quinta-feira, julho 24, 2008

Balada

Luzes coloridas, músicas, vozes, perfumes.
Luzes que ofuscam ao invés de iluminarem,
Música que ensurdece
Vozes que soam palavras falsas, efêmeras
Perfumes que se misturam a fumaça do cigarro
Sorrisos forçados, beijos vazios
olhares tendeciosos
olhares fúteis
comentários a cerca da aparência, do estilo, do jeito..
bebidas, bebidas, bebidas
a música continua a ensurdecer..
"Never stop the music"
o som aumenta
aumenta o vazio..
o sorriso esconde a falta do brilho
Alguém percebe que ele se foi?
a bebida busca preencer o vazio que não tem fim
a droga traz a ilusão
é quando ela se vai
o vazio não vai junto.
ele fica
atormenta
incomoda
questiona..
o vazio, que não tem fim.

5 comentários:

Diegovj disse...

Interessante essa visão, ótimo texto.
Bjos!

Michele disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Michele disse...

pra que balada se podemos ir no Delta !? hehehe yes!!! bjos!

Talita disse...

Nunca um texto retratou tão bem o que eu tenho sentido sobre esses lugares..rs..as mesmas musicas, as mesmas caras (mesmo que não sejam as mesmas pessoas), resumindo: uma maçada...!
De vez enquando a gente se propoe a enfrentar isso, mas poucas vezes volto realizada...
Fazer o que...ruim com elas, pior sem elas...

Érika disse...

Bela poesia, Sue! Eu nunca me identifiquei com o jogo de luzes e sons que, para tantas pessoas, significa divertimento. Dizem que são os audaciosos/corajosos/extrovertidos que amam as baladas. E a coragem de olhar para dentro de si mesmo? Nada disso sem negar a beleza de uma boa baladinha, especialmente na companhia de bons amigos.
Bjs, querida.

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