda bem, porque o lugar era minúsculo e como estava cheio, o calor era muito. O espaço que seria a "pista de dança" é do tamanho de uma sala de uma casa. Se não tivessemos ido para o camarote, onde tinha sofazinhos e tal, não ia ser legal. Ou seja, é uma bar que nem sei como que eu fui parar lá uma vez na minha vida, porque não tem NADA A VER comigo. Não mesmo! (pra vc ter ideia, nem tenho fotos..rs)

Depois dessa noite..estranha...a idéia era ir no Zapata, pois havia uma propaganda de que rolaria música latina, reggaeton, e tal. Chegamos ao lugar, (debaixo de chuva) e não era a noite latina, era um tal de Dj Jamanta.(OIIIIIIII?)  Eu me recusei a entrar num estabelecimento com um Dj chamado Jamanta. (Não é possível que seria legal) e aí, quando tudo parecia perdido, apareceu uma promoter divulgando uma casa nova chamada Lapa 40º. Eu já tinha ouvido falar do lugar e estava mesmo com vontade de ir e pra nossa sorte, ela tinha Vips femininos!!! E lá fomos nós!!!



Existe uma casa igual no Rio de Janeiro, no bairro da Lapa mesmo. Essa casa é nova em Búzios, era o primeira semana, se não me engano. A intenção é uma casa de samba de gafieira, mas creio que foram feitas algumas adaptações pra atrais o público que costuma sair a noite na cidade.
Logo na entrada, eu me surpreendi ao ver o Carlinhos de Jesus e só então fui informada de que ele é um dos sócios da casa! Ele esteve lá pra abrir o show do João Sabiá, ficou por um bom tempo e eu pedi pra tirar uma foto:

(Ele é uma simpatia, gente!!!) 


Das baladas que fui em Búzios, sem dúvida, essa foi a que eu mais gostei. Lugar bonito, estiloso. O chão parece uma calçada de rua, dando ar de boteco, as mesinhas também se parecem com mesinhas de boteco (um boteco phyno, claro!) Antes de começar o show rolam vários tipos de música. Música eletrônica, mas nada de putzputz, aquele house que costumamos ouvir na rádio. Tocou pop rock, enfim, tocou de tudo mesmo. E também, samba!!! O show mesmo, na minha opinião, foi curto, mas rolou um samba de qualidade!!! Depois, tudo vira festa né.. e quando começou a rolar o pancadão, decidimos ir embora! =)


(o chão em frente ao bar) 

(as mesinhas) 


(a causação heheheh) 


A frente da balada é de vidro, ela fica na Orla Bradô, próximo ao píer, então, a visão de dentro da balada era o mar e o transatlântico iluminado. Chiquérrimo, né? Com a entrada Vip, foi mais chiquérrimo ainda! haha
A entrada Vip facilita porque todas as baladas são bem caras, mas o preço do bar não facilita muito não! ;)

Bom, ainda tem mais duas baladas para serem comentadas e um barzinho. Acho que vai ficar meio longo, né? A noite é sempre muito longaaa...... Aguardem próximos capítulos!

domingo, janeiro 17, 2010

A nossa praia

Sem dúvida, Geribá foi a "nossa" praia. Um dos motivos era por ser mais perto, como disse no post anterior, mas das praias que visitei em Búzios, foi a que mais gostei mesmo. Não era mais bonita, nem mais famosa, mas enfim, sentia-me bem lá.
É a praia preferida da galera jovem, em vários pontos da praia, existe uma tenda em que rola música eletrônica. Um dos points de Búzios era lá, o FishBone - um bar/balada, enfim. Com a entrada pela areia agradava tanto aos que entravam como os que ficavam nos guarda-sóis em frente. Me lembrou muito o skol spirit, que tinha em Maresias. Rola aquela música eletrônica Lounge, que não incomoda os ouvidos dos não apreciadores. Fora que, é tudo de bom sonzinho na praia né? Faz falta. Então, esse era um dos pontos mais movimentados de Geribá, principalmente depois das 16h. (aliás, percebemos que esse negócio de acordar cedo e ir pra praia não rolava.. o movimento começava mais tarde e ia até anoitecer). Foi lá que ficamos no primeiro dia de praia, mas não chegamos a entrar no FishBone:

(Eu, Kirs e Pri, no primeiro dia de praia - 28/12, ainda não estava Aquele sol)

(Esse é o Fish Bone, foto tirada pela Maithê) 


(Essa é a vista de dentro do Fish Bone.. chato né?foto by Maithê) 


Caminhando para a outra ponta da praia, também havia uma tenda com música eletrônica. Foi lá que conhecemos o Sérgio!!!  Uma mesa com guarda-sol e cadeiras custava em média 50R$ de consumação. Como estávamos em cinco meninas, isso não era um problema. (mesmo porque, 50 reais de consumação ia rapidinho) Mas nesse quiosque, o garçon argentino se tornou nosso amigo, e quando chegavamos mais tarde e não estávamos afim de beber muito, ele nos liberava da consumação. =)
E como acontece com quase todo mundo que vai a praia, não compensa ficar comprando bebidas nos quiosques (ainda mais quando a viagem dura dez dias)

(Esse é o Sérgio) 



Mas existe um outro tipo de comércio em Geribá que vale a pena: comprei um Biquíni vermelho de bolinhas brancas por apenas 25,00!! Biquinis, cangas, saídas de praia.. os ambulantes trazem opções bem interessantes.

(olha o biquini aí! heheh) 


Foi lá também que passamos a Virada. Não sei como foi em outros pontos de Búzios, mas lá tinha MUITA gente, muita mesmo. Isso eu não gostei mto, acho que estou ficando velha e fico meio tensa com multidões. hehe Acredito que isso aconteceu também porque tinham várias festas acontecendo, como por exemplo, a festa da Privilège, balada top da cidade. Mas, mesmo com a chuvinha que veio a meia-noite pra abeçoar o novo ano, foi um reveillon inesquecível.

(Toda a galera junta num encontro quase impossível - milagre de Ano Novo?) 

A música, as pessoas bonitas, a água gelada (às vezes muito gelada), o mar azul, os bons quiosques.. tudo isso é bom. Mas o melhor de Geribá..ah, sem dúvida, é o pôr-do-sol...

(Quando a gente está triste demais, gosta do pôr-do-sol… /- Estavas tão triste assim no dia dos quarenta e três? / Mas o principezinho não respondeu." (O Pequeno Príncipe))

Ou, para os que não são dorminhocos como eu, o nascer do sol....

(01/01/2010) 

Logo tem mais... Bjos**


sábado, janeiro 16, 2010

Sei lá, sei lá.. essa vida é uma grande ilusão!

Já falei aqui sobre minha paixão por viagens, né? Conhecer lugares, pessoas, paisagens.. me apaixono por cada novo lugar que conheço! Minha última viagem foi pra Búzios, durante o reveillon! Ficamos dez dias. Em cinco meninas. Ou seja, tem muita história pra contar!!! Resolvi então fazer não apenas um post sobre toda a viagem, mas sim, vários "capítulos", falando em cada um deles um pouco sobre essa cidade de belo pôr-do-sol e água cristalina!
Vou começar então pelo nosso cantinho, o Buzioxx Hoxtel!

(Eu, Pir, Amanda e Lari, na cozinha coletiva, fazendo um esquenta antes de sair) 


A nossa última experiência com hospedagem não tinha sido legal. Em Maresias, alugamos um chalé e quando chegamos lá, todas as informações eram falsas: a localização era péssima, o imóvel sujo e bem menor do que parecia. Fora que em Maresias é dífícil conseguir táxi. Então, as meninas que foram de ônibus passaram um belo apuro para chegar até a casa. Dessa vez, preparamos-nos melhor, pra não passar raiva e nem perder grana.
Para quem não tem muito pra gastar, o Hostel é a melhor opção. Não é tão caro como um hotel, nem tem tantas "frescuras" e é mais confiável. Muitas vezes as pessoas só procuram hostel quando vão pra fora do país, eu já conheci dois aqui no Brasil, e os dois muito bons! Ambos filiados a rede Hostelling International, o que traz uma certa credibilidade.No site da federação tem os albergues do país inteiro, é só acessar: www.hostel.org.br 
Foi a partir do site que começamos a negociar com a Nay, ela foi muito atenciosa!!! Ficamos em quarto privativo com banheiro. Aliás, um super banheiro. (o que é essencial para um quarto com cinco mulheres). Ela ficou responsável por agendar nosso transfer do aeroporto do Rio de Janeiro até Búzios e foi tudo perfeito. Chegamos lá, a van já nos esperava e na volta, também, sem problemas.
Como já disse, as acomodações eram ótimas. Não sei sobre o quarto coletivo, mas creio que deve ser da mesma forma. Todos os funcionários eram muito simpáticos (o que é raridade no RJ, viu, na maioria dos estabelecimentos as pessoas tinham uma má vontade pra atender..) e aí vc acaba fazendo amizade com o pessoal. A própria Nay, sempre dava altas dicas sobre o que fazer na cidade, a Mi, estagiária de turismo, também, muito gente boa! o Carloxxx, que ficava durante a noite, sempre abria a porta pra gente lá pras 4h, 5h da manhã e mesmo assim de bom humor! E a dona Ilma, que preparava o café da manhã e limpava o quarto mesmo com a bagunça que a gente deixava!!
O legal do hostel também é a socialização. Você conhece várias pessoas, do mundo inteiro, de culturas muito diferentes. A figura mais engraçada desse hostel foi a Cibele Marie, uma carioca francesa (ou seria francesa carioca?) engraçadíssima! Aquele estilo madame/perua decadente, que já viveu muito e tem muita história pra contar! Segundo ela, Búzios era uma cidade melhor pra se viver antes de ficar cheia de turistas. A história da Brigitte Bardot é uma farsa pra atrair turistas e a rua das Pedras é um lixo! Nós tínhamos é que conhecer o Clube de Vela, porque é lá que estavam os gatos!! Segue uma foto dessa figura:

Outra coisa legal desse hostel é a localização! Ele fica na praia de Geribá, (essa praia também merece um post a parte) que é uma das praias mais agitadas de Búzios. Além de ser o melhor lugar pra quem é jovem, é uma praia grande, então mesmo que tenha muita gente, é possível encontrar um espacinho pra tomar um sol e curtir o mar. Pra quem quer uma praia mais tranquila, por perto, tem a Ferradura e Ferradurinha.
Além de outras facilidades: mercado, padaria, farmácia, posto de gasolina, ponto de táxi e ônibus - tudo por perto. Tem um bom centro comercial no bairro, além de ser próximo ao centro gastrônomico, em Manguinhos e também não ser muito longe do centro e da badalada Rua das Pedras.
Até mesmo quando bate um ócio, como foi o caso da nossa última noite - não podíamos sair, porque o trasfer passaria às 5h da manhã (e as energias tb não eram muitas) - há coisas pra fazer. A Amanda preferia ver a novela, a Cris às vezes entrava na internet, eu, a Pri e a Lari ficavamos conversando na cozinha, envolta da mesa de sinuca, e nesse último dia, nós jogamos Imagem & Ação, o que foi muito divertido.
Enfim, sinto saudades do nosso quarto 2, de ir no terraço e ter certeza de que o dia estava ensolarado, de tirar fotos na sacada antes de sair, de atormentar o Carrlox na volta! Sem dúvida, não haveria lugar melhor para ficarmos!!!
Caso você vá a Búzios, segue aí minha opção de hospedagem. Tenho certeza que não vai se decepcionar!!!

 (Nós junto com a Nay e a Mi, no dia da Virada) 

(A ceia de Reveillon organizada pelo Hostel) 



(Foto geral!! estamos lá no fundooo.. óbvio que não dá pra ver..rss)