quinta-feira, fevereiro 01, 2007

I'm not a perfect person.


Vivo mudando o meu perfil do orkut.. tento adaptá-lo às fases que eu estou passando. E um deles, me lembro que eu disse que não queria me descrever, porque, por mais que eu o fizesse, jamais poderia evitar o tão cruel pré-julgamento. Cruel porque não permite réplicas. Cruel porque é parcial. Baseia-se em hipóteses criadas por cada um, tendo em vista o próprio egoísmo humano. Sempre cito o Barthes: Escrever é o homem a quem se recusa a última réplica. Mas a verdade, é que sempre nos recusam a última réplica.
Julgamos e somos julgados o tempo todo. Eu julgo. As vezes sem querer.. e quero saber quem é hipócrita o suficiente pra dizer que não julga. Seja com maldade.. visando denegrir, ou seja por puro ego, tentando convencer a si mesmo de que alguém não pode ser melhor que você (vulgo, despeito) seja num comentário superficial, que não vai magoar ninguém, mas que também, não é da sua conta. Afinal, cada um faz o que quer da vida.
O fato é que não sei lidar com isso. É patético.. eu, que sou humana tanto quantos os outros, que erro, que acerto, que me engano.. que julgo, não sei lidar com o julgamento alheio. Poderia culpar o zodíaco, dizendo que tem a ver com a tal fama perfeccionista do virginiano. Aquele que é exigente com os outros, mas mais ainda consigo mesmo, mas a verdade, é que me abster da culpa não mudaria nada.
Não basta os outros me julgarem, eu ainda por cima levo em consideração, e fico me culpando por não ter agradado, por ter feito ou não isto ou aquilo que me disseram que eu deveria fazer. Mesmo que as vezes a modestia não me deixe reconhecer o que eu esteja fazendo de errado.
Conviver...definitivamente, é uma arte que eu não domino. Assim como não sei cozinhar, não sei fazer artesanato, não pratico nenhum esporte, não sei conviver. Não sei o que deve ou não deve ser relevante.. o que pra mim, ao meu julgamento, é apenas regras de boa vizinhança pode ser visto como falsidade. O que pra mim, pode parecer dedicar atenção, para outro, pode parecer incoveniência. O que pra uns, é sentimento.. pra outros é pieguismo. E nessas estou sempre me desculpando, me cobrando, me policiando.. tentando entender como funciona essa tal de convivência. Questionando o impacto das minhas atitudes. Até mesmo aquelas que não posso evitar, que são inerentes e que trazem aquilo que eu nunca vou conseguir mudar: minha essência.
Não sou vítima do sistema. Tenho meus defeitos. Minha parcela de culpa. Julgo também. E sei lá quem pode ter se ferido com o meu julgamento.. mas queria aprender a estar "nem aí". Queria pensar menos. Me preocupar menos. "vender essa merda" como diria a música de pagode. Mas só não quero, de jeito nenhum, perder ou magoar pessoas que eu gosto. Perder o direito de ao menos tentar me explicar, por uma má interpretação.. ou sei lá o que..

Um comentário:

Michele Fernanda disse...

Li o seu comentário no meu blog. Bem, só te digo uma coisa Sue, se vc mesma me disse q não sabia se eu queria ver sua cara, é pq vc sabia q algo de errado tinha feito. Não seria mais bonito da sua parte, apenas se desculpar, assumir o que fez e ponto? O que tá feito tá feito, mas por favor, não faça disso um mar de lamentações. Não tente achar vítimas nem vilões, eu sei bem q todos são passíveis de erro nessa vida, mas só os mais nobres são capazes de se arrepender e aprender com o que fazem de errado.
eu gosto mto de vc tbém é vc não ter feito isso até agora foi o q mais me doeu. Se vc sente saudade eu te digo, eu sinto mais ainda, sinto por tudo isso, por mim nada disso estaria acontecendo.

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