quinta-feira, julho 19, 2007

Have you ever been down?

"Cause it's a bittersweet symphony,
this life
Try to make ends meet
You're a slave to money then you die
I'll take you down the only road I've ever been down
You know the one that takes you to the places where all the veins meet yeah,

No change, I can change
I can change, I can change
But I'm here in my mold
I am here in my mold
But I'm a million different people from one day to the next
I can't change my mold
No, no, no, no, no"

(The Verve, Bittersweet Symphony)


Ontem eu ouvi muito essa música. Muito. Nem sei quantas vezes.

O refrão fica na nossa cabeça.. quando vc vê, inconscientemente, está cantando: I can change ..I can change.. I can't change my mold no no no ..

Com alguma razão lógica ou não, eu comecei a pensar nessa questão. Até que ponto estamos dispostos a mudar nossos moldes? Até que ponto queremos mudar nos moldes? até que ponto precisamos mudar nossos moldes?
Bom.. nessa minha humilde vida de 20 e poucos anos, acho que uma das frases que eu mais ouvi até hoje é "eu sou mais eu", "Não vou mudar pra te agradar", "sou verdadeiro" e tudo e tal.. Ou seja, sempre ouvi as pessoas tentando buscar uma única definição do que elas são. Como se elas fossem únicas, imutáveis. Como se elas nascessem como uma única essência, e todos os anos de vida e experiência não pudessem mudar isso.
E alguém pode ler isso agora e pensar: e não é?
Pois bem.. e eu digo que não.
Acredito que temos um carater, temos algumas características que podem até não mudar, mas cada vez vejo que nossas atitudes e ações variam sempre conforme a necessidade e a conveniência. E isso não é necessariamente ruim. O que eu quero dizer é que vemos a realidade como queremos, e não como ela é. Simplesmente porque não existe uma única realidade, cada pessoa constroe a sua.
Num determinado momento uma pessoa pode parecer má - ela é falsa, é cínica, é vadia. Enfim, tem todos os defeitos que vc quer que ela tenha, e num passe de mágica, vc descobre que estava enganada. Não, vc nunca esteve enganada. Vc simplesmente construiu uma imagem e a legitimou.
É isso que fazemos com nós mesmos. Somos o que queremos. Construímos uma imagem de nós, fazemos de tudo pra legitimá-la, e acreditamos nela. O problema maior é não aceitarmos que essa imagem pode mudar, se vc quiser e aceitar. Na recusa desse fato, vemos as contradições, as "falhas".. e vemos que há momentos, em que as pessoas lutam pra ser algo que nem elas acreditam mais que exista.
Ilusão achar que não temos falhas, ilusão acreditar que somos melhores ou piores que alguém segundo tais ou quais critérios. Ilusão acreditar que somos dignos de méritos, ou que somos o melhor que as pessoas podem ter. Tudo ilusão, so sorry..
E a vida é bem menos frustrante e decepcionante quando paramos de culpar os outros por aquilo que só nós somos responsáveis. Quando pararmos de culpar os outros pelas nossas falsas ilusões, passamos a ver que erramos também, e então, fica mais fácil entender e aceitar o erro do outro. Nunca sabemos quando vamos precisar de compreensão. Ser flexível é fundamental para o equilíbrio, e como disse Clarice (sempre, Clarice)
até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.



2 comentários:

Kirs disse...

Sou SUPER suspeita pra falar, Sue... Pq eu sou a personificacao do ser um milhao de pessoas de um dia pro outro heheeh...
Enfim, a essencia eh a msm, mas a gente vai aprendendo com o tempo, neh...
O que serve pra levar pra vida, o que deve ser deixado pra trás...

Saudade eu quero deixar pra tras SEMPRE, entonces, vamos nos ver fds que vem, vamo vamo vamo?! hihii

Bjusss proce, minha fro de maracuja

Kirs disse...

Sou SUPER suspeita pra falar, Sue... Pq eu sou a personificacao do ser um milhao de pessoas de um dia pro outro heheeh...
Enfim, a essencia eh a msm, mas a gente vai aprendendo com o tempo, neh...
O que serve pra levar pra vida, o que deve ser deixado pra trás...

Saudade eu quero deixar pra tras SEMPRE, entonces, vamos nos ver fds que vem, vamo vamo vamo?! hihii

Bjusss proce, minha fro de maracuja

Ocorreu um erro neste gadget