sexta-feira, fevereiro 15, 2013

Sabedoria (com um pouco de sarcasmo)

"O ciumento é tão patético como um cão correndo atrás do próprio rabo, perseguindo aquilo que já tem." (Gabito Nunes) 

"Aqueles que não lembram do passado estão condenados a repiti-lo, mas aqueles que se recusam a esquecer o passado estão condenados a revivê-lo" (Revenge)





"

segunda-feira, janeiro 21, 2013

Bolero de Ravel

"A alma cativa e obcecada
enrola-se infinitamente numa espiral de desejo
e melancolia.
Infinita, infinitamente...
As mãos não tocam jamais o aéreo objeto,
esquiva ondulação evanescente.
Os olhos, magnetizados, escutam
e no círculo ardente nossa vida para sempre está presa,
está presa...
Os tambores abafam a morte do Imperador."
(Carlos Drummond de Andrade)

Uma das delícias em ser professora de literatura é se surpreender a cada nova aula. É perceber coisas que não percebera antes a partir de um comentário. É ter uma epifania, ainda que exista a obrigação e a exigência. Entrou para a lista dos vestibulares Sentimento do mundo, de Drummond. Depois de muito tempo tentando "penetrar surdamente no reino das palavras" por meio d'A rosa do Povo, eis que tive a deliciosa obrigação de ler Sentimento do mundo. 

Pra quem não conhece, Bolero é a famosa composição de Maurice Ravel, por isso ficou conhecida como Bolero de Ravel, trata-se de uma música... chata, como bem comentou meu aluno ao ler o título do poema. Na hora em que ele leu, lançou "Eu já toquei essa música, ela é chata pra caramba" . Ele, vestibulando de Música, já anunciou pro resto da sala o que estava por vir. "Por que é chata, Otávio?" "Ela não sai daquilo, é repetitiva. Chata."  (vindo dele o comentário é ainda mais significativo, pois ele toca percussão, e o mais repetitivo em todo o bolero é justamento o barulho dos tambores).  Pois é, o bolero de Ravel é extremamente famoso, marcado pela repetição intensa da mesma melodia que vai ganhando força com o aumento da repetição.
(Se quiser, dá o play aí, ouve uma vez, ficará o dia todo com a maldita na cabeça...) 

 Só com título, Drummond já nos diz muitas coisas: a repetição, a insistência, o ciclo. Se formos verso a verso, veja só "cativa e obcecada". Cativo é aquele que está em cativeiro, aprisionado. Obcecado, bem, talvez este cativeiro seja uma escolha, fruto dessa obsessão da alma...uma alma que se joga em uma espiral - de desejo e melancolia - a espiral  é justamente a representação concreta de um ciclo, afinal ela parece não ter fim - "Infinita, infinitamente". Em meio a esse ciclo vicioso "as mãos não tocam jamais o aéreo objeto", ou seja, o objetivo pretendido não é alcançado e mesmo assim, nossa vida continua "presa", "está presa" - as repetições no texto o aproximam do ritmo do bolero.

Drummond nos mostra como, às vezes, nos jogamos em um Bolero de Ravel. Acabamos por nos tornar prisioneiros de uma obsessão. Insistimos,  continuamos, persistimos, a ponto de não ter mais controle do que estamos fazendo, tornamos-nos cativos. Obcecados. No início, havia um objetivo, mas este acaba esquecido. O foco não é mais o objeto de desejo em si, mas apenas consegui-lo, ainda que ele não faça mais sentido. "Os tambores abafam a morte do Imperador" - a obsessão faz com que nem mesmo percebamos que não há mais objetivo, acabou, o alvo não existe. E você está preso em uma luta que não tem mais motivo.

O poeta gauche me levou a uma viagem interior, incontáveis momentos em que eu estava presa em um Bolero de Ravel. Momentos em que eu estava envolvida na espiral e não sabia mais diferenciar o começo do fim, tudo era um ciclo eterno. O problema é quando os tambores param de soar. Enquanto eles "abafam a morte do imperador", continuamos na insistência, no murro em ponto de faca. Mas quando os tambores param, vem a realidade. Não há mais imperador. Acabou. Para. Não faz mais sentido. Você está livre.

E quem disse que nós queremos estar livres?

Queremos estar presos. Presos a pessoas. Pessoas que não nos amam. Insistimos em alguém que já é caso perdido. Para quê? Pessoas egoístas que só pensam nelas mesmas. Insistimos achando que uma hora elas irão perceber o que fizemos para elas. Para quê? Pessoas conturbadas cujas vidas achamos que pudemos mudar (ahh, quanta ousadia...) Para quê? Presos a ideais. Ideais que não valem a pena. Lutamos por ideais que nem sabemos se valem a pena. Por quê?  Presos a sonhos. Sonhos que precisam ser deixados pra trás. Não se realizaram e nem vão se realizar. Somos resistentes à mudança. Por quê?

A sociedade nos treinou para não desistir. Para não perder. Quem não vai até as últimas consequências é covarde. A sociedade nos ensinou a ser teimoso, cabeça-dura. Esgotar todas as possibilidades. E assim nós mergulhamos na espiral para alcançar sabe-se lá o que. Até os tambores pararem.

Mas, quando os tambores param, é preciso fazer alguma coisa. Em uma metáfora bem simples, é como o cachorro correndo atrás do carro. E se o carro parar, o que ele vai fazer? E o que fazemos com a liberdade? Não a queremos. É mais fácil ser cativo.

O pior de tudo é quando param os tambores e você percebe o quanto perdeu. Por mais que seja difícil lidar com a liberdade, ainda é melhor do que viver para sempre no mesmo ciclo. Perceber o quanto de tempo, empenho foi dedicado a algo que já havia perdido o sentido há muito tempo. (Se é que houve sentido em algum momento).

E aí mudamos, damos novas chances, começamos de novo... cheios de otimismo, uma nova melodia, um novo ritmo. E a pergunta que não sai da minha cabeça é: será que não estou mergulhando novamente em um Bolero de Ravel?


domingo, janeiro 06, 2013

Adeus, 2012.

Eu sempre tive uma superstição idiota de achar que anos pares eram melhores que anos ímpares. Às vezes, eu tenho a impressão de que algumas coisas acontecem justamente pra nos mostrar: "Ei, para de ser tonto, você não controla nada nessa vida. Nem adianta tentar entender!" - E foi assim com esse ano, par, cheio de expectativas, por fim:  2012 foi uma bosta. 
Tentei evitar. Cheguei até a decidir que não iria escrever nada. "Foi um ano tão ruim que não merecia um registro" pensei. Mas, afinal, de que servem as bostas da nossa vida se a gente não refletir e aprender alguma coisa com elas? (ou talvez elas não sirvam pra nada mesmo, nem tudo tem uma lição!) Enfim, não consegui deixar passar. Seja pra refletir, pra mudar de ideia (será que foi mesmo tão ruim assim?) Então, achei aqui esse questionário - pra deixar as coisas mais práticas - e juntei com a ideia das fotos, que fiz no ano passado. E vamos lá, é última vez que quero pensar nesse ano. 


1. Onde você estava quando 2012 começou?
Em Barra do Una, São Sebastião.

2. O que você fez em 2012 que você nunca tinha feito antes?*
Fiz luzes no cabelo. 
Comecei a usar aparelho.
Conheci um centro de Umbanda.
Viajei de navio. 

Fui a um restaurante francês, no Brasil. 

(Paris 6, São Paulo - Coquelet au vin avec purée et cosmopolitan) 

3. Você manteve suas resoluções de fim de ano e fará novas para 2013?
Tem aquelas que a gente sempre mantém: fazer mais exercícios. Emagrecer. Ler mais. Economizar e blábláblá São coisas que vão nos acompanhar a-vi-da-to-da. O importante é sempre fazer novas. Sem dúvidas, elas estão na lista. 

4. Você foi a algum show em 2012?
Sim! Um show épico: Madonna! no estádio Morumbi.
(Like a prayer) 
 Foo Fighters e Joan Jett no Lollapaloozza

 (Joan Jett and The blackhearts) 
(Foo Fighters) 
Jorge Benjor no Carnaval em Jaguariúna 

5. Você procurará um novo emprego em 2013?
Não pretendo.
(Em que outro emprego aconteceria isso? s2 )  
6. Você bebeu muito em 2012?
Em comparação a outros anos, nem tanto. Já fui mais animada. A ideia é beber cada vez menos (afinal, o metabolismo já não é o mesmo!) 

7. Você viajou nas férias? Para onde?
Em janeiro, estava na Barra do Una, São Sebastião. 
 (De um lado praia, do outro rio) 
(Uma das minhas paixões: pôr do sol) 
Em Julho, viajei para São Bento do Sapucaí
(pedra do Baú) 
Com uma passadinha de leve em Campos do Jordão 

 e em dezembro, no Natal, fiz um Cruzeiro.  (Santos, Itajaí, Ilhabela, Búzios, Rio de Janeiro) 
Com direito a um passeio a Arraial do Cabo, RJ 

E depois, viagem de Reveillon, para a Barra do Una de novo, com galerinha show de bola!
(a arte de viajar em dezesseis pessoas!! É o Bronx!) 
É por isso que eu amo férias!:) 

8. Qual foi sua maior conquista em 2012?
Não sei, ao certo. Acho que não tem nada que eu possa nomear como "conquista".
O mais próximo foi o trabalho da ExpoIntegrado, era uma sala difícil, tive alguns problemas de relacionamento com eles no outro ano, mas resolvi apostar mesmo assim. E não me decepcionei! A galerinha se empolgou e fez uma linda homenagem a Jorge Amado, isso é o que eu chamo de incorporar o personagem! Fiquei muito orgulhosa e realizada. Acho que isso é uma conquista, não é mesmo?  
(Turma do 9º ano, ExpoIntegrado 2012) 

9. Se você pudesse voltar no tempo, para qualquer momento de 2012, e mudar alguma coisa, o que seria?

Por comodismo, eu costumo "aceitar" que tudo que aconteceu foi exatamente como deveria ter acontecido. Mas, nossa, esse ano aconteceram coisas que eu NUNCA imaginei que poderiam acontecer...e eu gostaria de mudá-las sim. 
Um momento, em especial, está no topo da lista. Seria um sábado de agosto, UMA SEMANA antes do meu aniversário. Mudaria porque esse momento estragou o meu sábado. Mudaria porque ele estragou um fds raro, em que eu estava com uma amiga que vejo pouco. E mudaria porque foi absolutamente desnecessário. 
Recebi um telefonema MUITO desagradável e sem noção, de uma pessoa que eu nem conheço.  Devido ao choque da situação,  não consegui dar a resposta que a pessoa merecia. Se eu pudesse voltar àquele sábado, falaria tudo que está engasgado até hoje, o quão ridícula ela foi em se meter numa história que já tinha terminado, que já não tinha mais sentido algum, e que insegurança e obsessão possessiva, a gente cura com terapia - daria até uns conselhos, do tipo, "Amiga, você precisa de tratamento, procura ajuda e me esquece!". E, de quebra,  relacionado àquele mesmo evento, teria procurado o imbecil que permitiu o telefonema e diria pra ele o quanto ele é frouxo! Só isso: FROUXO. Afinal, quem não consegue cuidar nem mesmo do próprio celular, é, além de muito otário, frouxo.

10. Você ficou doente ou ferido?
Tive uma infecção urinária bem chata. 

11. Qual foi a melhor coisa que você comprou?
Também não tem nada muito significativo. Acho que seria o patins. (pelo menos, foi a mais divertida!) 
 (Get a long, Gang!) 

12. Quais são as pessoas cujo comportamento mereceu aplausos?
Minha mãe. Deu uma guinada na sua vida. Recuperou autoestima, a vontade de viver de fato, viajar e aproveitar a vida!! Está cheia de planos e parece uma nova pessoa! 
(Nunca imaginei minha mãe fazendo Skibunda! Mas ela fez! Em Natal, RN)
Linda e feliz!  

13. E quais são as pessoas cujo comportamento você reprovou?
Uma virginiana sempre reprova vários comportamentos. A gente sempre tem nossos julgamentos sobre as pessoas com quem convivemos, mas são coisas tontas, gente que fala uma coisa faz outra, que dá desculpas esfarrapadas pra tudo, enfim, tonteiras do dia a dia. Muitas vezes, nem me dizem respeito, logo não é problema meu.
Então, pensando em comportamentos que me afetaram diretamente, só consigo pensar em uma pessoa mesmo, com quem eu me relacionei e gostaria de nem ter conhecido. Fazer o papel de corno-traumatizado-órfão-doentinho pra ganhar a  confiança de uma pessoa, usá-la enquanto estava carente, fazer discurso de que "não quer magoar", para depois permitir escândalo de gente louca e  sair da história como se nada tivesse acontecido é algo que não se faz MESMO. 
Quando nos relacionamos com alguém, só o que queremos é respeito e consideração. E um "desculpa qualquer coisa" por SMS não é nem um pouco de consideração. 
Quando não acontece nem isso, só resta lamentar  por ter gostado de alguém tão mesquinho e insignificante.

14. Onde você investiu a maior parte do seu dinheiro?
Boa pergunta. Eu nunca sei onde eu invisto meu dinheiro.. só sei que ele acaba. 

15. O que te deixou muito, muito, muito feliz?
A participação de todos os meus alunos do ensino médio no Sarau deste ano. E mais: o entusiasmo de todos eles. Fiquei muito feliz mesmo! 
(As luzes do Carrossel, Jorge Amado) 
(Declamar Under Pressure também foi algo que me deixou muito feliz!! Muito mesmo) 

E um convite para ser madrinha de casamento de um casal muito querido! :) 

(Pela primeira vez, madrinha mesmo! E não substituta! rs) 

16. Qual música sempre vai te lembrar de 2012?
Somebody that I used to Know, Gotye

But you didn't have to cut me off/Make out like it never happened and that we were nothing/And I don't even need your love/But you treat me like a stranger and that feels so rough/No, you didn't have to stop so low/Have your friends collect your records and then change your number/I guess that I don't need, that though/Now you're just somebody that I used to know/Now you're just somebody that I used to know/Now you're just somebody that I used to know....


17. Comparando este momento com o que você viveu exatamente um ano atrás, você está mais feliz ou mais triste?
Talvez, no momento, há um ano, eu estivesse me sentindo mais feliz do que agora. Mas como a lembrança, hoje, não me deixa feliz, estou mais feliz hoje. 

18. O que você queria ter feito mais?
Ler. 

19. O que você gostaria de ter feito menos?
Chorar. 

20. Como você passou seu Natal?
Em alto mar! Em um Cruzeiro com minha minha mãe e meu irmão. 
(Navio Empress - Pullmantur - Foi difícil conseguir tirar essa foto!) 
(Noite de Natal) 

21. Quem foi a pessoa de quem você mais sentiu falta este ano?

A de sempre! A Pir, minha parceira andarilha! Eu sempre sinto muita falta dela! :) 
(Cachoeira do Sol, Monte Alegre do Sul) 

22. Você se apaixonou em 2012?
Infelizmente, sim. 

23. Qual foi a maior mudança para você em 2012?
Finalmente, eu parei de criar expectativas. As pessoas sempre vão pensar nelas mesmas em primeiro lugar. Fato. Tento não mais me sentir A injustiçada, com vontade de mudar tudo e todos. E aceitei o maior clichê de todos: um dia, a vida mostra.Não é preciso fazer nada, é quase racional e lógico: uma questão de ação-reação. Você faz merda e a merda volta pra vc! 

(bom, criei essa consciência, ao menos. Não criar expectativas será difícil, mas vamos tentar!)  

24. Quais foram os seus programas de TV favoritos?
A novela Avenida Brasil! #oioioioioi 
Além disso, a série Once Upon a Time. - depois do fim de House :( 

25. Você odeia alguém agora que você não odiava há um ano?
Sim. 

26. Qual foi o melhor livro que você leu?
Que difícil... 

Bem, foi o ano dos best-sellers. Então, acho que foi a trilogia "Jogos Vorazes".
(O exemplo faz a diferença - turminha do Ajja que também leu o livro!) 
27. Qual foi a melhor descoberta musical?
Florence and the machine. Embora eu já conhecesse, descobri mais músicas muito boas!
(Sweet Nothing - Florence and the machine feat Calvin Harris) 

"So I put my faith in something unknown/I'm living on such sweet nothing/But I'm tired of hope with nothing to hold/I'm living on such sweet nothing/And it's hard to learn/And it's hard to love/When you're giving me such sweet nothing/Sweet nothing//Sweet nothing/You're giving me such sweet nothing
It isn't easy for me to let it go/Cause I swallow every single word/And every whisper, every sigh/It swept this heart of mine/And there is a hollow in me though"

8. O que você queria e conseguiu?
Fazer o tratamento ortodôntico. Estava há muito tempo na lista de coisas para fazer e sempre ia ficando de lado. Dessa vez, foi! 


29. O que você queria e não conseguiu?
Emagrecer mais. 

30. Qual foi o seu filme favorito em 2012?
Batman - o cavaleiro das trevas, ressurge.

(Ou Sherlock Holmes 2 - to em dúvida..)  

31. O que você fez no seu aniversário (e quantos anos você tem)?
Fiz 26 anos.
Ganhei uma festa surpresa do pessoal do trabalho.
Comemorei ouvindo um bom rock n'roll, tomando umas tequilinhas na noite de festa à fantasia do Sebastian Bar. 
(Eu sempre quis me fantasiar de Bela)  
Recebi surpresas adoráveis... 

E pra terminar, vinhoterapia com as amigas! 
Com todas essas pessoas queridas, fica difícil não ter um Feliz Aniversário. Embora "feliz" não fosse o adjetivo mais apropriado para mim, nesse dia. Foi um esforço coletivo. Eles sabiam que eu não estava bem e mesmo assim, todo mundo se esforçou para fazer com que a lembrança da data fosse boa! Obrigada a todos que estiveram por perto de alguma forma nesse dia. Eu nunca vou esquecer! :) 

32. Que coisa teria tornado seu ano imensuravelmente melhor?
Não ter conhecido uma pessoa. 

33. Como você descreveria seu conceito pessoal de moda e estilo em 2012?
Eu sou muito básica. Mas acho que esse ano fui um pouco vintage! 
(Noite de Natal, Cruzeiro) 

34. O que manteve sua sanidade?
Por incrível que pareça, o trabalho. Foi o meu motor para continuar em determinados momentos. Poder falar sobre o que eu mais amo, criar, ver o aprender, enfim, se não fosse ter que ir dar aula, não sei como eu teria levantado da cama em alguns dias. 

 35. Qual celebridade/figura pública que mais te fascinou?
Dave Grohl. Embora eu conheça o Foo Fighters desde a adolescência, não sabia muito sobre a história da banda. Quando assisti ao documentário Back and Forth e fui ao show, fiquei encantada. O cara, além de excelente músico, é o cara mais legal do rock! 
Atriz Adriana Esteves, que ficou fantástica no papel de Carmen Lúcia. Mostrando que a novela brasileira está mudando e tem muitos talentos!

36. Escolha o trecho de uma canção que melhor resume seu ano de 2012.


Should Have Known, Foo Fighters. 

I should've known, that it would end this way/I should've known, there was no other way/Didn't hear your warning/Damn, my heart gone there!
I should've known: look at the shape you're in/I should've known, but I don't write in
One thing is for certain/As I'm standing here/I should've known...
(...)
Though I can not forgive you yet/No, I can not forgive you yet/To leave my heart in debt
I should've known, I was inside of you/I should' known there was that side of you
Came without a warning/Caught me unaware
I should've known: I've been here before/I should've known: don't want it anymore
One thing is for certain/I'm still standing here/I should've known....
Maybe you was right/Didn't want a fight/I should've known
Couldn't read the signs/Couldn't draw the line/I should've known
No, I can not forgive you yet/No, I can not forgive you yet/To leave my heart in debt

I should've known...


No fim das contas, tudo que a gente pensa é "eu deveria saber..." 
37. Do que você sente falta?
De um companheiro. 

38. Quem foi a melhor pessoa que você conheceu em 2012?
Flavinha! Entrou no Integrado como uma professora de história e agora é uma amiga indispensável! E junto com ela, o Danny, amigo-terapeuta! Eles foram incríveis! Essenciais! Já são amigos pra vida toda! 


(Grainne's, banda Os Patrões - ótima descoberta de 2012 também) 

39. Conte uma lição de vida importante que você aprendeu em 2012.
Tudo que acontece em sua vida é fruto das suas próprias escolhas. Aceite. 
VOCÊ é o único responsável pelo que acontece em sua vida. 

40. Quais são os seus planos para 2013?
*Decorar a letra de Eu quero ver o oco e Olhar 43.
*Decorar a coreografia de Thriller. 
*Ler, pelo menos, um livro por mês.
*Fazer uma viagem internacional.
*viajar, viajar, viajar e viajar. 
*Fazer uma cirurgia plástica.
*Terapia 
*Comprar um carro. 
E, principalmente, conseguir fazer tudo isso.  Afinal, são coisas simples que fazem um dia diferente do outro, um ano diferente do outro...



(Noite de lua cheia - 31/12/2012) 

Seja bem vindo, 2013. Sem expectativas. Vamos levando do jeito que tiver de ser.. :) 



quarta-feira, novembro 14, 2012

Você precisa saber..


I want you to know
That I'm happy for you
I wish nothing but
The best for you both
An older version of me
Is she perverted like me?
Would she go down on you in a theater?
Does she speak eloquently?
And would she have your baby?
I'm sure she'd make a really excellent mother
'Cause the love that you gave, that we made
Wasn't able to make it enough
For you to be open wide, no
And every time you speak her name
Does she know how you told me you'd hold me
Until you died? 'Til you died?
But you're still alive
And I'm here to remind you
Of the mess you left when you went away
It's not fair to deny me
Of the cross I bear that you gave to me
You, you, you oughta know
You seem very well
Things look peaceful
I'm not quite as well
I thought you should know
Did you forget about me, Mr. Duplicity?
I hate to bug you in the middle of dinner
But it was a slap in the face
How quickly I was replaced
And are you thinking of me when you f*** her?
'Cause the love that you gave, that we made
Wasn't able to make it enough
For you to be open wide, no
And every time you speak her name
Does she know how you told me you'd hold me
Until you died? 'Til you died?
But you're still alive
And I'm here to remind you
Of the mess you left when you went away
It's not fair to deny me
Of the cross I bear that you gave to me
You, you, you oughta know
'Cause the joke that you laid in the bed
That was me, and I'm not going to fade as soon

As you close your eyes, and you know it
And everytime I scratch my nails
Down someone else's back, I hope you feel it
Well, can you feel it?
Well, I'm here to remind you
Of the mess you left when you went away
It's not fair to deny me
Of the cross I bear that you gave to me
You, you, you oughta know
I'm here to remind you
Of the mess you left when you went away
It's not fair to deny me
Of the cross I bear that you gave to me
You, you, you oughta know

domingo, novembro 11, 2012

The pretender.

*11/11/11 - + 11/11/12


Aqui jaz uma lembrança... 
Aqui jaz uma esperança ...
Aqui jaz um pouco de amor.. 





                       

Hoje eu queria poder dizer que essa mesma data um ano atrás foi um dia que valeu a pena. 
Hoje eu queria acreditar
que mesmo que as coisas não saiam como esperávamos
as pessoas ainda valem a pena.

Me esqueço da capacidade sem fim de dissimular.
"Olhos de cigana, oblíqua e dissimulada" 
Como te descreveria José Dias?
"Olhos de coitado, esquivo e dissimulado". 
Talvez..

Com as coisas mudam em um ano!
Amigos se transformam
tornam-se irreconhecíveis.
Outros partem...
Novos amigos surgem
e tornam-se indispensáveis.

Muda-se o corte de cabelo
a cor
o comprimento..
Muda o livro favorito
a moda
a música.
a cabeça.
a mente.
(às vezes, nada muda.
Nada...
tudo acontece no mesmo ciclo vicioso)

Em um ano, você mudou tanto.
Ou será que mudou nada?
Ainda não sei se você existiu ou se eu te inventei.
O fato é que está morto.

Se existiu, mudou tanto que está irreconhecível.
Se inventei, nunca existiu.
Foi uma ilusão.
Fui seu brinquedo.
Um brinquedo que não mereceu nem um pedido de desculpas..
Logo estive enganada neste último ano, de qualquer forma
Seja realidade ou ilusão: acabou.

Um pouco de mim morre quando me decepciono com alguém
a esperança, que já é pouca, se esvai..
Um pouco de mim morre quando vejo que o amor dedicado foi em vão..
por isso, hoje estou de luto.

Estou de luto porque a pessoa que eu conheci morreu.
Estou de luto porque a ilusão que eu criei morreu.
Estou de luto porque é uma pena que as pessoas sejam tão pouco..
quando acreditávamos que elas fossem muito.

Uma pena.
Uma lástima.

mas cansei de lamentar.

Agora me sinto aliviada.
Se não era o que eu pensava ser,
melhor que seja assim.
Se era e mudou, também.

Doeu tanto.
Ainda dói.
Mas tá passando.. vai passar..





"Eu deixarei... 

tu irás e encostarás a tua face em outra face. Teus dedos enlaçarão outros dedos
 e tu desabrocharás para a madrugada. 
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu,

 porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite

 e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente,

 a tua voz ausente,
 a tua voz serenizada."

(Ausência, Vinicius de Moraes)

segunda-feira, setembro 17, 2012

Eu te perdoo.

Teve uma epifania!
Um daqueles momentos únicos em que todas as dúvidas e incertezas se resolvem como em um passe de mágica.
Então era isso, exatamente isso, de que precisava.
Mas como?
Respirou fundo e refletiu, tentando não tomar nenhuma atitude precipitada.
Na verdade, dificilmente ela tomava atitudes precipitadas, era cautelosa demais. Medrosa demais.
Escolheu a maneira de que mais gostava. A qual sempre escolheu. E nunca falhou.
Então pegou um papel, uma caneta e escreveu a carta que nunca iria enviar:

"Eu sei que você não precisa das minhas desculpas.
Você não se importa se eu te perdoo ou não..
Sei que, pra você, não importa se eu te acho a pior pessoa do mundo ou a melhor.
Sei também que você não se preocupa se eu sobrevivi,
ou se eu fiquei arrasada, devastada, destruída...
Não é problema seu.
Eu sei.

Sei que para você foi mais fácil ignorar...ser indiferente.
Simplesmente porque você não iria dizer o que eu queria ouvir.
Ou, talvez, iria.
Em uma tentativa de fazer eu me sentir menos pior. 
Mas não disse. Ainda bem!
Afinal, não havia mais o que dizer.
E você fez bem em me ajudar a não me enganar mais.
Em deixar eu digerir a verdade. Me acostumar.
Que mais uma vez... de novo
(de novo... de novo... )
 deu tudo errado!

Mas eu preciso te desculpar.
E preciso que seja de verdade, sincero.
Eu preciso te perdoar.
Porque esse sentimento que está aqui não é meu, não me pertence, não combina.
Está me matando, me consumindo...
Eu preciso te perdoar, por mim.
Porque quando eu o fizer, você vai me deixar em definitivo.
Eu preciso te perdoar pra te esquecer.
Eu preciso sentir absolutamente nada por você
Nem raiva,
Nem ódio,
Nem pena,
Nem desprezo,
nem mágoa,
nem amor,
nem saudade,
(principalmente saudade)
a Indiferença total. 
É dela que eu preciso. 
Ela, que você já encontrou. 

Eu preciso te perdoar para poder me perdoar...
Porque a grande culpada dessa história fui eu.
Eu deixei tudo chegar aonde chegou.
Você me avisou, mas eu quis pagar pra ver
fui teimosa,
cabeça-dura,
cega,
ridícula
e burra.
Eu preciso entender que eu me enganei sozinha,
me enfiei sozinha nesse problema.
E que todos erram, 
Corrijo: todos que amam erram. Erram tentando acertar. 
Logo eu posso errar também. 
E errei. 
Preciso me perdoar por isso.
Te culpar não vai mudar nada,
te culpar não vai me deixar menos triste,
te culpar só me deixa rancorosa...
te culpar não vai fazer com que você sinta culpa alguma
Então eu preciso e vou te desculpar..

Para isso, eu vou acreditar que a pessoa que eu conheci existe, sim, 
apenas cometeu um erro.
Um erro estúpido, 
tão péssimo como o que EU cometi: 
o erro de permitir que as pessoas passem dos limites conosco, 
que as pessoas deixem suas loucuras nos afetar.
De não saber a hora de parar. 

Então, eu vou me lembrar da pessoa que me fez perder o chão,
que me fez ter coragem de tentar mais uma vez.
Eu vou lembrar do carinho que eu tinha por ela e vou perdoá-la. 
Vou buscar aquela sinceridade que eu costumava ver no seu olhar
vou acreditar que eu não me enganei completamente 
e entender que tudo não passou de um erro
e tantas pessoas erram...
Você não foi o primeiro 
e nem será o último.    

E quando eu conseguir te perdoar, 
me perdoar
e tudo isso passar,
você será apenas uma lembrança
escondida em uma piada sem graça, 
ou em um rock das antigas, 
uma lembrança que não vai mais voltar
mas, principalmente, uma lembrança que não vai mais doer.

Eu te perdoo." 

Passou os olhos sobre a folha.
Leu mais uma vez a fim de que tudo aquilo ficasse gravado em sua memória.
Dobrou, enfiou em meio a um livro.
Fechou-o.
Apagou a luz e deitou a cabeça no travesseiro.
Uma cabeça mais leve.. enfim!
(Maybe you was right/:didn't want a fight./I should've known!/Couldn't read the signs,/couldn't draw the line: I should've known! No, I can not forgive you yet./No, I can not forgive you yet./To leave my heart in debt./I should've known)


domingo, setembro 02, 2012

Vinte e Seis


  1. Eu tenho dificuldade para ler algarismos romanos. 
  2. Tenho medo de brinquedos de Parque de Diversões. Eu vou. Mas morro de medo. 
  3. ERA  fã do Leonardo. (Aquele, da dupla sertaneja, sabe? Esse mesmo)  
  4. Não gosto de azeitonas. 
  5. A-d-o-r-o Coca-cola. E cerveja! Ambos bem gelados!  
  6. Não sei fazer contas de dividir de cabeça. Com dois números na chave então, impossível! 
  7. Adoro usar vestidos. 
  8. Minha música favorita no mundo é Under Pressure do Queen. 
  9. Eu já vi um Beatle. Assim, de pertinho mesmo.  
  10. Os melhores anos da minha vida foram de 2004 a 2008, quando estudei na Unicamp.
  11. Já me formei há quatro anos e ainda não fiz pós, nem mestrado, nem especialização. E nem tô afim de fazer
  12. Minha cor favorita é vermelho.
  13. Sou irremediavelmente apaixonada por Paris. 
  14. Tenho uma memória irritantemente boa para algumas lembranças, fatos e conversas e péssima para outras, como por exemplo: senhas.
  15. Nunca tive um namorado. (mas já amei alguns caras como se fossem um) 
  16. Nunca acostumei a acordar cedo. Logo acordo, geralmente, de mau humor.
  17. Ainda não li todo Grande Sertões: Veredas. Em compensação, já perdi as contas de quantas vezes li O pequeno príncipe. 
  18. Assisto novelas. E Big Brother. E leio horóscopo. (Me julguem!)  
  19. Não me acho bonita. 
  20. Sempre dou risada das piadas do Joãozinho. E de trocadilhos infames.  
  21. Tenho ciúmes e um poço de insegurança, mas sou incapaz de demonstrar. (pelo menos, eu acho que não demonstro)   
  22. Me acho inteligente.
  23. Eu quero ter um beagle que vai se chamar Quincas. 
  24. Tenho uma habilidade incrível para derrubar, quebrar e perder coisas. Já perdi dois celulares em um semana.
  25. Ainda sonho em ser mãe.
  26. Mas antes, quero viajar muito e conhecer esse mundão de meu Deus!    
Vinte e seis anos. 
E uma série de "nãos" na lista de coisas a fazer.
Uma saudade imensa da satisfação de já ter realizado tantas outras.
Muitas perguntas, poucas respostas e uma certeza: não sei viver sem amigos.
(nem sem bacon!) 

Chego aos vinte e seis anos com uma ansiedade imensa.
Como se a partir da meia-noite de hoje tudo pudesse mudar.
Acreditar nessas "mágicas" nos ajuda a levantar da cama todos os dias. 
Esperar por dias especiais tornar os outros suportáveis.
Sem dúvida, queria estar transbordando de alegria. Tenho muitos motivos para estar.
E apenas um que não me permite estar. Matematicamente injusto. Eu sei. Mas real e incontrolável. 
Me sinto muito mal em ainda não estar plenamente feliz mesmo depois de todas as demonstrações de carinho que recebi nos últimos dias.
Desculpem-me pela ingratidão - sou humana demais.

Espero que a partir deste três de setembro, a tristeza vá embora de mim.
Espero renovar. Recomeçar. 
Aos poucos, mas recomeçar. 
E a todos que estiveram ao meu lado nesses dias: MUITO, mas MUITO OBRIGADA! 
Eu os amo demais!