Terça-feira, Janeiro 17, 2012

Retrospectiva 2011

Eu já tinha visto no 13 anos depois que a Mirelle tinha feito uma retrospectiva em fotos do ano de 2010. Achei super legal e pensei em fazer também, mas acabei desistindo nem lembro o porquê.. e aí, ela fez de novo em 2011. E como ela disse, bem, se você passou algum mês sem algo interessante para destacar, tem que ver isso ae..rs Pois bem, eu acho que também não tenho um evento interessantíssimo para cada mês. Mas está aí minha meta para 2012: fazer pelo menos uma coisa que eu ache realmente legal em cada mês deste ano!  Por enquanto, ficamos com a de 2011.. ano difícil, pesado, mas das dificuldades também surgem coisas boas! E ao terminar esse post, eu me dei conta de que 2011 foi muito melhor do que eu julgava ter sido! 

Janeiro 
Viagens sempre compõem as melhores lembranças! Ainda mais quando você viaja para matar as saudades! E aí, em Janeiro, parti junto com amigas incríveis para Argentina. Primeira parada, Buenos Aires 
(Cris e Eu em frente à Casa Rosada) 
Logo depois, Córdoba! Cidade da minha Argentina preferida, Romina ! E que cidade linda também!! Já morro de saudades!
(Companheiras de Viagem: Ju, Rê e Cris agarrando a Romi) 
Fevereiro
Não consegui achar NADA de legal sobre este mês. Tenso.  
Março 
O carnaval este ano foi em março e nem mesmo ele salvou esse mês.
Abril 
Já fazia meses que eu esperava pela chegada deste dia! Foi o meu primeiro show internacional FODA, e não poderia ter tido melhor estreia.Desde quando a turnê Vertigo veio ao Brasil, eu esperava ansiosamente pela próxima vinda para não perdê-la de jeito nenhum. E foi difícil hein? Mas conseguimos! Simplesmente DEMAIS!
            (Eu e Ju no show do U2 tour 360º) 
Maio 
Recebi um convite irrecusável! O João Paulo, meu aluno querido, me convidou para ir no show do Paul Mc Cartney no Rio de Janeiro! E foi um passeio e tanto! Com direito a  visita cultural pelo centro da cidade, prainha, a ótima recepção da Isis e do Vitor, além encontrar o próprio ex-beatle  saindo do Copacabana Palace!!!! Muita emoção para um simples fim de semana que foi inesquecível!!! 
Junho 
Mais um show internacional! Dessa vez não era um ídolo, mas foi divertido mesmo assim! Ainda mais quando é um ícone dos anos 80! Colin Hay, do Men at Work
(Colin Hay, Red Eventos) 
Julho 
Fiz algo que nunca achei que iria fazer! Tudo começou com uma ideia apenas, escrevi um texto sobre o abuso do pedágio que separa Jaguariúna de Campinas e lancei no facebook com a intenção de organizar um Movimento. E foi assim que nasceu o Movimento Pedágio Justo na cidade de Jaguariúna!! Eu e mais uma galera porreta conseguimos mobilizar as pessoas para um protesto em prol de um valor justo! (E não os tais 9,10 que pagamos para percorrer 30km) Fiquei orgulhosa de mim mesma e feliz de saber que a população quando quer é capaz de provocar mudanças! Ainda não temos resultados concretos, mas se não tivermos, vamos nos mobilizar novamente, com certeza! 
Ainda em julho, fui madrinha de casamento da minha petite Stelinha, 
E, por último mas não menos importante, fiz minha primeira tatuagem
Agosto 
Cri Cri Cri....  
Setembro 
Uma das coisas que marcou o meu tempo de faculdade foi que eu e minhas amigas éramos viciadas em assistir ao Terça Insana! Víamos os Dvd's ou então os videos do youtube mas eu nunca tinha visto ao vivo, no teatro mesmo! Eis que eles vêm para Jaguariúna! De quando eu me viciei em assistir até hoje, o elenco já mudou várias vezes, mas ainda é excelente! E nesta atual formação qual não foi a surpresa de ver o Arthur Kol fazendo "A velha a fiar" do Rá-tim-bum! 

Mês de aniversário! E mês de aniversário é sempre bom né? Dancei pra me acabar, me diverti um monte e abracei tanto os meus amigos queridos! Sem dúvida, foi o melhor de setembro! 
Fiquei contente também com mais um convite inesperado, ser madrinha de crisma da Lari, uma aluna muito especial que já é muito mais que uma aluna, com certeza!
E pra terminar setembro, um show com direito à foto com o artista! haha Que era simplesmente Frejat.. 
Adoro setembro!!!! :) 
Outubro
Mais Rio de Janeiro, Mais emoção! Rock in Rio, bebê! 
Primeiro, um dia maravilhoso no Rio de Janeiro - Sol, passeio turístico, cervejinha e companhias tão maravilhosas quanto a cidade! 
Depois de dez anos de espera, cantei e pulei todas as músicas que foram a trilha sonora da minha adolescência... 
(Show do Guns n' Roses)
Ainda em outubro! Teve o show do Seu Jorge e todo esse dia é um daqueles de histórias malucas para contar pros netos um dia (ou não..) 

Mais show, mais "recordar é viver" - Show do Aerosmith 
Definitivamente, foi o ano em que descobri mais uma paixão além de viajar: Shows! 

Novembro 
Doce Novembro.. essa segunda metade do ano é sempre melhor que a primeira! Muitas coisas boas acontecem! 
Como em todos os anos, tem a realização do Sarau no colégio onde trabalho! Que é quando me sinto realizada e quando tenho mais certeza de que quero MESMO ser professora! 
(Acreditem, eu estou ali no meio!)

Essa foto é pra ilustrar um fds que foi muito especial, porém é impossível de se pôr em palavras. Não se trata te alguma acontecimento ilustre, uma viagem importante ou qualquer coisa do tipo, mas é um daqueles fds que fazem vc rir sozinha quando lembra.. :)
(11-11-11)

Foi em Novembro também o primeiro encontro do Clube de Leitura discípulos de José. Nem preciso dizer o quanto eu adorei encontrar pessoas com quem eu possa sentar em um bar e discutir o livro que lemos. E merece destaque também nesta retrospectiva o livro A insustentável leveza do ser, de Milan Kundera. Um divisor de águas na minha vida! 
(São sempre as mesmas perguntas que desde a infância passam pela cabeça de Tereza. As perguntas realmente sérias são aquelas e somente aquelas que uma criança pode formular. Só as perguntas mais ingênuas são realmente perguntas sérias. São as interrogações para as quais não existe resposta. Uma pergunta sem resposta é um obstáculo que não pode ser transposto. Em outras palavras: são precisamente as perguntas para as quais não existem respostas que marcam os limites das possibilidades humanas e que traçam as fronteiras de nossa existência.)
Dezembro 
Nasceu meu sobrinho postiço querido, o Enzo

Além de todas as comemorações de fim de ano que eu adoro, encerrei o ano fazendo o que eu mais gosto de fazer: Viajando, num lugar lindo, com amigos queridos!!!
 (Barra do Una, São Sebastião) 
(Galera reunida!) 

O bom de fazer isso é que você percebe que as vezes reclama demais! Não sei por que tenho a impressão de que o ano de 2011 foi muito difícil, mas quando a gente pára pra pensar em tudo que fez e viveu percebe que está reclamando de barriga cheia! Talvez eu me sinta assim porque foi um ano de aprender algumas coisas a duras penas.. e agora que aprendi, posso levar as coisas com mais leveza! 
E que venha 2012!

Sábado, Dezembro 24, 2011

Luzes de Natal

As luzes vão tomando conta da cidade. Ora coloridas - verde, azul, vermelha, amarela - Ora num dourado persistente ou ainda um branco azulado. Elas surgem, misturam-se, confundem. Invadem as janelas, as fachadas das casas e, aos poucos, elas vão trazendo a notícia: É Natal.
Uns se assustam com a velocidade da passagem do tempo, outros entristecem-se. Outros ainda se animam e se envolvem às luzes, montam suas árvores, criam seus enfeites - afinal de contas... é natal.
Eu fui tomada por um misto de sentimentos que eu nem sei ao certo definir. Não me encaixava entre os que assustavam-se com a passagem do tempo porque senti o peso de cada dia desse ano. Difícil, duro. Parecia que não chegaria ao fim, mas chegou. Sem dúvida, entristeci-me um pouco. São tantas lembranças: a infância, que já passou. A família, que não é mais a mesma. A inocência, que não existe mais. O Natal tem uma alegria melancólica.
Esforço-me para afastar as tristezas e me deixo envolver.  Vejo o taxista com o gorro de Papai Noel sorrindo para seus passageiros. As crianças tirando fotos junto ao Papai Noel. E as palavras carinhosas vão se espalhando entre todos, trazendo junto com elas os bons sentimentos tão esquecidos nos outros dias do ano. Me esforço para entrar nesta atmosfera e espantar a melancolia insistente. Preparo cuidadosamente os presentinhos embaixo da árvore de Natal. Ligo minhas próprias luzes - as coloridas! E sento mais uma vez para escrever para meus amigos. Eu gosto de rituais. Eles têm que existir - um dia diferente dos outros dias, uma hora diferente das outras horas -  o texto vai e volta e não sai do lugar. Enviar. "Que bosta, Sue Ellen, vc já foi melhor nisso..." pensei.
Aos poucos, uma a uma, vêm as respostas.. tão carinhosas, tão sinceras, tão verdadeiras, que eu quase consigo acreditar que aquele texto foi um dos melhores que já fiz. Me dei conta de que não importava o texto e nem o Natal. O importante é que eu tenho à minha volta as melhores pessoas. E a cada linha lida uma nova luz acendia, uma nova luz iluminava o meu triste Natal, e tudo se tornava um grande colorido - azul, verde, amarelo, vermelho..

Terça-feira, Dezembro 13, 2011

Não é fácil...

Não é fácil
Não pensar em você
Não é fácil
É estranho
Não te contar meus planos
Não te encontrar
Todo dia de manhã
Enquanto tomo meu café amargo
É, ainda boto fé
De um dia te ter ao meu lado
Na verdade eu preciso aprender
Não é fácil, não é fácil
Onde você anda
Onde está você
Toda vez que saio
Me preparo pra talvez te ver
Na verdade eu preciso esquecer
Não é fácil, não é fácil
Todo dia de manhã
Enquanto tomo meu café amargo
É, ainda boto fé
De um dia te ter ao meu lado
O que eu faço
O que posso fazer?
Não é fácil
Não é fácil
Se você quisesse ia ser tão legal
Acho que eu seria mais feliz
Do que qualquer mortal
Na verdade não consigo esquecer
Não é fácil
É estranho

Quarta-feira, Novembro 16, 2011

Como os nossos pais.

Eu cheguei à Unicamp com 17 anos e foi lá que eu conheci o Movimento Estudantil. A princípio, há o deslumbre! Afinal, todo mundo aprendeu nas aulas de história que foram os jovens que mudaram esse país! Naquela época, vivíamos uma ditadura, policiais violentos, tortura, não havia liberdade de expressão, e quando olhamos para a juventude de hoje, pensamos: aonde foi parar aquela força do jovem para mudar o país?
Então, quando você conhece o Movimento pensa: vou fazer parte! vou militar! Eu quero fazer a diferença! Infelizmente, não é tão simples assim. É preciso de tempo. Eu trabalhava. E muitas pessoas da minha turma também. Às vezes, dava uma "raivinha" quando o pessoal vinha pedir para que participássemos da ocupação e eu pensava: "ah tá, e quem avisa ao meu chefe amanhã?" Essa galera, na maioria das vezes, tinha carro, o papai bancava e muitos fumavam maconha sim. É a realidade!
Mas isso não significa que eles não faziam o que deveria ser feito! Ou vocês acham que a juventude da década de 70 não era assim? Vocês acham que eles não tinham quem os bancasse? Não eram de famílias burguesas? Lembre os nomes desta época - Chico, Caetano, Gilberto Gil...-  e vcs acham que eles não fumavam maconha??????

Para que acabasse a ditadura e tivéssemos liberdade de expressão, eles DESOBEDECERAM às leis, eles gritaram, manifestaram, fizeram o que era preciso para que tivessem voz! A lei não está acima de tudo e todos! Elas estão aí para serem questionadas por cabeças pensam - e nada melhor que o ócio para estimular o pensamento livre!

(os modernistas da semana de arte moderna era burguesinhos filhinhos-de-papai e  revolucionaram a arte nesse país, foram chamados de jovens mimados e inconsequentes, massacrados pela imprensa e por conservadores como Monteiro Lobato e, por fim, trata-se de um dos períodos mais incríveis da literatura nacional.)

Quem começa a discussão dizendo que os manifestantes estão protestando apenas para poderem fumar maconha não deveria nem mesmo começar a discussão. Primeiro, porque você não procurou se informar por todos os acontecimentos. Segundo, porque é claro que essa é a visão que a mídia está divulgando sobre o assunto. Terceiro, você assistiu Tropa de Elite,é um bom filme, diz verdades, mas você não precisa repetir os argumentos dele o tempo todo né?

A manifestação é a respeito da presença da policia militar dentro da universidade e quanto aos escândalos de corrupção envolvendo o atual reitor da USP (esse texto aqui é excelente, então não vou recapitular tudo que foi dito nele) a prisão dos meninos foi apenas o estopim.

Mas o que tem me revoltado de verdade é a maioria massiva que acha que os estudantes são apenas um bando de baderneiros vândalos mascarados, que não deveriam desobedecer à lei, que a policia agiu com razão, afinal, eles não cumpriram a ordem judicial e esquecem o fato de que era DUZENTOS policiais contra SETENTA estudantes DESARMADOS. Policiais que coagiram, cometeram abuso de poder e há relatos até de tortura, fizeram tudo isso com jovens que estavam apenas manifestando, usando a liberdade de expressão que a geração anterior conquistou para nós.

É essa a policia que vai garantir segurança? É essa a policia que queremos dentro da universidade? Queremos segurança sim, mas isso não implica necessariamente na presença da policia militar! Existem diversas formas de manter a segurança! (vide o texto já mencionado)

A nossa ditadura é muito pior. É a ditadura do pensamento. É uma ditadura silenciosa que controla o meio de pensar através dos meios de comunicação. E os meios de comunicação que mostram apenas o lado que lhes interessa, que lhes cabe e favorece. Mostra apenas a pequena parcela de manifestantes radicais mascarados que apelaram para a violência, e não o interesse de quase 3000 estudantes que participaram das Assembleias.

Há muitas coisas que são questionáveis na atuação do Movimento Estudantil, existe muito barulho por nada também, mas não podemos negar o seu poder de transformação. Heróis são incompreendidos ao seu tempo, mas nem por isso deixam de ser heróis. Heróis são aqueles que fizeram o que era preciso ser feito!

Quer se informar melhor? Leia esses textos aqui:
Marcelo Rubens Paiva - http://blogs.estadao.com.br/marcelo-rubens-paiva/geracao-mascarada/ e http://blogs.estadao.com.br/marcelo-rubens-paiva/posse-de-maconha-nao-e-crime/
André Forastieri - http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/
http://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=2631278421904&id=1253687583
Carta capital: http://www.cartacapital.com.br/blog/politica/nao-carta-ao-ex-presidente-fhc/#.TrmVg9VlpjI.facebook
Estudante do ECA: http://www.facebook.com/notes/shayene-metri/desabafo-de-quem-tava-l%C3%A1-reintegra%C3%A7%C3%A3o-de-posse/233831886679892

Sexta-feira, Outubro 14, 2011

Pedido de Dia dos professores.

Houve um tempo em que ser professor era uma posição de respeito, uma ótima profissão  a ser seguida. Nunca passava pela cabeça de qualquer aluno desrespeitar a um professor, era a autoridade máxima em sala de aula. Nesse tempo também, havia muito professor ruim, que se achava o dono da verdade, não sabia ouvir, não sabia dialogar, via seus alunos como máquinas que deveriam reproduzir o que ele havia lhes transmitido e caso não o fizessem, eles é que eram burros, incompetentes. Alguns professores usavam da sua autoridade para impor respeito, mas será que ensinavam de fato? 
No discurso entre os professores e também na sociedade como um todo, existe um saudosismo desse tempo em que os professores detinham esse poder. Primeiro, porque a posição do professor na sociedade hoje mudou completamente, segundo porque os dados com relação a educação revelam o caos, logo precisa-se encontrar uma maneira de solucionar o problema. E aí vêm mil campanhas de valorização, é comercial do MEC, é incentivo a licenciatura, é imagens do facebook do tipo "respeito ao professor", "troque um parlamentar por 23403594368 professores" e mais muito blábláblá que vemos por aí. 

Bem, eu não queria ter o respeito que esses professores do passado tinham. Porque não era respeito, era medo. Eu não queria nem mesmo ser como eram. Eu gosto de ouvir. Eu gosto de ser questionada. Me faz querer aprender mais, melhorar. A pergunta que eu não soube responder hoje, pode ser respondida com excelência no dia seguinte, desde que eu reconheça o seu valor. Meus alunos não são máquinas. São pessoas! Pessoas incríveis! Que estão passando pelo momento mais chato da vida delas - a tal da adolescência - mas por trás das caretas, respostinhas petulantes e reclamações, existem pessoas que, às vezes, só precisam que você lhes escute um pouco. O respeito que eu busco entre os meus alunos é fazendo-os ver que eu sou uma pessoa normal:  erro, falho, tenho dias ruins, dias bons e, principalmente, não estou num pedestal - estamos no mesmo nível! Falamos a mesma língua! E é aí que eu vejo o respeito. Não vejo respeito no silêncio sepulcral, mas na fala, nas confissões, no olhar atento de fato, no sorriso que surge em meio a uma história, no abraço que correm para me dar. Sinto-me respeitada pelos meus alunos e não queria ser diferente do que sou. 
O que eu queria de fato é que as pessoas levassem a sério a educação neste país. Que o professor recebesse o salário justo pelo trabalho que desempenha, pela formação que teve. Que os cursos de licenciatura fossem mais do que "tapas-buracos"  ou "tampar-sol-com-a-peneira" - queria que todos os estudantes de letras tivessem vontade de ir pra sala de aula a partir dos primeiros dias de aula, assim como aconteceu comigo. Queria que não tivesse mais professor de Artes dando aula de Ciências, ou alunos sem aulas porque simplesmente não tem professor para ocupar o lugar. Queria não ver mais aquele olhar de piedade das pessoas quando eu digo que sou professora. Queria que algumas matérias não fossem vistas mais como "aulas vagas", queria poder ensinar o que realmente é importante para os meus alunos e não o que está no livro. Queria que eles não precisassem saber o que é uma Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal Reduzida de Infinitivo (mesmo porque de que adianta saber isso?) mas que eles pudessem se expressar através da escrita, se emocionar lendo Vidas Secas, queria que eles vissem na literatura não só a chatice de "O que é um soneto", mas enxergar um mundo diferente que existe através das letras dos grandes autores. Queriam que eles não se sentissem mal porque não entendem física e mas sim, bem porque mandam muito bem em história. Queria que a escola não valorizasse o que você não sabe, mas sim o que você sabe! Que incentivasse você a aprimorar o que gosta. Não quero que troque um parlamentar por 39042985 professores. Eu quero que o parlamentar e o professor tenham o mesmo valor, ou melhor, o mesmo salário. Assim como o salário do professor não precisa ser exorbitante, o do parlamentar também não deve ser. Apenas o justo. Não precisamos de mais professores (tá, talvez precisemos de um pouco mais) mas precisamos de professores satisfeitos. Que tenham tempo para preparar suas aulas com qualidade, se aprimorar, atualizar conhecimentos. Tempo para avaliar o seu aluno de maneira plena. E que RECEBA por esse trabalho que vai além da sala de aula. Não quero que os alunos voltem a tratar os alunos como antigamente. Mas que respeitem como todo profissional merece o seu respeito e principalmente que CONFIEM no seu trabalho e na sua capacidade. 

Portanto, como professora por formação (e que se orgulha desse formação), como professora que não o faz só porque não tem outra opção: mas sim justamente por opção, vocação e paixão - Peço-lhes encarecidamente, não revelem a compaixão hipócrita pela causa. Não compartilhe imagens no facebook. Mas sim, ensine a seu filho que aquele que lá está para ensiná-lo o faz porque tem o seu mérito. Ensine ao seu filho que pagando ou não pelo "serviço" o profissional deve fazê-lo como acha certo fazer, uma vez que se estudou para isso. Como aluno, por mais crítico que seja, pense duas vezes ao se levantar de uma sala de aula, ou para fazer perguntas que visem apenas testar, provocar seu professor. Como pai, antes de questionar a avaliação do seu filho, reflita se ele realmente merecia ser avaliado de outra forma. Como professor, tenha a humildade de reconhecer que a situação pode estar caótica, mas você tem o seu papel e parte do seu trabalho só depende de você. Seja ético com seus colegas. Seja ético com seus alunos. Seja coerente com o seu discurso. Mude seu comportamento, sua forma de pensar. Só isso é que é capaz de fazer a diferença.
Nesse dia dos professores, o que eu realmente gostaria é de acreditar que o Brasil pode ser um país em que os professores possam se orgulhar da sua profissão, planejar sua carreira nela, fazer o seu trabalho com dignidade. Que os bons professores não se cansem e nem desistam. Que eu possa ouvir um jovem dizer que quer ser professor e responder-lhe que está é uma boa escolha. E que enquanto eu for professora, eu possa viver momentos como esse abaixo, pois são eles que fazem toda a diferença. 

(Encerramente do Sarau, Colégio Integrado, 2010) 

Sábado, Outubro 08, 2011

Dez anos depois...

"Nossos ídolos ainda são os mesmos..
e as aparências não enganam não...
você diz que depois deles, 
não apareceu mais ninguém" 
(Como os nossos pais, Elis Regina)


O primeiro disco do Guns N'Roses foi lançado em 1987. E o que eu era nessa época? Um ser que babava, chorava e usava fraldas. Por volta de 1994 a banda se desfez, ficando apenas o Axl da formação original. Eu não tinha mudado muito, tinha 8 anos, estava aprendendo a fazer contas de dividir e ouvia qualquer coisa que passasse na televisão. Quando eu vim a conhecer a banda, foi em 1999, eu acho. Teve um show cover aqui em Jaguariúna num evento que eu nem mesmo lembro qual era, a minha turma de amigos já conhecia e era fã, foi amor à primeira vista. Como eu agradeço por ter sido maria-vai-com-as-outras!! Eram várias as bandas que minha turma gostava, mas o Guns me conquistou. A partir daquele momento, Guns n' Roses seria uma banda que faria parte da minha história.
Em 2001, quando teve o terceiro rock in rio, eu tinha só 15 anos e não se falava em outra coisa senão o retorno de Axl Rose com uma nova formação. Eram tantos os boatos: será que ele ainda consegue cantar como antes? E a banda? Terá uma aparição do Slash? - Eu queria muito estar lá! Mas é claro que minha mãe não deixaria eu me abalar até o Rio de Janeiro, em um show de 250 mil pessoas.* Eu vi pela televisão. Chorei!! Tem detalhes que lembro com riqueza de detalhes: ele tirando os anéis para tocar piano e cantar November rain (lágrimas e mais lágrimas) e o final do show com Paradise City e a bandeira do Brasil no telão do fundo do palco! Me dava um aperto no coração pensar que poderia ser a última vez que a banda passaria pelo Brasil, que eu tinha perdido a única chance de ouvir Axl Rose ao vivo.
Já naquele tempo foram inúmeras as críticas ao próprio Axl - fora de forma, gordo, ainda arrogante e com a voz já debilitada - e a banda que não superava a formação anterior. E as críticas não param e nem vão parar.
A verdade é que é muito triste ser roqueiro hoje em dia. Somos nostálgicos. O auge do rock foi em uma década que eu, por exemplo, não pude viver. Vivemos um saudosismo, sonhamos em poder ver nossos ídolos e esquecemos que eles não são aqueles que (não) conhecemos. Eles envelheceram, mudaram, assim como nós. Alguns continuam bem (haja vista Paul Mc Cartney!) mas estes são a exceção e não a regra.Não temos como saber como se estariam muitos outros se tivessem vivido um pouco mais.. mesmo que o tempo fosse cruel com eles, não deixariam de ser o que são: mitos! Como é possível que tantas gerações ouçam a mesma música? Como é possível que 24 anos depois Welcome to the Jungle ainda seja capaz de levantar o público? E que eu com 25, outro com 40 e um menino de 17 tenhamos a mesma emoção ao ouvir essa música? É, pode ser que Axl Rose não seja mais o mesmo, mas ainda é O cara (Esteves, Priscilla. 2011)
Pois bem. Dez anos se passaram, e quando anunciaram o Rock In Rio 4 eu fiquei na torcida: "Por favor, Guns, Guns, Guns" - E foi confirmado! Toda vez que eu dizia que iria ao show do Guns o comentário era o mesmo: "Ah,. mas nem é mais o Guns..." - A verdade é que ninguém é capaz de entender.

Ninguém é capaz de entender o que eu senti quando vi no telão aquele olhar que ainda era o mesmo vinte anos depois. Ninguém é capaz de entender que mesmo com muitos quilos a mais, ainda era ele que fazia a dancinha que todo mundo conhece. Ninguém é capaz de entender que mesmo com os altos e baixos ainda era ele fazendo os agudos. Não era um cover, não era uma banda X - Era o Axl Rose cantando as músicas que fizeram parte da minha adolescência. E junto com ele: cem mil pessoas cantando! E entre elas, eu.
Quem nunca se fez de ridículo na hora que viu seu ídolo subir ao palco não sabe boa parte do que é felicidade. 
Ele envelheceu. Eu também envelheci.(Tenho certeza que com quinze anos eu teria muito mais disposição para pular!) Mas eu nunca vou esquecer das minhas mãos tremendo quando vi ele entrar no palco. Do berro que eu dei quando ouvi ele dizer: "You know when you are? You're in the jungle, baby", da emoção de escutar o solo inicial de Sweet Child O' Mine (ainda que sem o Slash..=/) Das lágrimas que misturaram com a chuva ao som de November Rain e principalmente de como eu tirei forças sabe-se lá da onde pra pular enlouquecidamente quando encerrou o show com Paradise City!
Não importa que não seja como na década passada. Por duas horas, eu pude me sentir como se tivesse vivido em outro tempo. Como se eu pudesse ter vivido o auge do rock n'roll. Fui novamente uma adolescente tola, ingênua e cegamente apaixonada pelo seu ídolo. E quer saber? Foi bom demais!
São esses momentos que fazem a gente sentir que está vivendo de verdade!! Quando todos os seus sentimentos vêm com toda intensidade: alegria, riso, dor, emoção - sem medo do ridículo, sem medo de ser feliz!E digo mais, se ele aguentar e mais uma vez Guns N' Roses vier ao Brasil: eu vou de novo! E mais quantas vezes tiver. 

(Dez anos de espera....November Rain, debaixo de chuva! )


*informação do site http://www.gunsnrosesbrasil.com/gunsnroses/index.php?/a-banda/biografia

Quinta-feira, Setembro 08, 2011

A gente sempre sabe!

Às vezes, se engana.
Finge que não sabia.
Finge que esperava que fosse diferente.
Mas vc sabia que não seria.
Você sabe aqueles que sentem sua falta.
Você sabe aqueles que até sentem, mas sabem lidar com ela.
Você sabe quem vai querer sua opinião sobre uma decisão importante.
Você sabe quem já sabe a sua opinião e tem medo de ouvi-la de você
E você respeita, porque também sabe que ninguém precisa pensar como você.
Você sabe quem vai te surpreender
Você sabe quem vai te esquecer..
Você sabe quem jamais te esqueceria.
Você sabe quem sabe o que te deixa feliz.
Você sabe exatamente o papel de cada pessoa em sua vida.
Sempre sabe. Mas há tempos em que não quer saber.
Não quer porque, às vezes, aquele que te importa tanto não te dá a mesma importância
e isso dói.
Não quer porque você gostaria que essa pessoa te surpreendesse, mas ela não surpreende.
E isso frustra.
Não quer porque você não gostaria que essa pessoa te esquecesse..
mas ela esquece.
E então você a culpa, você sofre, magoa-se, chateia-se.. mas vá lá, seja sincero consigo..
As expectativas são suas, lide você com elas! Ninguém te prometeu nada além disso!

Ah que doce é a maturidade que te faz ver que não se deve preocupar com aqueles que não se importam!
Veja: olhe a sua volta! Você realmente precisa do que não está ali?
Não é possível que tudo que vc recebeu (ainda que por distância) não seja o suficiente e o indispensável!
Não seja tão ambicioso.. não busque o sofrimento!

Nesse aniversário eu escolhi não sofrer. E lá depois de muitos bons drink eu disse: Eu sabia quem estaria aqui.
E eu não menti. Eu sabia mesmo! Assim como eu sei que quem só não estava porque não pôde. E não sofri.
Porque eu cansei de querer o que eu não tenho. De esperar o que não vai vir.
O que eu tenho é bom demais.
As pessoas que me abraçaram são as melhores que poderia ter.
E eu não preciso de mais nada!
Quando você entende que cada um tem suas prioridades, a vida é mais leve, mais simples!
E você continua a se importar com todos, mas sabendo quem merece mais a atenção!

Junto com os vinte e cinco anos  vem o fim do colágeno, algumas rugas, menos disposição e um metabolismo lento. Mas vem também muita serenidade, autoconfiança, segurança e serenidade. E isto, é impagável!

Obrigada a todos os meus queridos!
vocês sabem quem são! :)

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