quinta-feira, abril 29, 2010

Síndrome dos vinte e tantos anos


Não fui eu que escrevi, mas sabe quando você lê um texto e pensa: Caraca, eu poderia ter escrito isso!! Não tenho vinte e tantos.. tenho vinte e poucos..hehe (vinte e três para ser mais exata) E agora pensei: se a síndrome veio antes será que ela termina antes também? hahaha A verdade é que estou curtindo meu momento véia!! =) 


Ah! Só acho que o final piegas ficou muito nada a ver... mas enfim, o texto é bom! 


A chamam de 'crise do quarto de vida'. Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos. Se dá conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc..
E cada vez desfruta mais dessa cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco. As multidões já não são 'tão divertidas'. E às vezes até lhe incomodam. E você estranha o bem-bom da escola, dos grupos, de socializar com as mesmas pessoas de forma constante.
Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo. Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas que conheceu e que o pessoal com quem perdeu contato são os amigos mais importantes para você. Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor.
Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto pôde lhe fazer tanto mal. Ou, talvez, à noite você se lembre e se pergunte porque não pode conhecer alguém o suficiente interessante para querer conhecê-lo melhor. Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar. Talvez você também, realmente, ame alguém, mas, simplesmente, não tem certeza se está preparado (a) para se comprometer pelo resto da vida... ou não pode se convencer de que é hora de assumir esse amor.
Os rolês e encontros de uma noite começam a parecer baratos e ficar bêbado(a) e agir como um(a) idiota começa a parecer, realmente, estúpido.. Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado(a) e significa muito dinheiro para seu pequeno salário. Olha para o seu trabalho e, talvez, não esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo.
Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo. Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer. Suas opiniões se tornam mais fortes. Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é..
Às vezes, você se sente genial e invencível, outras... Apenas com medo e confuso(a). De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando. Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro... E com construir uma vida para você. E enquanto ganhar à carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela.
O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse texto nos identificamos com ele.
Todos nós que temos 'vinte e tantos' e gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes. Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça... Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos... Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro.
Parece que foi ontem que tínhamos 16... Então, amanhã teremos 30?!?! Assim tão rápido?!?! Façamos valer nosso tempo, as pessoas, o trabalho, nossa família, os amores! Que eles não passem!
Afinal, a vida não se mede pelas vezes que você respira, mas sim por aqueles momentos que lhe deixam sem fôlego...
Autor desconhecido

domingo, abril 25, 2010

Alma


Os dias de neve sempre são mais atraentes. O cenário incrivelmente branco, cobrindo as ruas e casas parece esconder muito mais que os telhados. Escondem vidas, histórias, mistérios. Alma gostava dos dias de neve, apesar do frio convidar a ficar dentro de nossas casas, quando não se tem exatamente uma casa, o melhor é sair pelas ruas, sentindo os flocos de neve caindo sobre a cabeça, em busca de algo inusitado, que torne aquele dia diferente.
Caminhando pelas ruas, um muro chama a sua atenção. De quem seriam todos aqueles nomes? Mônica, Maria, Rosa.. onde estariam essas crianças? "Sim, devem ser crianças" - Alma pensava consigo. E sentiu uma vontade incontrolável de também gravar seu nome, de estar perto daquelas crianças. Então, com o pedacinho de giz que encontrou, escreveu a única palavra que sabia, seu nome: Alma.
Satisfeita com o feito, algo fez com que olhasse para trás, era como se precisasse encontrá-la, estava lá, esperando-a, uma boneca igualzinha a ela: o gorro, o colete cor de rosa, os cabelos curtos e os olhos verdes. Por um instante achou que fosse um espelho, mas ela não se mexia, não piscava. Olhou-se novamente para conferir a semelhança e novamente voltou o olhar para a vitrine E como em um passe de mágica, a boneca havia desaparecido.
Num impulso, Alma tenta abrir a porta. Impossível, estava trancada. Quando ela teria a oportunidade novamente de ter uma boneca igual a ela? O sonho de toda menina estava ali, ao seu alcance. Decepcionada e irritada, arremessa uma bola de neve no vidro que as separa. Como se dessa forma, a porta desistisse e resolvesse abrir...
Sem sucesso, a menina segue cabisbaixa até que algo interrompe sua tristeza - o barulho da porta, abrindo lentamente, como um convite que ela seria incapaz de recusar.
Lá estava, sobre a mesa de centro.Em meio a tantas outras bonecas que não tinham a menor importância, lá estava ela e como era bonita! O entusiasmo era tanto para alcançá-la que mal percebeu o obstáculo no caminho. Tropeçou em um brinquedo - um boneco pálido sobre um triciclo. Agachou para ajudá-lo e o pôs de pé, em um instante o brinquedo percorria a sala, em direção a porta, como se quisesse fugir.Alma achou graça da tentativa de fuga daquele boneco feio e por um momento se distraiu do seu objetivo. Uma sala cheia de bonecos seria uma distração para qualquer criança, mas Alma só tinha olhos para ela, a sua boneca que agora, misteriosamente, estava em uma estante com muitas outras bonecas, todas ímpares e singulares.
Cuidadosamente, subiu pelo sofá para alcançá-la, estavam cada vez mais próximas uma da outra. Tirou a luva para que pudesse senti-la melhor, tocá-la e segurá-la de forma a não perdê-la mais. Esticou bem os pequenos braços e fez um esforço imenso para manter-se na ponta dos pés. Não poderia desistir agora que estava tão perto.
Tocou-a. Nesse instante, uma confusão enorme se fez presente. Uma escuridão repentina e de repente, sentiu-se presa. Sufocada. Em pânico, sem entender o que se passava, percebeu que olhava por um vidro, podia ver, ouvir, sentir, mas não podia se mexer, nem gritar, nem correr. Como todas aquelas bonecas que lhe faziam companhia naquela prateleira. E de lá, pôde ver a próxima vítima, a boneca de uma menina ruiva, com um vestido vermelho de flores amarelas.


Assista: http://www.youtube.com/watch?v=63fwk_pQFIE

sexta-feira, abril 16, 2010

É assim. Um dia você está como em todos outros, as pessoas que você conhece são as mesmas, assim como as coisas que você faz. Você nunca sabe quando isso pode mudar. Mas muda. E tudo acontece "de repente, não mais que de repente"....
E foi assim. De repente, estavamos todos na mesa do Cidão rindo muito. De repente, nasceu o churrasco na praça. E de repente, surge o Devaneios. E o CPJ. E vem mais um e outro, lá do sertão Paulista, vem o Pardal.. quietinho, na dele, com frases certas, no momento certo. E também o Lu, o oposto.. irreverente, descontraído, falante (e falante, e falante..rss) E a amiga do amigo se junta a turma, Ziza! Que abraça o CPJ, abraça as bagunças, os sonhos e também a "realidade". E de repente... não mais que de repente: pessoas que até então eram desconhecidas, tornam-se indispensáveis. Insubstiuíveis
Antes, desconhecidos. Hoje, amigos. Grandes amigos. Companheiros de trabalho, de festas, de ócio, de vida.
Tudo de repente, não mais que de repente.

E da mesma forma que sem que a gente entenda como a vida une as pessoas, ela separa. E cada um segue seu rumo, busca o que é melhor pra si. Tenta o novo, faz da vida.."uma aventura errante" E quem fica.. bem, não sei se todos, mas eu sinto como se um pedacinho de mim estivesse indo junto. E eu espero que realmente esteja, para que eu algum lugar, possamos estar todos sempre juntos.
(vou sentir saudade disso tudo) 


"De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente."


quinta-feira, abril 08, 2010

Correção

Bem, diante das reinvidicações, cá estou para me retificar. Disse no último post "meus adoráveis adolescentes de 13 a 17 anos" #fail, na verdade, vários alunos do 8ºB têm 12!! E como alguns do terceiro devem estar em vias dos 18.. melhor deixarmos as margens de erro para mais ao invés de para menos né? - Então tá, meus adoráveis adolescentes de 12 a 18 anos!!! =)

Temos um novo blog: http://homensdospelossedosos.blogspot.com/
e dois links estavam dando erro, então aí vai de novo:
http://g4sdiary.blogspot.com/
http://livrosdeportugues.blogspot.com/

Certo? Algo mais?

segunda-feira, abril 05, 2010

Blogueiros prodígios

Sempre é um dilema para mim como fazer avaliação de livros. Por vários motivos. Primeiro, porque eu sou contra a você ter que ler um livro só pra fazer uma prova, por exemplo. Poxa, o povo já não gosta muito de ler, sobre o terrorismo de uma prova então, por mais que o livro seja legal, eles sempre vão odiar (entenda por "eles" os meus adoráveis adolescentes de 13 a 17 anos) Segundo, se eu crio outra possibilidade, como trabalhos, sempre tem o malandro que vai na onda do nerd que leu o livro ou então aquele que só lê o resumo e JURA que eu não vou perceber que ele só leu o resumo (aqueles resumos cheios de erros que existem na internet...) Confesso que a experiência com trabalhos é pelo menos mais interessante do que as provas, os trabalhos são ao menos divertidos.
Pensando nesse grande dilema da minha vida severina, sempre pensei que a melhor solução seria um diário de leitura. Seria o ideal, afinal, o acompanhamento continuo faria com que não houvesse escapatória, os maladrinhos teria que ler e sempre registrar sobre o que leram. 
Pois bem, aspirante a blogueira que sou, foi o que fiz, agora, minha sétima série tem blogs! Sim, blogs! Por enquanto, quatro, mas ainda faltam dois! Cada grupo criou um blog e lá eles registram a leitura.. fazem breve resumos, escrevem coisas aleatórias, reclamam de ter que fazer um blog, dizem se o livro é legal ou chato, enfim.. fazem lá um diário de leitura no meio que mais faz parte da vida deles: a  internet. 
Os mais ingênuos podem pensar: "Nossa, eles devem ter adorado!". Não, eles não adoraram. Afinal, vcs já viram adolescentes gostarem de alguma coisa? hehe O fato é que eu ADOREI!! Me diverti agora lendo os posts, ainda são poucos, mas acho que vai ser legal! Estão bem espontâneos, divertidos, é como se eles não fossem ser avaliados, eu sou só uma leitora!!! 
Espero que eles se divirtam também! e aí, vai o link, para que os parcos leitores desse blog possam ver como essa galera se aventura como blogueiros: 

g4sdiary.blogspot.com (galerinha tá animada pra escrever aqui..já tem vários posts) 
thedarknessofhell.blogspot.com (sim, é esse mesmo o nome #medo) 
pudimtoread.blogspot.com (adorei o Pudim! haha) 

Assim que tiver os outros, eu divulgo também! =) 

Prestigiem!!!  

domingo, abril 04, 2010

Um feriado.

Quinta-feira, feriado. Acordar cedo, ir para Campinas. Uma hora de espera no consultório. Trânsito. Mais espera. Senha, leva a guia, paga exame, mais espera. Volta para casa com fome, mais espera. Espera, espera e não chega o almoço.Trabalho. Sim, trabalho na parte da tarde. Volta a pé para casa. De sandália. Combinado: noite com as amigas. Ou não, ou sim, ou não, ou sim. Ou não. Uma volta pela metrópole tão mal movimentada. 
Despertador: 4h. Tocou, acordei. Não acordei, volta a dormir.. perdi a caminhada. 
Lado positivo(?): arrumei meu quarto. Almoço em família - comida, comida e mais comida! Risadas, besteiras, saudades!! Outro lado positivo de não ter ido a caminhada: aproveitar esse momento.. ou quase,telefonema, mudança de planos, fazem os planos, te incluem e vc só os cumpre. Mais uma vez (a terceira da semana) rumo a Campinas. Chuva. O que a saudade não nos obriga a fazer? Chuva e mais chuva. Pizza e vinho. Chuva. Tequila. Chuva. Caipirinha. Chuva. Acampamento com as amigas. Não, a dadisse falou mais alto. Mudança de planos de novo, às 2h da manhã, com chuva. Acorda a mãe, carrega colchão, improvisa colchão. A experiência de dormir com apenas edredons no chão não é lá muito agradável. Detesto dormir mal. E ainda mais, acordar com o telefone. Chuva, chuva e chuva.. ainda bem que um bom almoço e as boas amigas são capazes de amenizar um mau humor. Despedida.. detesto despedida. Reencontro Bons reencontros. Tensão. Um pouco de mágoa? Talvez, mas se as pessoas pensam sempre nelas, eu também posso pensar em mim. E tudo que eu queria era dormir na minha cama, acordar na minha casa, ficar de pijama e fazer minhas coisas. E fiz. Compreensão e companheirismo? Fácil cobrar dos outros, sendo que falha também nesses aspectos.. principalmente no companheirismo. Enfim, sensação estranha ao fim desses quatro dias. Paradoxal.. os acontecimentos continuam iguais, quem mudou fui eu, antes tolerava muito mais, hoje em dia, não consigo mais. Projeto para evitar o câncer, enfim. 
E assim foi o feriado, como esse texto. Turbulento, confuso, sem coerência. 
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