sexta-feira, agosto 31, 2007

Vinte e poucos anos..

Blog parado. Computador quebrado. Saco cheio.
Depois de um longo e tenebroso inverno, volto a escrever. Ainda com resquícios do inferno astral que me acompanhou nessa temporada do Sol em Leão, mas que está prestes a chegar ao fim.. um novo ano astral começa.
E como de costume, tenho que fazer meu post de aniversário.

Era setembro. O ano, 1986. A moeda era o cruzado. A ditadura chegava ao fim. O presidente era José Sarney. Estreava o programa Xou da Xuxa.Os garotos do New Kids On The Block lançaram seu primeiro álbum A Argentina ganhara a copa do Mundo. Morre Jorge Luis Borges. E eu nasci.
Desde então, passaram-se 21 anos..
Hoje já não sou mais aquela menina de cabelos loiros e cacheados que dançava a Lambada. Legião Urbana não existe mais e a Argentina não ganha mais a copa do mundo. E a Xuxa insiste em fazer programas infantis!
E..apesar das mudanças, o que somos nós, senão a nossa memória?

A memória. É lá que estão os fatos. Os acontecimentos. Aqueles inesquecíveis, como o presente esperado da infância. Aqueles dispensáveis..como.. aqueles dispensáveis. Aqueles dolorosos... porém, necessários. É lá que estão as imagens. As dores. As pessoas, os olhares, os sorrisos, as sensações... É através da memória que presentificamos o passado. É juntando os pedaços do que fomos, que contruímos o que somos.

Estou numa fase que me faz pensar muito no que sou, no que fui.. 21 anos, segundo alguns aparência de 23, 24..quatro pontos na carteira..(tinha um radar no meio do caminho...) alguns fios de cabelo branco, algumas desilusões, um diploma na ponta dos dedos (quatro ano de faculdade pra isso..). E agora, José? Um mundo de gente grande pela frente, e uma vontade enorme de jogar tudo pro alto, abrir um cheetos de queijo e passar um segunda feira inteira assistindo desenho animado.

Ainda bem, que em meio a esse mundo infinito chamado memória, existem algumas pessoas que estão tão presentes que são partes de mim. Assim como os dedos, os pés, o coração. E que nunca me fizeram sentir sozinha. Tamo junto, sempre, é nóis! rs

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