sexta-feira, julho 27, 2007

Oooooo doooona!


Lembro- me ainda de quando aprendi a ler e escrever. Não com muita precisão, é claro, mas tenho bem nítida na memória aquela cena corriqueira: minha lousinha, o giz e algumas bonecas e ursinhos atentos às lições do dia. Com toda a didática e pedagogia de uma menina de 7 anos, eu tentei, mais tarde, ensinar meu irmão mais novo algumas letras.. mas ele não teve tanta paciência como os ursinhos de pelúcia.
Por muito tempo, essa foi a minha brincadeira preferida. E as cobaias foram muitas. Amiguinhas, mais bonecas e meu irmão tentou, mas não conseguiu escapar. Em todo caso, na falta deles, tinham meus alunos imaginários. Eu me divertia muito com a brincadeira, e por um bom tempo, a minha resposta para a clássica pergunta "o que vc vai ser quando crescer?" era pontual: professora.
Uma escolha não muito feliz para uma cidadã de um país de terceiro mundo fruto do mundo moderno repleto de profissões fashion.
O mundo real assuta. E os olhares reprovadores diante dessa escolha, fizeram eu deixar a idéia para segundo plano, e decidi então, que seria jornalista: muito mais bonito, interessante e, teoricamente, traria dinheiro.
Eu e mais 80% das pessoas da minha idade tiveram essa brilhante idéia. Resultado: carreira mais concorrida nos vestibulares de 2003... Ironia? Não sei, talvez seja aquilo que Freud chama de denegação.. e meu "destino" passa a se cumprir timidamente em fevereiro de 2004: quando eu me dei conta, estava entrando no universo da licenciatura novamente. A paixão pela literatura e pela gramática (sim, eu gostava de gramática..mas não se preocupem, já me libertei desse mal) me levou para o caminho da sala de aula novamente.
Bom, o que eu posso dizer? Sim, eu sabia desde sempre. Minhas bonecas também sabiam, era pra isso que eu havia nascido, pra ensinar.
Eu sabia que não era fácil. Ninguém me disse que seria fácil, e tem horas que eu definitivamente tenho vontade de desistir.
Mas, sinceramente? é impagável acompanhar o aprendizado. Por menor que ele seja. É gratificante vc ver o reconhecimento, nem que seja por recados do orkut. É delicioso observar os olhares atentos, e até os desatentos, que se voltam diante da repreensão. É divertido vê-los cantar a música nova que aprenderam.
Dizem que só damos valor ao que temos quando perdemos. O que mais me irrita nos clichês, é que eles estão certos.
E quando eu vi uma pequena me perguntar: Ai dona, vc gosta que eu te chame de prof? e pensei: não sou mais a prof. dela.. me bateu uma tristeza que eu achei que não fosse sentir.
E então, penso que não preciso de status. Nem de jalecos. Nem de Dr. na frente do meu nome.
Sou professora. Nasci professora. Por sorte ou azar. O fato é que o sou. Sou Dona, ou do que preferir chamar. E serei feliz enquanto puder ensinar.

quinta-feira, julho 26, 2007

E agora, José?


E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio - e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?

quarta-feira, julho 25, 2007

Estranho



Já faz um tempo, eu queria ter postado essa música.
Procurei até uma imagem bonitinha.
Aí desisti.
Já estava aqui. Salvo no rascunho, e eu desisti.
Tive receio.
Achei piegas.
Mas, poxa, esse blog é ou num é meu?
faço o que eu bem entender..rss
Apaguei o rascunho.
Mas não consegui apagar. Se é que me entendem..
Mas já que ela ainda está aqui.
Aí vai..

Nando Reis - All Star

Estranho seria se eu não me apaixonasse por você
O sal viria doce para os novos lábios
Colombo procurou as Índias mas a Terra avistou em
você
O som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário

Estranho é gostar tanto do seu All Star azul
Estranho é pensar que o bairro das Laranjeiras,
Satisfeito, sorri quando chego ali e entro no elevador
aperto o 12 que é o seu andar
não vejo a hora de te reencontrar
e continuar aquela conversa que não terminamos ontem, ficou pra hoje.


Estranho mas já me sinto como um velho amigo seu
Seu All star azul combina com o meu, preto, de cano
alto
Se o homem já pisou na Lua, como eu ainda não tenho
seu endereço
O tom que eu canto as minhas músicas para a tua voz
parece exato

Estranho é gostar tanto do seu All Star azul
Estranho é pensar que o bairro das Laranjeiras,
Satisfeito, sorri quando chego ali e entro no elevador
aperto o 12 que é o seu andar
não vejo a hora de te reencontrar
e continuar aquela conversa que não terminamos ontem, ficou pra hoje.

terça-feira, julho 24, 2007

Chuva

Chuva, chuva, chuva...
Segunda feira..última segunda feira de férias.
CHUVA...
na televisão, jogos panamericanos..
Brasil x Cuba..
todos os jogos são Brasil x Cuba..voley, basquete, handball, tudo!! e é sempre A rivalidade.
Chuva...
Finalmente consegui pintar as unhas. Como eu chamaria essa cor? No esmalte tá escrito cyber, não faço idéia do porquê, mas é um tom de vermelho.. ficou bonito até.. mas já estragou.
Chuva...
Olho pra minha estante.. muitos diários de classe. Fiap's. Mensário.
Chuva...
Um pensamento "Dia 25 volta tudo.." Uma notícia. Só na quinta feira.
Mais um dia de chuva...
A correspondência molhada: uma multa.
Que ótimo...velocidade mínima permitida: 70 km, minha velocidade, 78 km/h.
Não, eu não estava a 150 km/h pondo em riso a minha vida e nem a de crianças inocentes, era apenas SETENTA E OITO.
Chuva....
Saiu a integralização curricular: ufa. Tudo certo, mais um semestre vindo aí.. o oitavo..caramba!!
Ainda me lembro quando eu tinha dezessete anos e estava no primeiro semestre..qta coisa mudou de lá pra cá..
E a chuva não pára...
Precisava ir no banco. Chuva. Queria cortar o cabelo. Chuva.
A vida passando..
e chuva e mais chuva.
Esse tempo melancólico me deprime.
"Eita vida besta, Meu Deus."
e agora eu vou encerrar por aqui porque ouço trovões, relâmpagos e chuva.

domingo, julho 22, 2007

Tudo passa..

Domingo, 22h51m..
Um belo domingo.. passeio com amigas, algumas comprinhas, um choppinho durante a tarde..
Uma bela tarde de sol em pleno inverno, com direito a um vento refrescante.. pq ser feliz, despenteia! hehehehe
Agora to aqui.. no msn..
Olho as frases pessoais das pessoas e fico pensando na vida delas, no que elas sentem, no que estão pensando!
A grande maioria contente com a morte do ACM..
Tá aí mais uma coisa que eu não achei que fosse viver pra ver...
Outras ouvem música..
Outras mandam recados para os amigos..
A de um amigo é uma frase que eu usei muito: "um dia vc aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam."
Ironicamente, já tive esse pensamento com relação a ele..
o mundo dá voltas não é mesmo?
Cada frase esconde uma história..
As minhas, pelo menos, sim.
Ainda no msn...
E, em meio a uma conversa, disse a uma amiga: Não há sofrimento que não passe.
Então eu me perguntei: eu sabia disso o tempo todo??? Quantas vezes damos conselhos que se encaixam perfeitamente na nossa vida, não é mesmo?
Irritamos-nos com os conselhos porque eles dizem aquilo que a gente já sabe, mas não queremos acreditar. Estamos sempre achando que podemos estar enganados, mas não estamos. E insistimos. E os conselhos ficam lá, martelando.. e você só se dá conta de que devia ter os ouvido, quando quebra a cara. E aí entra a minha parte: Não há sofrimento que não passe.
O que eu queria perguntar é: será que vale a pena, deixar de viver a experiência ante a previsão de um conselho??
O que é melhor, sentir na pele cada sensação, cada tombo, ou evitar aquilo que já é previsto?
Bem..posso parecer masoquista. Mas prefiro ir até o fim. Sempre.
Isso não significa que eu não goste de conselhos, eu gosto! Mas o vejo por outra perspectiva..vejo os conselhos como uma manifestação de carinho: aqueles que gostam de mim, não querem me ver sofrer, e tentam evitar isso. E assim, com todos os conselhos em mente, dou minhas cabeçadas totalmente consciente.. é praticamente uma operação kamikaze.
O que me encoraja, sempre é saber que tudo passa..
"Tudo passa, e vai passar...
A dor do parto. A cólica do neném. O mau-humor do adolescente. A época da chuva. O cansaço. A fama. Essa lua cheia. O próximo eclipse. O estado de paixão. A falta de paciência. A saudade. A tarefa chata. A melhor parte do livro. O gosto do beijo. O problema insolúvel. A tendência da moda. O medo da separação.
O tempo de espera. O estranhamento com o novo. A vaidade com o prêmio. A falta de dinheiro. O frio na barriga. A causa da briga. O viço da pele. A crise de depressão. A graça da piada. O luto. O tesão. O tempo de escola. O período de provas. A bronca do chefe. Os preparativos para a viagem. A festa tão programada. A ressaca. O motivo da comemoração. A mágoa. O sono. A TPM. A moda de blogs, fotologs e afins. O dia de hoje. Todas as vidas."


sexta-feira, julho 20, 2007

É tudo bem melhor quando estamos juntos..


Ora...ora... hj é dia do amigo!
Sou boa para lembrar datas..mas essa, ironicamente, eu sempre esqueço!
Sabe como é, essas datas são, geralmente, comerciais.. mas todos nós sabemos que nunca é tarde para falar de amigos. Toda hora é hora. E eu, sinceramente, não sei o que seria de mim sem eles.
Não sei o que seria de mim sem os abraços de urso da Helô. Nem das nossas longas conversar sobre tudo e todos e tal.
Não sei que seria das minhas baladas sem a alegria e a 'vibe' contagiante da Kistriane. Não sei o que seria dos meus netos sem as muitas histórias que temos juntas pra contar.
Não sei o que seria dos meus dias de bode sem as Alinisses que tanto me fazem rir. Não sei o que seria dessa minha cabeça racional sem a paixão que ela me passa e a fé que ela tem na vida e nas pessoas e em tudo.
Não sei o que seria do meu estilo sem a Diva Stelinha. Não sei o que seria dos passeios no shopping, nem os trabalhos de TL sem as nossas longas conversas a fio..
Não sei o que seria da minha rotina unicampeira sem a parça Xulyandrews..alguém que eu entendo como se fosse a mim mesma..já que nos parecemos tanto! O que seria de mim sem a sua companhia pra dançar calypso, fazer clown entre outras enrascadas que a gente se mete pela unicamp.
Não sei o que seria dos nossos papos cabeça sem os comentários inuisitados da Judícula. O que seria das nossas rodas de estudo sem as suas sacadas geniais.
O que seria dos meus sábados e domingos ociosos sem a minha parça e true friend Ju, como eu faria tantas gordisses, assistiria a tantos filmes ruins sem a sua companhia.Companheira de alegria, de bode, de ócio, de balada, de tudo!
O que seria das minhas férias sem a espera por aquela amiga lá do NO do Paraná, a Pir, aquela que adora uma boa cerveja, uma boa balada e que sempre tem uma história inusitada pra contar, e que sabe dar um colo como ninguém!
O seria do meu msn sem o fucking John lá todos os dias. Falando de nada, ou filosofando, ou enchendo o saco um do outro..O que seria dos meus filmes sem ele falando o tempo todo! O que seria dos meus bodes sem ele pra me dizer: fica tranquila!
O que seria dos churras na praça sem as lendas do Ciro, sem os comentários sutis e as paiçadas master e barrota! O que seria dos programas aparentemente miados, mas que ele transforma em diversão.
O que seria dos meus feriados sem o nosso amigo lesado David, sem as suas trapaiada.. seu olhar semi atento a qquer história e suas frases quase lógicas.
E o que seria de mim sem ver essa galera toda junta causando, com suas explicações cabulosas pra tudo e sem as bebedeiras que sempre rendem boas risadas.
O que seria da minha história sem aqueles que já passaram por ela, deixaram sua marca, e construiram junto comigo de alguma forma, e hj seguem seu caminho.
O que seria de mim sem todas as pessoas que fazem parte da minha memória.
Não sei como seria minha vida sem vcs, mas sem dúvida, seria muito mais sem graça, com bem menos risadas, bem mais difícil e amarga.
Pq se tem algo que me faz sorrir até nos dias de chuva, é olhar a minha volta e ver essa gente toda, as vezes faltam alguns, mas estão sempre aqui.. nos meus melhores pensamentos.
Pq são essas pessoas que fazem parte do meu mundo, e que nunca, nunca mesmo, vão me deixar. Pq fazem parte de mim. Ainda que um dia a gente se separe. Mesmo que algum dia eu os decepcione ou eles me decepcionem, não interessa, vcs já fazem parte de mim..
E eu os amo pra caralho!!!
Feliz Dia do Amigo pra vcs, e Obrigada por fazer parte da minha vida!

quinta-feira, julho 19, 2007

Have you ever been down?

"Cause it's a bittersweet symphony,
this life
Try to make ends meet
You're a slave to money then you die
I'll take you down the only road I've ever been down
You know the one that takes you to the places where all the veins meet yeah,

No change, I can change
I can change, I can change
But I'm here in my mold
I am here in my mold
But I'm a million different people from one day to the next
I can't change my mold
No, no, no, no, no"

(The Verve, Bittersweet Symphony)


Ontem eu ouvi muito essa música. Muito. Nem sei quantas vezes.

O refrão fica na nossa cabeça.. quando vc vê, inconscientemente, está cantando: I can change ..I can change.. I can't change my mold no no no ..

Com alguma razão lógica ou não, eu comecei a pensar nessa questão. Até que ponto estamos dispostos a mudar nossos moldes? Até que ponto queremos mudar nos moldes? até que ponto precisamos mudar nossos moldes?
Bom.. nessa minha humilde vida de 20 e poucos anos, acho que uma das frases que eu mais ouvi até hoje é "eu sou mais eu", "Não vou mudar pra te agradar", "sou verdadeiro" e tudo e tal.. Ou seja, sempre ouvi as pessoas tentando buscar uma única definição do que elas são. Como se elas fossem únicas, imutáveis. Como se elas nascessem como uma única essência, e todos os anos de vida e experiência não pudessem mudar isso.
E alguém pode ler isso agora e pensar: e não é?
Pois bem.. e eu digo que não.
Acredito que temos um carater, temos algumas características que podem até não mudar, mas cada vez vejo que nossas atitudes e ações variam sempre conforme a necessidade e a conveniência. E isso não é necessariamente ruim. O que eu quero dizer é que vemos a realidade como queremos, e não como ela é. Simplesmente porque não existe uma única realidade, cada pessoa constroe a sua.
Num determinado momento uma pessoa pode parecer má - ela é falsa, é cínica, é vadia. Enfim, tem todos os defeitos que vc quer que ela tenha, e num passe de mágica, vc descobre que estava enganada. Não, vc nunca esteve enganada. Vc simplesmente construiu uma imagem e a legitimou.
É isso que fazemos com nós mesmos. Somos o que queremos. Construímos uma imagem de nós, fazemos de tudo pra legitimá-la, e acreditamos nela. O problema maior é não aceitarmos que essa imagem pode mudar, se vc quiser e aceitar. Na recusa desse fato, vemos as contradições, as "falhas".. e vemos que há momentos, em que as pessoas lutam pra ser algo que nem elas acreditam mais que exista.
Ilusão achar que não temos falhas, ilusão acreditar que somos melhores ou piores que alguém segundo tais ou quais critérios. Ilusão acreditar que somos dignos de méritos, ou que somos o melhor que as pessoas podem ter. Tudo ilusão, so sorry..
E a vida é bem menos frustrante e decepcionante quando paramos de culpar os outros por aquilo que só nós somos responsáveis. Quando pararmos de culpar os outros pelas nossas falsas ilusões, passamos a ver que erramos também, e então, fica mais fácil entender e aceitar o erro do outro. Nunca sabemos quando vamos precisar de compreensão. Ser flexível é fundamental para o equilíbrio, e como disse Clarice (sempre, Clarice)
até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.



quarta-feira, julho 18, 2007

E aí?

"E como saber se é o amor certo, o único? Tanto é o poder errar, nos enganos da vida...Será que você seria capaz de esquecer de mim, e assim mesmo, depois e depois, sem saber, sem querer, continuar gostando? Como é que a gente sabe?" (Guimarães Rosa)


(...)

segunda-feira, julho 16, 2007

Melancolia..

"Posso ouvir o vento passar,
assistir à onda bater,
mas o estrago que faz,
a vida é curta pra ver..."

(O Vento, Los Hermanos)





Hoje amanheceu chovendo.
Há tempos não chovia.
Acordei, ouvi o barulho da chuva, senti uma leve pontadinha na cabeça e dormi de novo.
Ai.. férias!!!
férias com um dia de chuva.... o dia todo de pijama, me dedicando ao ócio improdutivo.
Um cenário aparentemente mente monótono que mascara um turbilhão de pensamentos que se movimentam sem parar dentro da minha cabeça.
Perguntas, sem respostas, lembranças que vão e voltam, cada vez um novo detalhe, uma nova hipotese, um novo olhar.. mais dúvidas, mais questões e poucas atitudes. Que atitudes?
De fato.. não estou na minha fase mais lúcida! rss ou mais tranquila..
sei lá..estranho..
Ao mesmo tempo em que está tudo bem, tudo dando certo, tem algo que me incomoda.
E nem adianta eu dizer que não sei o que é pq eu sei sim.
Só não sei o que fazer para que pare de incomodar.
Ou talvez eu não queira fazer o que eu acho que devo fazer. (?)
conflitos.. quem não os tem?
Desde uma dúvida entre um shampoo para cabelos mistos ou normal, ou se fazemos a prestação em 5x sem juros ou 8x sem entrada.. ou se devemos seguir a vontade do momento ou pensar nas convenções. Se todos os conflitos fossem de ordem prática, tudo seria mais fácil, e eu diria até que então não tenho conflitos.
Mas como disse minha grande amiga e parça, Pir, tem coisas que ultrapassam a nossa compreensão. Ou, mais poéticamente, à la Clarice Lispector, "não se preocuper em entender, viver ultrapassa todo entendimento"

Ela só não disse como fazer pra não se preocupar, não entender.

C'est la vie...
Eu só queria ter a certeza de que nada foi vão.
De que existe um propósito maior.
De que não estou fazendo tudo errado de novo.
E que a vida não é um simples ciclo vicioso e irônico.
É muito?

blé.. acho que a chuva me trouxe um ar melancólico..





































domingo, julho 15, 2007

ERRO

Ps.:

Post meramente informativo:

Seguinte,

o último post, na verdade, é o penúltimo! sei lá o que aconteceu com o blogspot que ele inverteu as paradas aí..

ou eu inverti, sei lá..

terça-feira, julho 10, 2007

(...)

Tempos difíceis..
Há tempos não me sentia assim.. como eu poderia dizer..
e-s-g-o-t-a-d-a...

Não é cansada.. não é com preguiça, ou fadiga..
é esgotada.
Sabe quando esgotam os ingressos? sabe quando esgotam as opções?
Sabe quando esgota o dinheiro na conta?
Pois é, é assim que eu me sinto..
Acabou-se as vontades, as forças, a motivação, o folego, a animação, os desejos..tudo!!!
E, como já dizia a canção, "até mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma, a vida não pára.."
Não pára, véi..
pelo contrário, parece que acelera o ritmo, urge por respostas, atitudes, ações!!!
Tudo que vc quer é parar e observar a vida passar - não pensar em nada e nem ninguém, não se preocupar com olhares e cobranças, não teorizar, hipotetizar, nem criar.. apenas sentir, sentir o vento pelo seus fios de cabelo, sentir o calor do sol junto a pele, sentir a vida que corre na terra.. sentir a vida de fato, não apenas passar por ela, sem compreender nada! Nem as pessoas, nem as ações e, o que é pior, nem a si mesmo.
Sintia-me assim. Como se cada hora do meu dia fosse em função de obrigações e vontades alheias. Quando tudo o que eu queria era ficar só comigo. Por alguns minutos pelo menos, pensar em mim. É assim, bem egoísta mesmo, só pensar no que eu quero, nas minhas vontades, no que eu gostaria. As vezes, eu penso que isso nem existe...
E quando eu estava totalmente esgotada.. libertei ainda as últimas coisas que restavam.
Com ajuda de fatores "extrínsecos" lá se foram algumas lágrimas, e junto com elas, muitas coisas que eu nem sei como chamar.
E nesses momentos de fraquezas, que eu sinto como me custa ser como sou.
Como dói ver a realidade e os fatos como eles são.
E agora nem sei como terminar esse post..
assim como não sei "terminar" muitas coisas..
talvez esse seja meu erro.. apenas começar, e deixar que sei lá quem se encarregue do resto.
E fico então com aquela sensação morna, de quase, de se..
e....
esgotaram-se as palavras tb.
Até a próxima!

sábado, julho 07, 2007

Tout est bien.. quand finit bien..

Mais um fim de semana.. que palavra doce..FIM DE SEMANA...
E junto com o fim de semana veio outros "fim's"
Fim do período letivo.. Nem acredito, acabou! Alguns dias sem precisar acordar as 6h, alguns dias sem ouvir 876543367 "Oh, dona" no dia! hehe mas que no fundo, eu adoro! =] , adoro mas é sempre bom sentir um pouco de saudade né?? e a "dona" aqui tá precisando de um descanso!!
Fim do curso de Francês.. 9,0 na prova..ufa!!!..essa abordagem comunicativa engana a gente..a gente nunca sabe se vai dar certo ou não, acostumada com os exercícios de preencher lacuna, fiquei insegura diante dos textos! hehe mas deu certo.. C'est finit!
Fim do curso com os estrangeiros... e, sabe, pra alguma coisa serviu perder todo meu colágeno fazendo aquele fucking diário reflexivo, no fim.. eu percebi que a verdadeira aluna fui eu!! eu aprendi muito mais com os estrangeiros, do que eles comigo! Só sei que não quero ouvir por um bom tempo mais as palavras "abordagem", "planejamento", "ensino-aprendizagem" e o raio que o parta!
Fim das palestras blá,blá,blá de sexta feira!!
Fim do trabalho HARD e... tudo certo na prova, mais um pouco, eu iria entrar em crise de representação!
E então..

FÉRIAS!!!!!

E que venham os filmes na segunda noite, as cervejas na em plena quarta feira, baladas de quinta, domingos com conversas até a madrugada, baticuns, passeios, sessão da tarde, novela das seis, caminhada no Parque, e mais tudo que puder acontecer!!!!

vamo que vamo!!!

segunda-feira, julho 02, 2007

Mais coincidência???


A Mulher de Virgem

Não pense na mulher de Virgem como a Amélia dedicada ao lar e aos filhos, mantendo o chão encerado e os armários em ordem. Esta não é a verdadeira essência deste signo. A mulher de Virgem mantém a si própria livre, dentro da relação, através de seu intelecto. Ela tem opinião própria, pesquisa e lê para 'saber', e em seus relacionamentos ela estará sempre pronta a analisar e a falar sobre tudo, suas ações, sua casa, seus filhos... menos sobre seus próprios sentimentos. Normalmente, no seu impulso a se tornar útil, a mulher de Virgem se dedica a uma carreira, e é uma excelente psicóloga, médica, enfermeira, nutricionista, pedagoga, professora e analista. Desta forma ela não terá o casamento como prioridade e poderá casar mais tarde, ou não casar (?), ou mesmo fazer um casamento de razão (???).

As vezes a mulher do signo de Virgem é realmente estéril (especialmente se tiver a Lua em Virgem ou em mau aspecto com Saturno), e as suas crianças serão os seus alunos. Eu tenho por mim que o signo de Virgem é estéril porque o nascimento é 'sujo'. Mas esta é uma opinião pessoal. De fato seja o ato sexual que o nascimento, se acontece de uma forma onde a pessoa fica exposta, onde as emoções e os sentimentos ficam expostos, e não podem ser explicados racionalmente. A psique da Virginiana, apesar de ser ligada ao Mito da Grande Mãe, está representada pela Deusa Artemis, virgem, autosuficiente. O trigo que ela traz em seu colo, é usado para alimentar o mundo. Ela não precisou do sêmen. Seu negócio não é 'dar o seio' como acontece com a Mãe Câncer. Seu negócio não é 'gerar filhos' mas 'gerar idéias'. Uma das suas qualidades é a discrição e a reserva. Ela irá preservar sempre um pouco de si e não se entregará inteiramente numa relação sentimental. Porém ela é realista e, se ela assim tiver decidido, o amará como você for. O mais importante é fazê-la sentir que ela é necessária em sua vida.

Virgem e o Amor

Se nós pensarmos no virginiano como ele é usualmente descrito nos livros de astrologia, pensaremos nele como uma pessoa que tem um manual ao lado da cama onde irá buscar o conhecimento adequado para desempenhar bem sua função durante o ato sexual. Exagero? Nem tanto! Ele realmente precisa das instruções para se sentir bem. Mas o amor e os sentimentos não tem etiquetas explicativas, e muito menos os seres humanos vêm com elas amarradas no pescoço! E por isso os virginianos se perdem e muitas vezes têm dificuldades em seus relacionamentos. Na realidade, a mulher de virgem analisa seus próprios sentimentos, e os vê como sendo monstros incontroláveis, e tenta mantê-los sob controle, dissimulando a afetividade e mantendo-se fria e controlada. Mesmo quando ela quer transar todos os dias, não o dirá, mantendo a relação controlada, um dia sim e um dia não, porque é mais saudável. O virginiano não é frio, ele simplesmente leva muito tempo para esquentar. A paixão não faz parte de seu vocabulário. E a mulher de Virgem não se entrega ao primeiro machão que a olha. E o homem de virgem não se entrega à primeira carinha bonita que o seduz. Ambos analisam longamente a situação, racionalizam, e tentam saber se você se identifica com as mesmas coisas do que eles. Emoção e sexualidade não são suficientes para prender o virginiano. Para eles precisa haver um encontro de mentes.

Coincidência?

Já confessei aqui certa vez que um dos meu pontos fracos é horóscopo.
Se eu fosse fazer uma lista de "eu gosto mas tenho vergonha" este estaria entre os primeiros colocados.. fazer o que? ninguém é perfeito, né não?

e aí, despretensiosamente, passeando pela internet.. eis o que vejo:


Virgem
de 22/08 a 21/09

Planeta:
Mercúrio

Elemento:
Terra
de 2 a 8 de julho de 2007
Alguns virginianos andam tão irritados ultimamente que nem se reconhecem mais! Eles que são naturalmente tão ponderados perdem facilmente as estribeiras assim que percebem que sua vida sai do controle. A retrogradação de seu planeta regente, Mercúrio, não os está ajudando em nada. Por essa razão aconselho muita cautela com sua rotina dessa semana, ainda mais que o estresse predispõe as pessoas a adoecer. Como neste período você não conseguirá resolver muita coisa de sua vida, aconselho os virginianos a ´tirar férias´! Mesmo aqueles que não podem viajar, podem tirar o pé do acelerador e procurar distrações e passeios que proporcionam contato com a natureza.


Coincidência???
Talvez sim..
talvez não..
'a veiz', é so fruto do acaso! ;)

domingo, julho 01, 2007

"Por essa maldita mania de viver no outono."


Faz tempo que não escrevo.. o último post é do dia 18 de junho. E nem fui eu que escrevi o texto..tsc tsc
É que muita coisa aconteceu nesse meio tempo..
a greve acabou, mas não acabou, mas acabou..e o resultado? bem..o que já era previsto..
Por alguns instantes, eu até cheguei acreditar no movimento.. mas, quando a greve dos docentes acabou após o mísero aumento, essa esperança se espatifou.. doce ingenuidade!!..
Ao contrário do que pensam muitos, a greve não foi de sinônimo de férias. E olha que eu nem dormi na sala da reitoria (um pena, adoraria colocar uma foto desse fato no meu orkut pra que todos pensem que eu sou militante - ironia, ironia..)
"Política" a parte, só tenho uma coisa a dizer... "Que semana..."
Uma semana que parecia que não ia acabar mais..
Horas que pareciam não acabar e ao mesmo tempo correr sem parar..
Olhar para uma folha com várias letras, várias palavras, e simplesmente não entender nada..
não, não era língua estrangeira..era "bom" português mesmo. Bizarro, né? Pois é, escrevi, divaguei, enrolei..enchi linguiça.. acho que em toda minha vida acadêmica nunca tive essa sensação..e, nem foi legal viu..
Depois..prova de francês V..uau..quase dois anos e meio estudando, coloca o cd aí..compreensão oral!! hum.. mais uma vez, s'il vous plaît.. éé..ahm.. mais uma? outra..? ah.. desencana...
Tem momentos em que eu me sinto um lixo. Um lixo de aluna. Um lixo de professora. Um lixo de filha, um lixo de irmã, um lixo de amiga... um lixo! e nessas horas, dá vontade de dormir pra sempre, até passar. Dormir, dormir e dormir.... e só acordar quando tiver certeza que tudo acabou. Mas não acaba. Porque fugir não adianta.
E então, a gente continua.. acorda, levanta, e continua com alguns erros..por quê?
Por que parece tão difícil acertar? Por que é tão difícil mudar alguns hábitos que parecem enraizados? Por que me vejo impotente? Sem ação?
Como disse Pagu, "É difícil dizer o porquê das coisas. Muito mais difícil saber o porquê das coisas."
By the way..

"O aproveitamento da experiência se realiza espontaneamente, sem necessidade de dogmatização."(Paixão Pagu: a autobiografia precoce de Patrícia Galvão)


Acho que não preciso nem perguntar mais nada né? Sem porquês.



Aos amigos: Don't worry.. vcs sabem né? (e eu tb sei) é fase, vai passar..
mas o bode é necessário..
(ainda mais na tpm!)

Férias..como te quero!!!


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