domingo, maio 02, 2010

Sem título

Uma típica manhã de outono. Essa estação tão rara aqui nesse país tropical, onde tudo se mistura e acontece ao mesmo tempo. Mas essa manhã, era de outono. Aquele friozinho que fez me enrolar mais no cobertor e apertar bem os olhos para chamar o sono de volta e os raios de sol que entravam pelas frestas da janela.
Não havia mais sono, aproveitei aquela sensação boa de poder ficar na cama apenas pensando na vida, sem nenhum compromisso lhe puxando, gritando, urgindo "Vamos, você vai perder o horário". Aproveitar a preguiça sem culpa, aproveitar o momento de despertar. 
Só isso já seria suficiente, mas especialmente nessa manhã preguiçosa de outono, o despertar foi agradável como há tempos não era. As lembranças do dia anterior que vinham aos poucos a memória me faziam abrir aquele sorriso involuntário, que muitas vezes te faz passar vergonha quando aparece em meio às outras pessoas, aquele sorriso que, quando surge, parece imperceptível de tão espontâneo que é. 
Então me pus a repassar todos os fatos, as coisas engraçadas (porque não, hilárias!!) que ouvi, as coincidências (destino, ironia...?), os abraços que troquei, as saudades supridas, as palavras, os olhares, o telefonema de far far way carregado de saudades.... Tentando fixa-los para não perdê-los. Como se a cada vez que eu lembrasse eles continuassem a existir. E me permitir sorrir, despretensiosamente, sem testemunhas, respirando aquela coisa boa que inundava o pensamento Enfim, senti-me satisfeita das lembranças, de ter errado quando achava que não deveria ter saído e feliz por existir algo maior, mais coerente, que põe por terra todas as minhas lógicas "cheias de razão". Ainda bem!

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