"...renda-se como eu me rendi. Mergulhe no desconhecido como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.."

Quinta-feira, Dezembro 17, 2009

Discursando...

Queridos Formandos!

Obrigado pela oportunidade de estar aqui representando meus colegas e poder expressar nosso carinho por todos vocês. Ser paraninfa é uma tarefa difícil. Ao mesmo tempo em que ficamos felizes por sermos escolhidas para esse momento tão especial, ficamos a pensar no que dizer. Afinal, o que é preciso ser dito? Como traduzir em palavras aquilo que o coração já conhece tão bem?
Então, sentada em uma sala de aula, com o lápis a mão e os olhos concentrados naquelas carteiras vazias, pensei no porquê daquele vazio tanto incomodar. E assim, comecei a lembrar de todas as coisas que aquelas paredes presenciaram:

As conversas animadas da segunda-feira de manhã. As piadinhas dos torcedores do time campeão do domingo. As novidades do fim de semana. A angústia das vésperas de prova. O silêncio das aulas de revisão. (só na aula de revisão também né?) As brigas e reconciliações. As histórias de vida ou dos livros. Os choros solitários, a solidariedade, o carinho de uma festa surpresa ou de uma carta quilométrica...

E só então, me dei conta de que esse vazio seria irreparável. Pois mesmo que novas vidas preencham aquelas carteiras, cada um de vocês é insubstituível. Foi ontem quando aqui chegaram carregando a mochila e dentro de cada um a ansiedade pelo novo e uma interrogação: Como será? Foram momentos inesquecíveis! Momentos onde estudaram, brincaram, aprenderam, sorriram...momentos onde cativaram e foram cativados! Hoje, diante da conquista de cada um, assistimos à vitória de todos esses anos de luta, responsabilidade e a colheita dos frutos do caminho percorrido nesta escola. Sentimos a alegria de vocês, de seus pais , parentes e queremos também que sintam a nossa alegria.

Assim, me vem à mente uma música: “Metade de mim Agora é assim/ De um lado a poesia, o verbo, a saudade /Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim /E o fim é belo incerto... depende de como você vê/ O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só enquanto eu respirar, vou me lembrar de vocês. /Só enquanto eu respirar. Amanhã, a Saudade nos espera! Saudades das amizades, do convívio, mas momento de olhar para frente. Que o fim seja o começo. De novas histórias, novos amores, novos sonhos. E a tenham a certeza de que estaram juntos, “enquanto respirarem” e que nós sempre estaremos torcendo por vocês.

Obrigada!

(Discurso de Paraninfa - 9ºano A- Colégio Integrado, 16/12/2009)

Segunda-feira, Novembro 23, 2009

De repente, não mais que de repente...

Tudo se encaixa. Então é isso.
Não precisou de muitas reflexões para se dar conta de que sua vida era outra. De que ela mesma era outra. Não precisou que se trancasse em um quarto e repensasse passo a passo da sua vida e traçasse um planejamento de mudança para que isso realmente acontecesse. Não, não eram necessárias tabelas, prazos, estatísticas, receitas, números. Bastou apenas que vivesse cada dia.. aprendendo com cada nova sensação.
Disse não. Fez bem. Disse de novo. Até que quisesse dizer sim. E quando o fez de sincera certeza que queria dizer sim, sentiu-se bem. Assim, aprendeu a dizer o não.
Ficou sozinha. Permitiu-se ficar sozinha. Por menor que fosse o tempo, sem conselhos, sem clichês, sem mentiras sinceras. Disse para si o que precisava ouvir. Ficou com raiva de si mesma, mas logo entendeu. Era verdade.. não mentiria. Por que mentiria? Precisava apenas da sua própria verdade.
Sentiu raiva, medo, desencanto, desilusão. E deixou que esses sentimentos fossem perdendo o sentido pouco a pouco diante de outros que pareciam melhores: A satisfação da conquista. O humor de rir d'ela mesma. O prazer da indiferença. O conforto de matar a saudade.
Ignorou. O que podia, o que queria. E até aquilo que foi custoso. Precisava ignorar antes que perdesse a paciência com o egoísmo alheio que insiste em se dizer altruísta.
O que seria mais egoísta: fazer o que deseja e tem vontade ou querer que os outros façam o que você deseja e tem vontade?
Como já sabia a resposta, ignorou os ataques infantis, os devaneios, as indiretas mal feitas.
Leu o que quis. Escreveu o que quis. Viu, xingou, gostou.
E.. de repente, não mais que de repente..
O que magoava, agora era lembrança. O que chateava.. agora era ausência. O que irritava..agora era desprezo. O que inconformava..agora é piedade. O que era perdido, hoje é ganho. O que era azar... hj é aprendizado. O que parecia castigo, no fundo, foi benção.
E tudo foi..de repente..não mais que de repente*...


(verso de Vinicius de Moraes, "Soneto de Separação")

Quarta-feira, Setembro 23, 2009

Conselhos da Noite, por Santo Evandro


1-Nao importa se a carona é d Fusca ou d Ferrari...o importante é se o freio d mão do motorista trabalha bem...
2- Se for trair,traia com algo melhor,que vc tem em casa...trair por coisa banal,é coisa d gente amadora...
3-Nem todos os homens mentem...alguns só esquecem de comentar alguns fatos..
4- As prostitutas nao beijam na boca,porque tem medo de beijar as esposas sofridas por tabela,
5 -e: Fome e sexo oral não combinam...alguém vai sair machucado...
6- bebida e ereçao nao combinam...uma pena,pq bebidas e pernas abertas combinam perfeitamente...
7- Homens querem sexo...mulheres querem amor...daí vem os falsos orgasmos e os falsos" éu te amo"
8-Ir para balada com hora pra chegar em casa,melhor ficar em casa com chocolate,coca cola e pornotube.
9-Gays fazem mais sexo,se vestem melhor e malham mais,pq nao tem filhos pra criar.
10- Mulher que fica com mania d dizer que só tem homem gay,e q nao tem + homem,sinceramente esta muito mal comida.
11- O melhor sexo oral é sempre o do homem...ele aumenta as lorotas sexuais,mais do q aumenta o proprio penis.
12 - O Importante é gozar no final...mas no meio da coisa é tao gostoso tbm... bjs e grifes.

Domingo, Setembro 20, 2009

Eu prefiro..

Prefiro cabelos compridos a curtos
Salgado a doce
café ao chá
coca cola a guaraná
Shoyo a molho inglês
Molho vermelho ao molho branco
praia à montanha
verão ao inverno
Calor ao frio
Paris a NY
Morenos a Loiros
Cerveja a vinho
Vodka a Whisky
o dia à noite
orkut ao facebook
Drama à comédia
Jacob a Edward
Queen a Beattles
Literatura à Gramática
Prosa à poesia
o Silêncio a futilidades
um livro a um rádio
uma carta a um telefonema
Prefiro a verdade a mentiras sinceras
Prefiro mãos dadas,
abraços,
sorriso espontâneo
a declarações exageradas
e efêmeras,
inconsistentes.


Domingo, Setembro 13, 2009

Passou.

Parecia que esse dia nunca ia chegar. Cada vez que voltava pra casa com aquele aperto no peito e aquela sensação de rejeição ainda latente, perguntava-se: quanto tempo falta pra acabar?
Foi pelo caminho mais difícil. Esperou que o tempo se encarregasse de levar o sentimento, já que ele já havia ido embora. E esperou pacientemente... até o dia que parecia que nunca ia chegar.
Foram vários "alarmes falsos", mal contentava-se em achar que tinha passado e de repente, estava lá.. de novo, as lembranças, os sentimentos, a ausência que ainda pertubava. Já praticamente se conformara de que não acabaria mais.
E assim, de repente, não mais que de repente, teve a certeza. Passou.
Assustou-se por não ter se dado conta antes: sim, passou.
Não há mais a rejeição.
Não há mais o vazio.
Não há mais a esperança.
Não há nem mesmo a saudade.
Tudo parece um passado distante e findo.
Acabou!!
Esboçou um meio sorriso ao chegar a essa conclusão. Finalmente, o dia chegou. E o sentimento de satisfação tomou conta do seu ser...

Segunda-feira, Agosto 24, 2009

Obrigada pelas palavras, Fernanda Young

A todos que não foram e não ligaram

Bom, você não foi. E não ligou. A mim, só restou lamentar a sua falta de educação. Imaginando motivos possíveis. Será que você não foi porque realmente não pôde ou simplesmente não quis? Será que não ligou para não me magoar ou justamente o inverso disso? Estou confusa, claro. Achava que você iria. Tanto que eu aguardei sua chegada por mais minutos do que deveria, inventando desculpas esfarrapadas para mim mesma. O trânsito, o horário, a meteorologia. Qualquer pneu furado serviria. E até o último instante, juro, achei que você chegaria a qualquer momento.
Pedindo perdão pelo terrível atraso. Perdão que você teria, junto com uma cara de quem está acostumada, e assim encerraríamos o assunto. Mas você não foi. Esperei outro tanto pelo seu telefonema, com todas as esclarecedoras explicações. Para cada razão que houvesse, pensei numa excelente resposta. Para cada silêncio, num suspiro. Para cada sensatez de sua parte, numa loucura específica da minha.
Se você tivesse ligado do celular, eu seria fria. Se tivesse ligado do trabalho, seria levemente avoada. Se a ligação caísse, eu manteria a calma.
Foram muitos dias nessa tortura, então entenda que percorri todas as rotas de fuga. Cheguei a procurar notícias suas pelos jornais, pois só um obituário justificaria tamanha demora em uma ligação.
Enfim, por muito mais tempo do que desejaria, mantive na ponta da língua tudo o que eu devia te dizer, e tudo o que você merecia ouvir, e tudo. Mas você não ligou. Mando esta carta, portanto, sem esperar resposta. Nem sequer espero mais por nada, em coisa alguma, nesta vida, para ser sincera. No que se refere a você, especialmente, porque o vazio do seu sumiço já me preenche; tenho nele um conforto que motivos não me trarão. Não me responda, então, mesmo que deseje. Não quero um retorno; quis, um dia, uma ida. Que não aconteceu, assim deixemos para lá.
Estaria, entretanto, mentindo se não dissesse que, aqui dentro, ainda me corrói uma pequena curiosidade. Pois não é todo dia que uma pessoa não vai e não liga, é? As pessoas guardam esses grandes vacilos para momentos especiais, não guardam? Então, eis a minha única curiosidade: você às vezes pensa nisso, como eu penso? Com um suave aperto no coração? Ou será que você foi apenas um idiota que esqueceu de ir?

(Fernanda Young, revista Claúdia)

Domingo, Agosto 16, 2009

Não tenho mais idade pra isso.

Ela riu quando eu disse essa frase pela vigésima vez. Afinal, como alguém com 23 anos podia se considerar velha para fazer seja lá o que fosse. Mas era assim que eu me sentia, como se já não tivesse idade para fazer tantas coisas..
Já cansada de se esforçar pra ser feliz em mais uma balada, e depois do curto efeito da vodka ter abandonado, sentei-me no sofá e fiquei olhando aquelas pessoas. Homens e Mulheres com os seus trinta, quarenta anos, não sei.. não sei se eles já faziam isso quando tinham 20 anos, mas o fato é que estavam lá, na pista de dança, dançando, procurando compania para uma noite, agindo como adolescentes sem o serem. Um frio gelado correu pela espinha, espantei os pensamentos que me amedrontavam olhando no relógio para saber se já poderia ir embora.
E voltei para casa pensando... pensando naquilo que me tormentara já faz um tempo. A verdade não é que não teria mais idade para isso ou para aquilo. O que falta, realmente, é vontade.
A maturidade foi se instalando aos poucos, de forma que nem percebera. Já não sou mais uma universitária. Não tenho que quebrar barreiras para curtir uma festa, beber bebida barata, chegar com cara de ressaca no estágio. "Já vivi essa fase". E muito bem! Esboçei um sorriso ao lembrar-me das muitas vezes que dormi pouco pra poder ir a uma festa de quinta feira, e o quanto tudo aquilo era divertido! Dois mil e oito foi o ano da despedida. Despedida da vida universitária, procurei fingir que não, que aquela loucura toda de festas, baladas e inconsequências iria continuar, mas no fundo, eu sabia que estava acabando e aproveitei ao máximo.
Emprego, resposabilidades, cobranças, planos.. são essas as coisas que me fazem sentir mais velha e me considerar sem idade para isso ou aquilo. Não consigo mais me divertir na balada. Alguns lamentariam e se compadeceriam da minha situação, mas eu não. Já me diverti muito, só quero novidade. Quero algo diferente daquilo que já conheço também.
Istalou-se um vazio nesse período de transição.
Desconfio do que seja capaz de preenche-lo, mas o que posso fazer? ainda não sei..
Perto de mais um aniversário.. sinto-me ansiosa por saber quais mudanças podem vir. Ou melhor, faço do aniversário um pretexto para renovar as esperanças em uma mudança. Alguma novidade capaz de trazer um novo ânimo..para substituir aquele que perdi e que eu não volte a ser aquela de quem sinto falta.. mas uma nova pessoa, plena e satisfeita.